Dúvidas sobre viajar pela Ásia?

Pessoal… já vai fazer mais de 2 anos (!) que voltamos dessa viagem e continuo recebendo dúvidas de quem quer viajar… o problema é que em 2 anos minhas informações não estão mais atualizadas, e já esqueci muitas coisas que podem não estar no blog do tipo: que hotel ficamos em Hanoi? Na verdade se vocês me perguntarem algo, eu provavelmente vou ter que entrar no blog para pesquisar se eu escrevi sobre, então termino minha função aqui 😉

Por favor, consultem as dúvidas mais comuns que recebi durante o período do blog aqui: FAQ e que tal vocês escreverem o próximo blog sobre uma viagem pela Ásia?

Bjocas e boas viagens!! 😉

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Feliz 100 dias!!!

Hoje completamos 100 dias na estrada. Não quero voltar e também não estou enjoada. Quando você está com vontade de comer, você come e a fome passa. Quando você tem vontade de viajar, você viaja… e sente mais vontade de viajar ainda. Acho que conseguiria fácil passar mais 1 ano só com uma mochila e o Rômolo. Bem, estamos já no finalzinho da viagem, mais 38 dias e voltamos… Vou colocar aqui um texto que gostaria de compartilhar, li no blog Mochilando pelo Mundo do Rogério que expressa verdadeiramente tudo o que penso sobre viajar. O Rogério deu uma volta ao mundo por 1 ano e o blog dele tem textos incríveis que sempre me inspiraram a fazer o que estamos fazendo. Esse é um dos meus preferidos. O blog dele está linkado ao lado.

Minha casa e meus pertences

Um dia conversando com uma amiga, ela me perguntou como é ficar esse tempo todo sem nada. Peguei um susto pois achava que tinha tudo. Na hora fiquei sem resposta e fiquei pensando sobre isso por uns dias. Deveria ter respondido assim:

Tenho um quarto que nem sempre é só meu mas não me importo em dividi-lo. Ele está sempre diferente, ora com uma cama de solteiro, ora com várias beliches, para não enjoar. A decoração também sempre muda: a cortina, os quadros da parede e a mesinha nunca permanecem no mesmo lugar. A vista da janela, que engraçado, está sempre mudando, tem umas horas que vejo e tem uma praia, depois tem um templo, outra hora eu me espanto e só vejo prédios e quando eu volto só vejo montanhas. Tem vezes que o quarto nem é meu, mas o dono faz com que eu me sinta como se estivesse em casa, então pronto, o quarto agora é meu também.
Meu guarda-roupa eu carrego nas costas, ele não tem prateleiras, gavetas e nem cabides mas tem todas as roupas que preciso, um chinelo e um tênis. Basta. As coisas mais importantes de uma estante andam comigo: livros, computador, caderninho de anotações e uma caneta. Porta-retrato? Não preciso, penduro na memória a imagem do lugar ou das pessoas que gosto. Agenda também não se faz necessária, vou resolvendo os compromissos à medida que eles surgem, não tem nada preestabelecido, a ordem do dia é ditada de manhã ou na noite anterior. Tenho sempre cama com lençóis limpos e levo minha toalha, que na verdade não é uma toalha de verdade e sim uma fralda da Sofia (minha afilhada) que enxuga muito bem, seca rápido e não pesa nem ocupa espaço.

Não uso relógio, hora de comer é quando me dá fome, hora de dormir é quando não aguento mais de sono, hora de voltar para casa é quando estou cansado e a hora de sair é quando termino de trocar de roupa. Se não tem viagem marcada, a hora de acordar é quando o corpo acha que descansou o suficiente.

Tenho uma máquina fotográfica, que se encarrega de congelar e eternizar as cenas que tenho visto. As imagens capturadas por ela ajudam a dar forma nas histórias que conto e vão me fazer viajar quantas vezes eu quiser depois que eu voltar pra casa.

Tenho sempre banheiro, seja ele perto do meu quarto ou em algum lugar pelo caminho. Ultimamente muitos de meus banheiros nem tem vaso, só um buraco no chão mas faz o mesmo efeito. O que poderia estar na prateleira, levo numa pequena bolsa: escova, pasta, sabonete e desodorante.

A sala de estar eu troco sempre, algumas tem televisão que nunca assisto, outras têm sofás onde sentam pessoas que não conheço. Taí uma boa oportunidade de fazer novas amizades e trocar uma ideia. Ás vezes tenho estantes na sala com outros livros, revistas, jogos que nem sei jogar… Mas normalmente, na sala de casa sinto uma atmosfera vibrante, cruzo com pessoas sentadas no mesmo barco que eu e estão remando para lugares aonde já fui ou pra onde estou indo.

Tenho usado bem pouco a cozinha, tenho sempre quem cozinhe pra mim, não preciso de panelas, fogão e liquidificador. O menu é sempre diferente, escolho o que me apetece e o que minha curiosidade pede. A mesa e as cadeiras estão sempre dispostas de forma diferente no café, no almoço e no jantar. Não tenho aquele monte de coisa amontoada na gaveta nem no armário: peço emprestado o prato ou a tigela, o copo e os pauzinhos (talheres). O bom é que não preciso lavar tudo depois, é só levantar e sair. Não tenho geladeira, mas sempre tenho sempre minha garrafa pra beber água depois de escovar os dentes antes de dormir. Não tenho minha goiabada pra comer depois do almoço, mas sempre acho um mercadinho para comprar um doce.

Sem dúvida, a parte da minha casa que mais gosto é o quintal. Ele também sempre muda cada vez que passo pela porta. Acho que não é uma porta, é um portal mágico. Lá nem sempre as pessoas falam a mesma língua ou têm a mesma religião. As fisionomias mudam assim como a moeda que elas usam para comprar coisas tão diferentes. Tem hora que estou no meu quarto, tão compenetrado no que estou lendo ou escrevendo, que até esqueço que no meu quintal tem um outro mundo completamente diferente. No meu quintal não tem plantas para regar, um cachorro abanando o rabo pra mim e nem roupas no varal, mas tem o que me deixa profundamente feliz: o mundo.

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Feliz 100 dias de viagem Rômolo!!! =)

Será o fim?

Poxa pessoal… eu achei que ia conseguir postar da China mas estou tendo sérios problemas. A internet é horrível e não consigo acessar o wordpress, nesse momento estou postando por e-mail. Não sei se o problema é do lugar em que estamos agora, em Yangshuo, porque antes eu estava conseguindo acessar de Guangzhou, mas aqui o freegate não está funcionando… vamos aguardar cenas do próximo capítulo, continuarei escrevendo e postarei tudo quando for possível, mas no momento a previsão é ficar na China até a volta para o Brasil em 4 de julho…

Nos vemos?

p.s.: continuo vendo os comentários porque eles chegam no meu e-mail, só não consigo responder =(

22 horas no avião

escrito em: Bangkok

Aqui contarei como foi nossa viagem quase infinita até Bangkok.

1º trecho: São Paulo > Madrid
O primeiro trecho do nosso voo, foi pela TAM. Não consegui pregar o olho enquanto o Romolo capotou, mas para a minha sorte a programação de filmes estava muito boa, até Timtim estava passando! O voo durou cerca de 10h. Quando chegamos em Madrid, tivemos que sair correndo do avião para fazer nossa conexão, já havia uma mulher da TAM esperando por mim e pelo Romolo para nos levar para o nosso portão de embarque, se não fosse isso jamais teríamos conseguido pegar o próximo voo, o aeroporto de Barajas é gigante e a mulher cortou vários caminhos.

2º trecho: Madrid >Bangkok
Nosso 2º voo de Madrid com destino à Bangkok foi feito pela Thai Airlines e embora a parte de entretenimento não fosse tão boa quanto à TAM (só havia um telão aonde tinhamos que assistir o que estava passando), a comida foi uma das melhores que já provei em avião! Já no avião começamos a entrar no clima da Tailândia, as aeromoças se vestem muito diferente, te cumprimentam juntando as palmas da mão e inclinando a cabeça, as poltronas são todas coloridas e a rádio tocava umas músicas tailandesas que me deixaram no ponto para conseguir dormir bem. No almoço comemos carne ao molho curry levemente apimentado (odeio pimenta, mas vou ter que me acostumar), saladinha delícia de camarão e arroz à moda tailandesa (praticamente um arroz japones). Resumindo: adorei o voo e o Ro mais ainda, já que tinha bastante espaço para ele esticar as pernas.

Chegando no aeroporto
Nós somos a prova de que um raio cai sim duas vezes no mesmo lugar. Já não bastassem nossas malas extraviadas quando fomos para a Europa, adivinhem: aconteceu de novo! Nossas malas resolveram não aparecer. Como isso felizmente (ou infelizmente) já tinha acontecido conosco antes, não ligamos muito… Praticamente só tinha roupa e cremes na mala, inclusive, depois de chegar aqui, me arrependi de ter trazido tudo o que estava naquela mochila, aqui é tudo muuuuito barato!!! Não teremos problemas em refazer nossas malas se for o caso (detalhe: todas as coisas importantes – netbook, ipods, camera, guias, celular, documentos, remédios, etc – estavam na nossa bagagem de mão. Aliás depois disso, percebi que precisamos de muita pouca coisa para viver… um par de chinelos, um biquini, sabonete, uma escova de dente, pasta de dente, shampoo e condicionador, já ta bom, rs…

Foram 22 horas de voo no total com escala de 1h30 em Madrid… Agora estamos 10h à frente do Brasil. Isso sim é jetlag!

OBSERVAÇÃO:
– Estávamos com medo de passar pela alfândega com nossa necessaire entupida de remédios sem receita, mas passou de boas tanto pela alfândega do Brasil, quanto da Espanha, sem maiores problemas.