Vou de vacina

– Alô?
– Bom dia… eu queria marcar uma consulta no Núcleo de Medicina do Viajante…
– É aqui mesmo. Você vai viajar para onde?
– Para a Ásia… Tailândia, Vietnã…
– Ih minha filha, vai ter q tomar um monte de vacina! Você vai quando?
– Em fevereiro do ano que vem…
– Nossa, você está de parabéns! O pessoal liga sempre aqui um dia antes de viajar! Olha, tá de parabéns mesmo!

Esse foi o diálogo que rolou com a fofa da Cida quando liguei para o Núcleo de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas (que fica em São Paulo), 7 meses antes da viagem. Além de ter ficado muito feliz  pelo fato de ter a minha antecedência e planejamento elogiados (rs…), abri esse texto sobre vacinas com esse diálogo para mostrar a importância de não deixar as vacinas para última hora. Como diria minha amiga Paty, “tem que ver issae!”.

Eu sou bem chata mesmo com esse negócio de planejar viagem porque não quero que dê merda depois… não estou falando de seguir um plano à risca, mas estou falando de certos cuidados que são essenciais e que não podem ficar em aberto, como as vacinas e o seguro de viagem por exemplo… ou será que uma xícara de porcelana chinesa não é uma lembrança muito mais agradável do que uma hepatite B, hein? (nossa, peguei pesado nessa! haha).

Sendo assim, eu e R. marcamos um horário e lá estávamos nós hoje de manhã. O médico (o nome dele era Jesse) foi super fofo, ficou uma meia hora explicando não só sobre as vacinas como também sobre outros cuidados que devemos ter para não ficarmos “fora de combate” – como disse ele, rs… Algumas das vacinas são oferecidas de graça pelo governo e nós tomamos lá mesmo, como a de tétano por exemplo. Outras infelizmente são só oferecidas por clínicas/hospitais/laboratórios privados como a vacina da raiva por exemplo. Pois é, tem que pagar. =/

Lembrando que para os países que vamos visitar é necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacina de Febre Amarela. Sem isso ou você não entra no país ou vai ser extorquido para poder entrar. Para descolar esse Certificado Internacional você deve tomar a vacina da febre amarela e depois levar o comprovantezinho até um posto da ANVISA, é totalmente de graça. Saiba mais sobre o Certificado Internacional de Vacina de Febre Amarela aqui. Abaixo uma tabela com os países que exigem esse Certificado.

É importante também se ligar nas vacinas com antecedência, a de hepatite A/B por exemplo, você deve tomar uma dose, depois de 1 mês outra dose e depois de 6 meses mais uma dose.

Minha recomendação é que você vá até algum Centro de Medicina do Viajante e converse com o médico sobre sua rota, o tempo que vai ficar, assim ele pode te indicar direitinho as vacinas e as preucações que devem ser tomadas em cada lugar. Aqui estão alguns endereços úteis:

Núcleo de Medicina do Viajante do Hospital Emílio Ribas
Atendimento deve ser agendado através do (11) 3896-1366.
Avenida Dr. Arnaldo, 165 – São Paulo – SP.

Ambulatório do Viajante no Hospital das Clínicas
Telefone: (11) 3069-6392.
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 – São Paulo – SP

Cives (Centro de Informações em Saúde para Viajantes) do Hospital Universitário da UFRJ
Telefone (21) 2562-6213
Cidade Universitária, Ilha do Fundão – Rio de Janeiro – RJ

No site da ANVISA, você encontrará uma lista das unidades de vacinação da ANVISA em todos os Estados do país.

DICAS:

– A vacina de hepatite B pode ser tomada de graça nos postos de saúde do governo caso você tenha até 24 anos (ufa, meu caso, que sorte!). Parece que eles estenderam essa “promoção” até os 28 anos, mas quando fui no Instituto Pasteur – em São Paulo – eles não tinham informações sobre isso e só ofereciam de graça até os 24 anos, já o Hospital Emílio Ribas oferecia de graça até os 28 anos. A vacina de hepatite B é administrada em 3 doses dentro de um período de 6 meses, por isso você deve ver isso com bastante antecedência.

– A vacina de hepatite A é paga e deve ser tomada em clínicas particulares. Você pode optar por tomar a vacina que combina hepatite A+B, administrada em duas doses. Mas nesse caso você tem que pagar também por essa vacina combinada. Caso você tenha até 28 anos, compensa mais você tomar a vacina para hepatite B de graça nos postos de saúde pública (caso você tenha até 28 anos) e a A nas clínicas particulares, já que a dose combinada A+B é mais cara do que se você tomar apenas a A. Por exemplo, eu fiz uma consulta no Delboni Auriemo, a vacina que combinava A+B custava R$ 130 (cada dose) e a vacina para hepatite A custava R$ 94. Então vou tomar a B de graça e pagar pela A (2 doses, custando R$ 94 cada)

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Melhor época para viajar

Um assunto realmente complicado, já que nunca é possível prever o tempo e já que no caso de países muito grandes – como a China – ou no caso do Vietnã – que é um país longo – a temperatura dentro do próprio país pode variar muito… mas é possível diminuir as chances de congelar os dedos do pé no inverno da China ou de pegar uma praia linda com chuva na Tailândia… Para tentar resolver esse problema eu resolvi fazer uma tabela bem simplificada com os destinos que vamos, o clima em cada um deles, e duas opções de roteiro que nós tínhamos. Uma opção de roteiro era começar pelo Sudeste Asiático e depois a China e a outra opção começar pela China e depois seguir para o Sudeste Asiático. Essa foi a tabela (clique na imagem abaixo para poder visualizá-la maior):

Essa tabela foi feita com base nas pesquisas de clima e de melhor época para ir que fiz no Lonely Planet e no Frommer’s (ambos sites em inglês). Como vocês podem ver, ficou muito claro que o roteiro que começa pelo Sudeste Asiático é muito melhor do que o que começa pela China. Seguindo o roteiro 1 nós evitamos as monções no Sudeste Asiático e ainda evitamos o inverno da China chegando lá na primavera, uma das melhores épocas para se viajar por lá. Notem que essa tabela está beeem resumida, não tomem ela como verdade absoluta, a China por exemplo é muito grande e o ideal seria pesquisar de acordo com a região que você pretende viajar lá (no nosso caso o foco é no noroeste). As datas que estabelecemos para os dias em que chegaremos em cada país também são só um rascunho, muito provável que não iremos com esses dias fechados, resolvendo no próprio caminho quando partiremos.

Comprando as passagens para Bangkoc

Passagens em mão!!!! 😀 Ou devo dizer no e-mail? Me vem logo na cabeça um trecho daquela música dos Beatles:

“She’s got a ticket to ride… she’s got a ticket to riiiiiiide…” (but yes I care!)

Vamos assistir agora a novela do que foi comprar essas benditas passagens!

1. Decidindo: Aonde pousar e por quê? Decidimos pousar em Bangkok por ser um ponto estratégico no Sudeste Asiático, por ter o melhor preço de passagem desde São Paulo e porque não tem a burocracia dos vistos como da China ou do Vietnã por exemplo.

2. Pesquisando: Fizemos a pesquisa de preço no Decolar. O preço da passagem de ida e volta São Paulo > Bangkok estava R$ 2600 (com taxas – exemplo de cotação feita 7 meses antes da viagem). Muuuuuito barato mesmo! Só tinha um probleminha… a Decolar não exibia a data da nossa volta (que será dia 4 de julho) só dava para comprar com volta até dia 6 de maio… ou seja… teríamos que esperar até agosto para conseguir comprar a passagem com a volta na data que queríamos. Sem contar que tinha que pagar numa paulada só, ou seja: nada de parcelar.

nota: esse voo barato em questão é da TAM. A TAM faria São Paulo > Madrid e de Madrid para Bangkok quem faz o voo são outras empresas, como uma tal de Spanair por exemplo

3. Comprando: Resolvemos entrar no Submarino Viagens. Perfeito! Já era possível comprar nossa passagem com as datas corretas, partida dia 15 de fevereiro de 2012 e volta dia 4 de julho de 2012 pela também bagatela de R$ 2.600 para cada com taxas inclusas. Foi essa mesmo! Compramos por telefone já que pela internet não era possível reservar as poltronas, e já estávamos meio traumatizados de quando na nossa viagem para Europa passamos o longo voo separados, portanto optamos por não cometer o mesmo erro e passar 24 horas separados no voo ate Bangkok tentando se distrair com pérolas do tipo Se beber não case (odeio esse filme até hoje porque lembro que assisti ele sozinha no avião… e não tava achando a mínima graça hehe).

4. Pagando: Pagamos de uma vez só no cartão, amigos, se você não tem o cartão do Submarino, nada de parcelamento, mas como já tínhamos dinheiro guardado para isso mesmo… é bom que já nos livramos de uma vez só… Vale conferir no seu banco o limite do seu cartão.

Dicas:

– Quanto antes você comprar sua passagem internacional… mais barato… não deixe para última hora, sem contar que geralmente você pode parcelar e quitar as parcelas antes mesmo de viajar. Que beleza, hein!
– Pesquise em dias próximos às datas que você quer viajar… as vezes indo um dia antes ou um dia depois pode dar uma bela diferença de preço… voos no fim de semana costumam ser mais caros, por isso nós iremos e voltaremos em uma quarta-feira
– Se for possível, faça um stopover em vez de viajar direto… Infelizmente fazer um stopover encareceria demais o nosso voo, por isso vamos chegar em Madrid e já embarcar na sequência para Bangkoc o que vai ser beeeem cansativo…

E agora… we’ve got a ticket to ride! 😀

Se hospedando na Ásia

Aqui falarei um pouco sobre como você pode se organizar com a sua hospedagem na Ásia.

Couch Surfing: Para quem não conhece, o Couch Surfing é um site onde pessoas do mundo inteiro abrem suas casas para viajantes em troca de… cultura! Isso realmente é incrível, não é mesmo? O nome – Surfando no Sofá – também já diz bastante… Você se inscreve no site, e através da ferramenta de busca procura os usuários que oferecem suas casas (ou seus sofás) no país que você vai viajar. A ferramenta te apresentará todos os perfis dos usuários disponíveis, você analisa o perfil do seu host (e tenha certeza de que ele também vai analisar o seu) e manda uma mensagem falando um pouco sobre você, explicando que você está viajando e se poderia se hospedar na casa dele e blablabla… cabe a ele aceitar você ou não. O que eu quero deixar claro é que o Couch Surfing NÃO é um hotel. Ninguém é obrigado a fazer seu café da manhã ou seu almoço, você se vira sozinho… e cada caso é um caso… alguns vão te deixar a chave do apê, outros você tem que combinar para voltar para casa quando ele estiver lá… enfim… sempre uma caxinha de surpresas. Uma das surpresas que tivemos no Couch Surfing foi quando os franceses que nos hospedavam tiveram que viajar para  visitar seus parentes e simplesmente deixaram a chave do apê com a gente… Imagina só, tivemos um apartamente em Paris para a noite de Natal sem pagar absolutamente nada… rs…

A idéia principal do Couch Surfing é o intercâmbio entre culturas, portanto são bons modos você dedicar um tempo para seu host, quem sabe cozinhar alguma comidinha brasileira, levar algum cd com músicas do seu país… Assim como ele, como morador da cidade, te indicará lugares surpreendentes fora da rota dos turistas, poderá levar você para conhecer a cidade… tudo é uma questão de combinar… inclusive o tempo que você poderá ficar na casa dele. Tenha cuidado antes e leia as referências que outras pessoas deixaram ao visitar seu futuro host e veja se ele realmente tem a ver com você. Confesso que nunca tive nenhum problema, todas as minhas estadias sempre renderam ótimas experiências e os Couch Surfers sempre foram pessoas bem legais, algumas com as quais mantenho contato até hoje. Você pode acessar o site do Couch Surfing aqui.

Num bar secreto em Porto (Portugal) com nossos hosts do Couch Surfing, Liliana e Luis à direita

Hostels: bem mais baratos que os hotéis (principalmente na Ásia) e você pode conhecer pessoas do mundo inteiro. Existe uma rede chamada Hi Hostels com hostels no mundo todo. Você pode fazer a carteirinha da rede (que custa em torno de R$ 50) e adquire descontos na hospedagem em todos os hostels da rede. A carteirinha pode ser feita em alguns hostels que participam da rede ou na Central de Intercâmbio e fica pronta na hora. A vantagem de se hospedar em um hostel é que você acaba conhecendo mochileiros de todos os cantos do mundo que assim como você, estão super abertos para conhecer pessoas novas… É bem legal mesmo, quando eu e R. fomos para Praga, por exemplo, ficamos num hostel e à noite saía todo mundo junto para beber, italiano, chinês, tcheco, tudo misturado… Alguns links que podem ser úteis na sua busca por hostels:

http://www.hostels.com/
http://www.hihostels.com/

No pub em Praga com a galera do Hostel… Italiano, coreano, lituano, alemão, argentino, russo…

No pub em Praga com a galera do Hostel… Italiano, coreano, lituano, alemão, argentino, russo… escolha sua língua! 😉

Airbnb: Assim como o CouchSurfing, no Airbnb as pessoas abrem suas casas ou seus quartos com uma pequena diferença: você tem que pagar. Você pode checar as opiniões e avaliações de quem já alugou o local para saber se é uma boa ou não… Embora nunca tenha feito uso desse serviço, me pareceu bem interessante, fiz uma busca rápida de hospedagem na Tailândia e foi possível encontrar acomodações a partir de $10… e a partir daí você busca por algo que se encaixe no que você queira, tem desde quartos compartilhados até casas-barcos para você alugar. Você pode acessar o site aqui, e assistir abaixo um vídeo explicativo (em inglês) de como funciona a coisa toda (embora eu tenha achado a menina da propaganda com um ar bem metidinho…rs…):

Como nós pretendemos fazer: a nossa idéia é ficar em Couch Surfing nos 3 primeiros dias em cada país. Assim, poderemos pegar dicas e conhecer um pouco melhor da cultura através de um morador e buscar os hostels mais baratos legais com mais calma… Depois pretendo listar aqui no blog os hostels que visitamos, a experiência e o valor custo-benefício que tivemos em cada um deles.

“Where I lay my head is home”
(trecho da música Wherever I may roam)