Guias de viagem – quais levar?


A internet está cheia de boas intenções… vamos pesquisar bastante nela, mas na hora do “vamo ver” eu voto pelo bom e velho guia feito de papel… sim… vamos deixar as páginas de pixel de lado por um tempo e vamos voltar à Idade do Papel. Pense no lado bom: você nunca dependerá de uma conexão ou de um computador para tê-lo em mãos o tempo todo… e nem precisa ficar dando bandeira com seu iPhone novinho na rua procurando um endereço nele enquanto caminha pela cidade.;)

Faltam bons títulos em português, infelizmente a Ásia ainda é pouco explorada pelos brasileiros e devem pensar que ainda não vale a pena fazer um guia decente sobre o Laos em português… ok, eu entendo… Mas como você está pensando em ir para Ásia, com certeza deve ter alguns conhecimentos em inglês… portanto poderá apreciar o guia número 1 dos mochileiros: O Lonely Planet. Nunca tive um – vamos encomendar pela Amazon esse mês – e pelas recomendações de amigos, viajantes e blogs parece desfrutar de um prestígio maior que outros guias.

Como é uma viagem que envolve uns 4 países no mínimo, obviamente que não carregaremos todos os guias de uma vez, imagina o peso que isso faria na mochila. Comprei 3 livros, um sobre toda a Ásia em inglês , outros sobre a Tailândia e Hong Kong. Vamos falar um pouco sobre eles:

The Asia Book: a journey through every country in the continent (em inglês, a partir de R$ 100 – Lonely Planet)
Este livro oferece um panorama geral – e superficial – de todos os países da Ásia. Confesso que comprei motivada pelas belíssimas imagens que se espalham pelas páginas do livro… e para ter uma idéia geral do que poderia encontrar na Ásia. Mas não espere carregar o livro na bagagem, além de ter informações bem vagas, o livro é grande e pesado.

Hong Kong – Guia e Mapa (em português, a partir de R$ 16)
Excelente esse livro, pequeno, prático e ainda vem com um mapinha da cidade… Não vamos levar na viagem, comprei na verdade só para acalmar minha ansiedade por um tempo haha

Tailândia – Guia Espiral (a partir de R$ 32)
Olha… não sou a fã número 1 dos guias da Publifolha, sempre acho que os caras exageram na dose de imagens minúsculas e atolam o livro de informação, sem contar que o design não colabora muito na hora de você se guiar… resumindo… acho bem confuso e com muita explosão de informação. Esse Guia Espiral da Tailândia também é da Publifolha… porém mais levinho, com a informação um pouco mais organizada – embora eu ainda pense que poderia ter um pouquinho menos de imagem… mas gosto dele e achei prático. Como a Tailândia é o primeiro destino provavelmente vamos levá-lo e nos livrar dele por lá mesmo.

Como vou comprar o Guia do Lonely Planet (Southeast Asia on a stringshot) o livro da Tailândia seria meio que… ahn… desnecessário? Uma redundância? Mas ahhh, nada como conforto da nossa língua-mãe, não é mesmo? Além do que – acreditem – sou viciada compulsiva em guias de viagem. Gostaria de ter todos, inclusive de alguns países que não estão no topo da minha wishlist como por exemplo… hum… Guiana Francesa? Sintam-se à vontade para me dar qualquer guia de viagem no meu aniversário… hehe… O R. ficou chocado quando fomos passar 4 dias no Paraná (estado em que ele nasceu) e eu comprei um guia exclusivo do Estado. É, eu sei… é um vício.

Mas Ana, afinal, quais guias você vai levar? Vocês devem estar se perguntando… e eu respondo: Não dá para carregar o peso de todos os guias dos países que vamos visitar. A Dani (uma amiga minha que esteve pelo Sudeste Asiático) deu a letra: quando estava na Tailândia ela comprava o Lonely Planet usado lá bem baratinho… Depois ela foi para o Camboja e trocou o livro da Tailândia por um desconto em um livro do Camboja… ou seja: você também pode descolar pelo caminho. Se não quiser se desfazer dos livros, também pode depachá-los para sua casa… mas que tal ser camarada com seus amigos mochileiros e deixar de presentinho o seu guia de viagens do Vietnã? Portanto levaremos apenas o guia geral sobre o Sudeste Asiático, mas quando chegarmos em cada país pretendemos comprar os guias usados para nos aprofundarmos mais nas cidades.

Melhor época para viajar

Um assunto realmente complicado, já que nunca é possível prever o tempo e já que no caso de países muito grandes – como a China – ou no caso do Vietnã – que é um país longo – a temperatura dentro do próprio país pode variar muito… mas é possível diminuir as chances de congelar os dedos do pé no inverno da China ou de pegar uma praia linda com chuva na Tailândia… Para tentar resolver esse problema eu resolvi fazer uma tabela bem simplificada com os destinos que vamos, o clima em cada um deles, e duas opções de roteiro que nós tínhamos. Uma opção de roteiro era começar pelo Sudeste Asiático e depois a China e a outra opção começar pela China e depois seguir para o Sudeste Asiático. Essa foi a tabela (clique na imagem abaixo para poder visualizá-la maior):

Essa tabela foi feita com base nas pesquisas de clima e de melhor época para ir que fiz no Lonely Planet e no Frommer’s (ambos sites em inglês). Como vocês podem ver, ficou muito claro que o roteiro que começa pelo Sudeste Asiático é muito melhor do que o que começa pela China. Seguindo o roteiro 1 nós evitamos as monções no Sudeste Asiático e ainda evitamos o inverno da China chegando lá na primavera, uma das melhores épocas para se viajar por lá. Notem que essa tabela está beeem resumida, não tomem ela como verdade absoluta, a China por exemplo é muito grande e o ideal seria pesquisar de acordo com a região que você pretende viajar lá (no nosso caso o foco é no noroeste). As datas que estabelecemos para os dias em que chegaremos em cada país também são só um rascunho, muito provável que não iremos com esses dias fechados, resolvendo no próprio caminho quando partiremos.

Comprando as passagens para Bangkoc

Passagens em mão!!!! 😀 Ou devo dizer no e-mail? Me vem logo na cabeça um trecho daquela música dos Beatles:

“She’s got a ticket to ride… she’s got a ticket to riiiiiiide…” (but yes I care!)

Vamos assistir agora a novela do que foi comprar essas benditas passagens!

1. Decidindo: Aonde pousar e por quê? Decidimos pousar em Bangkok por ser um ponto estratégico no Sudeste Asiático, por ter o melhor preço de passagem desde São Paulo e porque não tem a burocracia dos vistos como da China ou do Vietnã por exemplo.

2. Pesquisando: Fizemos a pesquisa de preço no Decolar. O preço da passagem de ida e volta São Paulo > Bangkok estava R$ 2600 (com taxas – exemplo de cotação feita 7 meses antes da viagem). Muuuuuito barato mesmo! Só tinha um probleminha… a Decolar não exibia a data da nossa volta (que será dia 4 de julho) só dava para comprar com volta até dia 6 de maio… ou seja… teríamos que esperar até agosto para conseguir comprar a passagem com a volta na data que queríamos. Sem contar que tinha que pagar numa paulada só, ou seja: nada de parcelar.

nota: esse voo barato em questão é da TAM. A TAM faria São Paulo > Madrid e de Madrid para Bangkok quem faz o voo são outras empresas, como uma tal de Spanair por exemplo

3. Comprando: Resolvemos entrar no Submarino Viagens. Perfeito! Já era possível comprar nossa passagem com as datas corretas, partida dia 15 de fevereiro de 2012 e volta dia 4 de julho de 2012 pela também bagatela de R$ 2.600 para cada com taxas inclusas. Foi essa mesmo! Compramos por telefone já que pela internet não era possível reservar as poltronas, e já estávamos meio traumatizados de quando na nossa viagem para Europa passamos o longo voo separados, portanto optamos por não cometer o mesmo erro e passar 24 horas separados no voo ate Bangkok tentando se distrair com pérolas do tipo Se beber não case (odeio esse filme até hoje porque lembro que assisti ele sozinha no avião… e não tava achando a mínima graça hehe).

4. Pagando: Pagamos de uma vez só no cartão, amigos, se você não tem o cartão do Submarino, nada de parcelamento, mas como já tínhamos dinheiro guardado para isso mesmo… é bom que já nos livramos de uma vez só… Vale conferir no seu banco o limite do seu cartão.

Dicas:

– Quanto antes você comprar sua passagem internacional… mais barato… não deixe para última hora, sem contar que geralmente você pode parcelar e quitar as parcelas antes mesmo de viajar. Que beleza, hein!
– Pesquise em dias próximos às datas que você quer viajar… as vezes indo um dia antes ou um dia depois pode dar uma bela diferença de preço… voos no fim de semana costumam ser mais caros, por isso nós iremos e voltaremos em uma quarta-feira
– Se for possível, faça um stopover em vez de viajar direto… Infelizmente fazer um stopover encareceria demais o nosso voo, por isso vamos chegar em Madrid e já embarcar na sequência para Bangkoc o que vai ser beeeem cansativo…

E agora… we’ve got a ticket to ride! 😀

Se hospedando na Ásia

Aqui falarei um pouco sobre como você pode se organizar com a sua hospedagem na Ásia.

Couch Surfing: Para quem não conhece, o Couch Surfing é um site onde pessoas do mundo inteiro abrem suas casas para viajantes em troca de… cultura! Isso realmente é incrível, não é mesmo? O nome – Surfando no Sofá – também já diz bastante… Você se inscreve no site, e através da ferramenta de busca procura os usuários que oferecem suas casas (ou seus sofás) no país que você vai viajar. A ferramenta te apresentará todos os perfis dos usuários disponíveis, você analisa o perfil do seu host (e tenha certeza de que ele também vai analisar o seu) e manda uma mensagem falando um pouco sobre você, explicando que você está viajando e se poderia se hospedar na casa dele e blablabla… cabe a ele aceitar você ou não. O que eu quero deixar claro é que o Couch Surfing NÃO é um hotel. Ninguém é obrigado a fazer seu café da manhã ou seu almoço, você se vira sozinho… e cada caso é um caso… alguns vão te deixar a chave do apê, outros você tem que combinar para voltar para casa quando ele estiver lá… enfim… sempre uma caxinha de surpresas. Uma das surpresas que tivemos no Couch Surfing foi quando os franceses que nos hospedavam tiveram que viajar para  visitar seus parentes e simplesmente deixaram a chave do apê com a gente… Imagina só, tivemos um apartamente em Paris para a noite de Natal sem pagar absolutamente nada… rs…

A idéia principal do Couch Surfing é o intercâmbio entre culturas, portanto são bons modos você dedicar um tempo para seu host, quem sabe cozinhar alguma comidinha brasileira, levar algum cd com músicas do seu país… Assim como ele, como morador da cidade, te indicará lugares surpreendentes fora da rota dos turistas, poderá levar você para conhecer a cidade… tudo é uma questão de combinar… inclusive o tempo que você poderá ficar na casa dele. Tenha cuidado antes e leia as referências que outras pessoas deixaram ao visitar seu futuro host e veja se ele realmente tem a ver com você. Confesso que nunca tive nenhum problema, todas as minhas estadias sempre renderam ótimas experiências e os Couch Surfers sempre foram pessoas bem legais, algumas com as quais mantenho contato até hoje. Você pode acessar o site do Couch Surfing aqui.

Num bar secreto em Porto (Portugal) com nossos hosts do Couch Surfing, Liliana e Luis à direita

Hostels: bem mais baratos que os hotéis (principalmente na Ásia) e você pode conhecer pessoas do mundo inteiro. Existe uma rede chamada Hi Hostels com hostels no mundo todo. Você pode fazer a carteirinha da rede (que custa em torno de R$ 50) e adquire descontos na hospedagem em todos os hostels da rede. A carteirinha pode ser feita em alguns hostels que participam da rede ou na Central de Intercâmbio e fica pronta na hora. A vantagem de se hospedar em um hostel é que você acaba conhecendo mochileiros de todos os cantos do mundo que assim como você, estão super abertos para conhecer pessoas novas… É bem legal mesmo, quando eu e R. fomos para Praga, por exemplo, ficamos num hostel e à noite saía todo mundo junto para beber, italiano, chinês, tcheco, tudo misturado… Alguns links que podem ser úteis na sua busca por hostels:

http://www.hostels.com/
http://www.hihostels.com/

No pub em Praga com a galera do Hostel… Italiano, coreano, lituano, alemão, argentino, russo…

No pub em Praga com a galera do Hostel… Italiano, coreano, lituano, alemão, argentino, russo… escolha sua língua! 😉

Airbnb: Assim como o CouchSurfing, no Airbnb as pessoas abrem suas casas ou seus quartos com uma pequena diferença: você tem que pagar. Você pode checar as opiniões e avaliações de quem já alugou o local para saber se é uma boa ou não… Embora nunca tenha feito uso desse serviço, me pareceu bem interessante, fiz uma busca rápida de hospedagem na Tailândia e foi possível encontrar acomodações a partir de $10… e a partir daí você busca por algo que se encaixe no que você queira, tem desde quartos compartilhados até casas-barcos para você alugar. Você pode acessar o site aqui, e assistir abaixo um vídeo explicativo (em inglês) de como funciona a coisa toda (embora eu tenha achado a menina da propaganda com um ar bem metidinho…rs…):

Como nós pretendemos fazer: a nossa idéia é ficar em Couch Surfing nos 3 primeiros dias em cada país. Assim, poderemos pegar dicas e conhecer um pouco melhor da cultura através de um morador e buscar os hostels mais baratos legais com mais calma… Depois pretendo listar aqui no blog os hostels que visitamos, a experiência e o valor custo-benefício que tivemos em cada um deles.

“Where I lay my head is home”
(trecho da música Wherever I may roam)

Dicionários Visuais: Point it e Me no speak

Vocês já assistiram o filme Cerejeiras em Flor? Não? Pois deviam! O filme, além de ser lindo, tem duas viagens como pano de fundo. Vejam o trailer aqui.

Bem, por que estou falando desse filme? Porque nele uma coisa muito interessante me chamou a atenção. Em determinado momento um dos personagens se sente perdido em Tokyo, não consegue se comunicar com ninguém (ele é alemão e mal fala inglês) e o filho dele apresenta uma solução que agora eu vos apresento aqui:Point it! Massa demais! Você só precisa apontar o que quer dizer e pronto! Não precisa quebrar a cabeça para fazer a mímica da palavra “mel” (aliás, como seria essa mímica?) 😀 Fiz um busca pela internet e infelizmente só achei na gringa para comprar… na Amazon, mais especificamente.

Outro dicionário visual é o Me no Speak, mas no lugar de fotos temos desenhos. O Me no Speak também tem umas legendas embaixo dos desenhos, você pode optar por comprar o livro com legendas em tailandês, chinês, coreano e japonês (para falar só das versões asiáticas). No site (igualmente gringo), além de poder encomendar o livro, você também pode optar por comprar o aplicativo para o seu iPod. Você também pode comprá-lo através do site da Amazon.

O dicionário visual pode até não ser um dos itens imprescindíveis na sua mochila, há muitas formas de se comunicar, que vão desde a mímica até uma tentativa tosca de Imagem & Ação, mas com certeza achei muito divertido ter um livreto desses!

Eu estou sentada na lua

Um dia minha mãe me disse: imagina que você está sentada na lua olhando para você mesma aqui embaixo. Agora pensa em todos os lugares por onde você anda… veja como você usa uma parte minúscula da Terra. Na verdade não lembro muito bem porque ela tinha me dito isso… o fato é que fiquei por um bom tempo pensando nessa história – e ainda hoje me pego pensando nisso.

Isso foi mais uma coisa que me levou a pensar em como o mundo é grande… quantas possibilidades, quantas pessoas, quantas formas de experiência ele nos oferece… e muitas vezes ficamos presos na nossa pequena bolha… indo de casa para o trabalho, do trabalho para casa… uma viagenzinha rápida de vez em quando, meio alienados de tudo… levando a vida assim, não sei quantos anos estudando, depois trabalha, trabalha mais, trabalha, tem filhos, trabalha, cuida dos filhos, se aposenta e vê que o tempo passou e que você não saiu da sua bolha e que está cheio de preconceitos.

Eu acho que o mundo está aí para isso, para ser percorrido. Pensar em quantas coisas existem no mundo, quanto eu já vi e fiz e todas as coisas que eu ainda quero ver e fazer… a lista é infinita! Isso é o tipo de coisa que me faz sorrir sozinha enquanto estou andando na rua. Ao mesmo tempo me dá uma pequena dor no peito quando penso que uma vida nunca será o suficiente para experimentar o mundo inteiro.

“O mundo é um livro e aqueles que não viajam leem apenas uma página”

Montando um cronograma de viagem

Uma viagem longa decerto exige uma preparação maior e minuciosamente planejada. Uma das primeiras coisas que fiz ao decidir essa foi abrir o Excel e montar uma planilha (que você também pode fazer no papel). A planilha abrange os meses de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2012 (mês da partida) e eu marquei mês a mês tarefas que devíamos fazer nos meses que antecedem a viagem. Ficou mais ou menos assim:

2011
FEVEREIRO: pesquisa e escolha de países
MARÇO: pesquisa de preços e viabilidade da rota
AGOSTO: começar os check-ups (marcar médico, dentista, etc.); comprar as passagens de ida e volta para Bangkoc
SETEMBRO: tomar vacinas, comprar os guias de viagem na Amazon
DEZEMBRO: comprar as passagens de avião entre alguns países; comprar o seguro de viagem; deixar uma procuração para meu pai ou minha mãe resolverem eventuais pepinos que apareçam; transformar o meu celular pós em pré (já que obviamente não levarei meu chip para lá); colocar as contas (cartão de crédito por exemplo) no débito automático

2012
JANEIRO: entrar em contato com os Couch Surfers; fazer as compras para a viagem; escanear e deixar salvo no e-mail todos os documentos importantes;
FEVEREIRO: hora de ir!

Quanto tempo você vai viajar?

A primeira parte é decidir: quanto tempo você vai viajar? Nós estabelecemos 135 dias (4 meses e meio). Escolhemos todo esse tempo (e ainda acho que é pouco) porque não pretendemos passar de rasante nos países, realmente queremos levar essa experiência à fundo e aproveitar o que cada lugar e o que as pessoas tem a nos oferecer.

Não é nosso objetivo pisar num país apenas para poder depois ticá-lo no mapa mundi ou para encher o passaporte de carimbos. Queremos conhecer a fundo as culturas, conhecer uma cidade a ponto de nos sentirmos familiarizados com uma esquina, aprender algumas poucas palavras, saber onde os moradores locais compram o pão, entender os  costumes – porque se cumprimenta de um determinado jeito ou porque se veste determinada roupa –, conhecer não só a capital mas também as cidades aos arredores que julgarmos interessantes. Claro que isso não será possível em todas as cidades, mas vamos reservar com carinho um bom tempo na maioria delas.

Não queremos correr. Chegar na cidade, abrir o guia e ir caçando em 1 dia uns 15 pontos turísticos. Queremos pensar também que às vezes ficaremos de saco cheio e nos dar a liberdade de poder optar por ficar no hostel assistindo TV e fazendo porra nenhuma, sem peso na consciência. Fazer planos, mas também não fazer. Isso significa acordar alguns dias e decidir na hora o que vamos fazer.

Por isso sugiro que vocês pensem com carinho quantos países irão percorrer e em quanto tempo, passar apenas um dia em Bangkok pode ser tão superficial quanto ler sobre Bangkok na internet.

“A melhor maneira de viajar é sentir. Sentir tudo de todas as maneiras. Sentir tudo excessivamente.” (Fernando Pessoa)

O propósito deste blog

Esse blog nasce principalmente da necessidade de ajudar os viajantes brasileiros que tem vontade de viajar pela Ásia e simplesmente não sabem por onde começar. Assim foi comigo e com R.. Nós finalmente tínhamos decidido ir para lá, tá, legal. O que a gente faz agora? São pouquíssimas as fontes em português, para mochileiros E para brasileiros que falam sobre esse tipo de viagem. De fato, há uma diferença grande num blog voltado para um inglês (que ganha em libras) e para um brasileiro que ganha em reais e que principalmente não quer gastar muito dinheiro. Temos uma visão de cultura, de valor do dinheiro e até da própria idéia do que é um mochilão bem diferente dos viajantes de outros países. Claro que você vai encontrar um monte de sites em português sobre viagens que falarão sobre a Tailândia, sobre Bali e etc., mas esses sites não são voltados para os mochileiros, geralmente eles falarão de hotéis de 30, 40 dólares (achou barato? no Camboja isso é luxo! rs…) ou de spas com massagens, e o que nós pensamos aqui são em hostels de no máááximo 10 dólares. O que quero, na verdade, é pôr aqui todo tipo de informação que eu gostaria de ter encontrado quando decidimos embarcar nessa viagem.

E por último – mas não menos importante – o outro motivo para a criação desse blog é para que nossos pais, parentes e amigos nos acompanhem ao longo dos nos nossos 4 meses e meio de aventura pela Ásia em 2012. A data de partida que estabelecemos é dia 15 de fevereiro de 2012 (ainda faltam 7 meses e meio para a partida!), mas desde já postarei todos os detalhes do planejamento na humilde tentativa de ajudar outros futuros viajantes também.