Ko Phi Phi: Adiós!!!

Eu particularmente não gosto de tour comprado… Muitas vezes você é tocado como gado de forma a parecer que a única intenção do passeio é tirar fotos. Feitas essas considerações devo dizer que eu e o Rômolo resolvemos ter o nosso dia de boi e compramos um “super tour” no nosso último dia em Ko Phi Phi. A proposta era um passeio de barco que partia as 11h30 da manhã, visitava oito pontos, OITO, e ia até o por do sol. Claro que nada disso foi cumprido, mas de qualquer forma, o Rômolo gostou bastante, ele é fã de andar de barco!… Caso você decida comprar um pacote desses, deixo aqui registrado alguns dos sabores e dissabores dos quais poderá provar. Pagamos 450 bahts cada pessoa.

Shark Point
O primeiro ponto fica na frente da Long Beach, mas mais para o alto-mar. É o primeiro stop para fazer snorkel… Diz a lenda que se você chegar de manhã mais cedinho, poderá nadar junto à inofensivos tubarões pretos, daí o nome Shark Point. Nessa hora o Dramin ainda não estava fazendo efeito em mim, Rômolo pulou e disse que tem tanto peixe que chega a ser assustador…rs… “Parece que os peixes vão te comer vivo…” diz Rômolo enquanto degusta uma cerveja tipicamente local.

Bamboo Island
Putz… vou te dizer que de todas as praias que vimos aqui na Tailândia, coloco Bamboo Island em primeiro como a mais maravilhosa e Monkey Beach em segundo. É uma pena que fotos nunca vão conseguir expressar toda a beleza dessa pequena ilha que tem uma espécie de parque no centro. Areia branca, água transparente, sombra das àrvores a vontade. Um sonho!

A partir daqui eu realmente lamento, mas perdi a conta dos lugares e dos nomes. Deixo aqui duas imagens do que vimos pelo caminho:
Passamos novamente em Monkey Beach e a partir daqui começou a chover, o motor do barco quebrou… uma série de acontecimentos que acabou atrasando nosso passeio. Achei que com a chuva o passeio terminaria mas o nosso “barqueiro” foi firme e forte, consertou o motor e seguimos na garoa.
Paramos num lugar incrível para nadar… em meio às pedras gigantes…
Depois mais um ponto de snorkel… e finalmente pousamos na praia que todos mais esperavam… Maya Beach, a praia, ou melhor… A Praia, do filme 😉
Se vocês viram essa foto e se decepcionaram, imaginem eu que estava lá com o céu nublado… Quer dizer, não é uma praia feia, mas um pouco mais de sol não faria mal…rs… Acho que estou ficando cada vez mais exigente conforme a viagem vai passando. Se um dia eu tiver que me lembrar dessa praia, minha primeira lembrança será a de um casal de israelenses muito queridos com os quais fizemos amizade… A primeira vez que encontramos a Miri e o Sarid foi em Monkey Beach… Por coincidência, dois dias depois os reencontramos depois no mesmo barco que nos levou nesse tour. Ao contrário do que muitos vão pensar, eles não tinham nossa idade, muito pelo contrário, tinham filhos da nossa idade…rs… mas a empatia foi imediata! Ficamos lá muito tempo conversando, e afinal de contas, quem faz a viagem são as pessoas que vamos encontrando ao longo do caminho… Já temos nosso cantinho quando formos para Israel hehe…

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Ko Phi Phi: Monkey Beach e Long Beach

Todo lugar bonito que se preze tem um viewpoint, não é mesmo minha gente? Fomos conferir o View Point de Ko Phi Phi. O caminho não exige esforços caso você esteja em forma (não foi nosso caso), e é preciso pagar uma taxa de 20 bahts quando você chegar lá em cima. A vista é bem bonita e dá para ficar sentado em cima das pedras tomando um sorvete e apreciando o trecho de terra que divide as praias de Tonsai e Loh Dalum Bay. Claro que o efeito miniatura da nossa máquina fotográfica contribuiu para deixar a vista mais interessante.
Estávamos lá, pimpões por estar descansando… quando o céu começa a ficar preto…
Meu amigo… foi o tempo de descermos a trilha de volta correndo que caiu um aguaceiro que nunca vi na minha vida. Para vocês terem uma noção, quando voltamos para o nosso hotel a água nas ruas batia no nosso tornozelo. Ahhh… a primeira enchente tailandesa a gente nunca esquece! No dia seguinte o sol queimava novamente, aproveitamos para pegar um caiaque e remar até Monkey Beach.

Monkey BeachAcho que essa é uma das praias mais bonitas que eu já vi na vida. Água tão cristalina que você ve peixes nadando ao seu redor o tempo todo. Atrás só tem mata e na praia você encontra umas 3 ou 4 barraquinhas no máximo. Como só se chega aqui de barco ou caiaque, ela é bem tranquila. Imagens nunca valeram mais do que mil palavras:
E claro, que o nome da praia, Monkey Beach, não é a toa…
Dia seguinte… trilha! Andando por uns 35 minutos a partir de Loh Dalum Bay, chega-se à Long Beach de Ko Phi Phi.

Long Beach
Faixa de areia extensa… tem bastante resort por ali. Não é o tipo de praia que eu piraria, principalmente porque falta sombra… e na minha opinião praia boa tem que ter sombra, de pedra ou de árvore, mas não dá para ficar contando com guarda-sol…
Mas nosso objetivo ao ter ido para essa praia foi o de fazer snorkel… Alugamos as máscaras de mergulho por lá mesmo, o dia inteiro por 50 bahts cada uma e fomos ver os peixinhos nas pedras.
Água transparente… dava para ver vários peixes de várias cores… areia branca… deu pra passar a tarde inteira aí, vendo peixinho e tomando água de côco. Sabe o que é mais engraçado? Isso cansa mais do que trabalhar! Chega o fim do dia parece que ficamos carregando sacos de cimento o dia inteiro. Perai… não estou reclamando! rs…

No dia seguinte resolvemos fazer um programa bem turistão e pegar um tour para conhecer uns 8 pontos de todo o complexo de ilhas de Ko Phi Phi… assim fechamos nossos dias de praia com uma despedida geral. Já faz uns 10 dias que estamos na praia fazendo corpo mole, não tem mais onde queimar a pele, chega a hora de picarmos a mula de volta para Bangkok e retomar o nosso roteiro!

Ko Phi Phi: Isso é amor!

Era hora de sacudir a areia da canga e sair de Ton Sai depois de 4 dias de preguiça. Como estamos no começo da viagem resolvemos aproveitar o pique para se mexer um pouco mais e compramos o nosso ticket para ir de barco até Ko Phi Phi. Ko Phi Phi é uma das mais famosas ilhas tailandesas, também pelo fato de lá estar a praia onde foi gravado o filme… A Praia! Aquele, com Leonardo DiCaprio. A viagem de Ton Sai até lá é de cerca de 1h30… como eu tenho sérios problemas com transportes marítimos – basta citar a vez em que quase vomitei quando fui andar de PEDALINHO! – me entupi de Dramin… O que se demonstrou ser um grande ato de sabedoria. Primeiro fomos pegar um longtail boat até um ponto mais distante da costa, onde esperaríamos o barco maior que nos levaria até Ko Phi Phi. O problema é que esse barco maior, não chegava nunca, o que significa que ficamos uns 40 minutos no meio do mar balançando sem parar… eu estava tão dopada, graças a Deus, que eu capotei. E pude continuar meu sono no confortável barco que chegou depois e que estava mais para ônibus.

Sinceramente eu achei que ia odiar Phi Phi devido aos relatos de vários blogs que diziam que lá era cheio de turistas, caro, blabla… Mas como só lemos esses relatos DEPOIS de ter comprado os tickets para o barco, não tinha jeito, tínhamos que ir e passar pelo menos uma noite. Ah, sem contar que o primeiro parágrafo do Lonely Planet sobre Phi Phi diz assim: “Acomodação barata em Ko Phi Phi? Você deve estar de brincadeira!”. E mais um que dizia que muitos viajantes chegavam lá de manhã e voltavam no fim da tarde por não encontrar lugar para dormir. Eu e o Rômolo ainda estamos nos recusando a chegar em algum lugar com hotel reservado até que dê uma merda… hehe.

Pois bem. Chegamos no pier LOTADO e pagamos a taxa de 20 bahts para poder entrar na Ilha.
Logo que entramos nas ruelas, foi amor à primeira vista!!! Não vou dizer que Loh Dalum Bay e Tonsai Bay (não confundir com a outra Ton sai) que são as duas praias principais daqui são as mais lindas que já vi, mas a cidade é sensacional! Um climinha muito bom de barraquinhas, vários restaurantes e muitos barzinhos para todos os gostos e bolsos!
As ruas são estreitas e não passa carro nenhum aqui, muita bicicleta e uma ou outra motoca. Tem que tomar muito cuidado para não ser atropelado já que não tem essa diferenciação entre rua e calçada.
Essa história de que o cão é o melhor amigo do homem não funciona aqui. Assim como outros lugares que já havíamos observado, a maioria na ilha tem gatos, muitos gatos, é tropeçar e você cai em cima de um.
A noite aqui… como posso explicar? Não dá para explicar! É simplesmente incrível! Tem um amontoado de bares na beira da praia de Tonsai que se você olhar de longe, vai ver várias luzes coloridas pulsando. Quando chega mais perto vai ver as baladinhas, uma colada na outra, tochas na areia, malabaristas de fogo, pula corda brilhante, europeus se acabando na pista ao som de música eletrônica… Eu e o Ro compramos umas brejas baratas no mercado e ficamos pulando de balada em balada.
Se você quer mais sossego pode ficar em um dos muitos barzinhos dentro da cidade. Ontem eu e o Rômolo acabamos parando em um onde tava rolando uma luta de Muay Thai… Muito fake, os caras nem se batiam direito… Detalhe: enquanto eles “lutavam” tocava música indiana haha
Uma coisa muito popular que já havíamos visto em outras cidades são os populares “buckets” ou baldinhos… Os jovens (aiai pareço uma velha falando “os jovens” haha) compram esses baldes cheios de bebida alcólica, fazem a mistureba e tomam de canudinho. Está à venda em qualquer lugar com combinações a gosto do cliente…
Aqui tem o mercadinho local de comida… que está me deixando louca
Toda vez que passo por lá – ou seja: sempre! – tenho que comprar uma coisinha para experimentar, as vezes não sei o que é, mas todas as surpresas tem sido boas. Minha nova mania é comprar uma folhinha que vem fechada… e dentro dela sempre tem algum docinho, nunca sei o que vai aparecer…
No primeiro dia estávamos andando aqui com um puta calor, super perdidos e cansados… Parei na frente de uma escola de mergulho para ver um mapinha e um cara veio perguntar em inglês se eu precisava de ajuda… eu disse que estava só olhando mapa e ele perguntou de onde eu era. Quando eu disse “Brasil” ele falou: “Porra, então vamos falar em português!!!”. O nome desse cara é Cas, ele está morando há uns 8 anos fora do Brasil, ajudou a reconstruir Ko Phi Phi depois do tsunami, é casado com uma francesa, mora em Madrid onde tem uma escola de mergulho mas no inverno vem pra Ásia dar uns roles e dar aula de mergulho. Resumindo: o cara tem a vida perfeita haha! Ele foi muito gente boa, chamou a gente pra entrar na loja, sentamos e ele ficou uns 20 minutos falando tudo de barato que podíamos fazer na ilha, as trilhas, os melhores lugares para pegar praia… O cara certo na hora certa. Tudo o que fizemos nos próximos dias foram as dicas dadas pelo Cas, que contarei mais nos próximos posts! 😉

Ton Sai e a malemolência

Ton Sai é uma praia pequena com uma vila pequena, exatamente assim:
Ton Sai não é para os fracos. Energia elétrica só das 6 da tarde até as 6 da manhã. Isso significa que quando você acordar estará um calor insuportável no seu quarto e você vai querer sair. Não que isso seja um problema, suas opções para o resto do dia não serão poucas, você pode escolher entre fazer uma trilha até as praias mais próximas, andar de caiaque até uma ilhota, ou fazer como muitas vezes fizemos, ficar sentado na areia observando a galera escalar as pedras.
Ton Sai é um dos principais destinos do mundo para se escalar, os escaladores são a maioria esmagadora da ilha, seguidos dos hippies… e de nós, que fomos para a ilha pela simples e sublime arte de vadiar. Ah, e tem os macacos também. Não é muito difícil você estar indo tomar seu café da manhã e se deparar com um bando de macacos cruzando o seu caminho.
No caminho entre as praias de Railey e Phranang Bay também tem muitos deles. Você nunca mais vai querer pagar o zoológico para poder ver macaco.

Uma das coisas bacanas para se fazer lá é ir até o caminho entre Railey East e Phranang Bay e subir umas pedras para alcançar o viewpoint. Mas mais do que alcançar o viewpoint é chegar até lá… a trilha tem subidas e descidas no meio de pedras que vão deixar sua roupa da cor do mais puro marrom… você usa cordas o tempo todo para te ajudar em alguns trechos… nossas roupas ficaram acabadas, mas foi nosso momento Indiana Jones! Dica: Vá de tênis e com roupas velhas. Essa é a vista que se tem lá de cima:
Uma trilha que vai além do Viewpoint dá na famosa Lagoa. Mas o caminho exige coragem, ou ao menos que você esteja acostumado com cordas para descer duas paredes de 90 graus só se pendurando… eu arreguei quando cheguei lá, mas o Rômolo foi até o fim!
Outra curiosidade é que para entrar nas lojinhas de lá você tem que tirar os calçados antes… No começo é difícil de lembrar, mas depois você tá tirando o calçado até quando não precisa.

As acomodações da ilha costumam ser bangalôs bem simples… aliás, não vi acomodação que não fosse bangalô. Nós ficamos no Mountain View Resort, que depois viemos a descobrir que era um dos mais caros de lá… Pagamos 800 bahts no quarto-bangalô para casal, sem café da manhã mas… com wifi!!! Pelo menos eu fiquei bem satisfeita com o quarto, era bem limpinho e não tinha inseto lá dentro… Tanto que depois que esticamos resolvemos ficar por lá mesmo em vez de procurar um outro.
Fique de olho: Preços extorsivos em Ton Sai, o que tiver de comprar, compre antes de chegar lá. Por incrível que pareça, até Ko Phi Phi que é conhecida como uma ilha cara, tem coisas mais baratas que Ton Sai.

Dica boa: Leve sua lanterninha… A estrada dos bangalôs até a ferveção na beira da praia conta com postes de luz, mas alguns trechos são breu total! E o repelente… às 18h da tarde os mosquitos acordam que quase te comem inteiro!

Nossos dias em Ton Sai foram de preguiça total… acordar… tomar o café da manhã no Mamas Chicken que é praticamente o Gigabyte da galera.. ficar na praia vendo os escaladores, nadar, fazer trilha, ver macaco… 100% de bobeira!
Só sei que no final dos nossos dias lá, eu tava com uns quatro machucados no pé e o Rômolo com uns dois galos de bater cabeça em caverna haha!

Em Ton Sai eu me senti completamente outra pessoa… não senti vontade de comprar nada, nem de ter nada a mais do que eu tinha naquele momento… É um lugar para se celebrar a vida e para “perder” muito tempo com as pequenas coisinhas… Nossa, quantas vezes eu e o Rômolo não nos pegamos analisando a vida dos caramujos na praia, indagando como os macacos conseguem saltar daquele jeito ou vendo borboletinhas se acasalar haha! Nossos momentos hippie total!
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Ilustrações por Rômolo.

>>> NOTA: Não confundir essa Ton Sai com a Tonsai de Ko Phi Phi.

Ton Sai apresenta: Railey Bay e Phranang Bay

Um dos motivos de termos vindo para Ton Sai, além de ter sido pela dica da Camila do blog Rasga World, foi também pelo fato de Ton Sai ser um ponto estratégico para conhecer outras 3 praias: Railey West, Railey East e Phranang Bay. Como dá para visitar essas 3 praias a pé, sem precisar ficar pagando barco para fazer passeio de 1 dia a partir de Ao Nang, resolvemos nos estabelecer em Ton Sai. Pegamos um longtail boat no pier de Ao Nang e pagamos 100 bahts cada um pelo bilhete.

Railey West
Railey West é uma praia para “bacanudos”, gente com mais dinheiro por conta dos resorts que há por lá. A praia é bem bonita, o único problema é que não tem muita sombra, embora a gente sempre tenha achado um lugarzinho embaixo de uma árvore. Mulheres oferecem massagem para os turistas deitados na areia e foi aqui que eu tive minha primeira quase massagem… Eu estava tão cansada e com os pés tão doloridos de uma trilha que eu e o Ro tínhamos feito no dia anterior, que resolvi me dar ao luxinho de pagar 200 bahts para a mulher lixar meu pé haha!!! Foi bem extorsivo pelo pouco que ela fez, mas ok… Railey West não é o lugar mais barato para nada.
Sei que é até pecado eu dizer isso, mas Railey West não me impressionou muito… se fosse a primeira praia tailandesa que eu tivesse visto na vida, ficaria encantada… mas comparando com Ton Sai e Phranang Bay, prefiro essas duas…rs… Railey West tem uma rua bem gostosa que desemboca na praia e que é cheia de lojinhas, restaurantes e barzinhos… Mas claro que tudo custa o dobro de Ao Nang.

Railey East
Railey East é uma praia de mangue, vamos dizer, ou como o pessoal chama, é a “praia suja” ou a prima pobre de Railey West. Passamos por ela apenas para chegar até a trilha da Lagoa e para chegar em Phranang Bay. De qualquer modo, o visual é incrível, e faz muito bem para os olhos ter que fazer o caminho por lá.

Phranang Bay
Ahhhh… essa sim! Essa praia é incrível, piramos muito aqui embora tenha bastante turista. Apelidamos essa praia carinhosamente de “praia do pinto”, veja por quê:
Esse pequeno e gracioso “santuário” era onde os pescadores faziam suas oferendas antes de sair para pescar. Fofo não? A praia é uma delícia, tem uma parte do mar que fica sob a sombra da caverna… e se você for até a outra ponta da praia, vai encontrar igualmente outra caverna onde peixinhos nadam por perto. Aqui não tem seafood, mas sim boatfood. Acreditem, a galera cozinha a comida dentro dos barcos!
Confesso que os caminhos que saem de Ton Sai para se chegar a essas praias não são dos mais fáceis. Fizemos todos os caminhos possíveis e todos tem suas dificuldades, exigem atenção e concentração o tempo todo. Os próximos parágrafos são informações técnicas, pode parar por aqui caso não pretenda fazer essas trilhas hehe…

O primeiro caminho é uma trilha de 45 minutos. Evite a todo custo, é o pior de todos. Subidas e descidas numa trilha muitas vezes íngreme, pedras que vão deslizando, barrancos, mosquitos que te atacam no meio do floresta… Me arrependi profundamente de ter passado por ele, mas saímos sãos e salvos! O fim desse caminho pode te levar pelas três praias.

O segundo caminho é subindo as pedras que tem no fim da praia. Você tem que se espremer para passar em algumas partes, subir nas pedras, mas não são escorregadias. Na verdade até gostei de fazer esse caminho. Dura mais ou menos uns 10 minutos e você sai direto em Railey West. Para voltar é mais fácil, tem uma corda bem no começo do caminho.

O terceiro caminho tem um pequeno problema: Você tem que esperar a maré baixar para fazer o contorno da praia. Embora alguns considerem mais fácil, eu não curti, você tem que pisar com muito cuidado nas pedras molhadas e escorregadias e não tem lugar para apoiar as mãos. Esse caminho também sai direto em Railey West.

As dicas foram dadas, escolha sua estrada afora e Boas Praias! 😉

Ton Sai: Paradise is here!

Poucas vezes na minha vida tive a oportunidade de poder comparar um lugar na Terra a um lugar que deveria ser encontrado no céu. “Paradise is here” essa é a frase que eu e o Rômolo não paramos de repetir desde que chegamos a Ton Sai.
Eu posso dar milhões de motivos para dizer isso. Praia boa durante o dia, paisagem incrível, água transparente, praia tranquila sem multidões, festa toda noite nos bares na beira da praia, comida boa, galera do mundo todo afim de conhecer outras pessoas! Todos que conhecemos até agora não estão aqui há menos de uma semana… Pessoal vem pra passar 3 dias e acaba ficando 2 semanas, 3 meses… foi o nosso caso. Estamos sem previsão para sair daqui. Pode soar meio hippie, mas rola meio que uma “comunidade”, todos acabam se conhecendo porque ficam aqui muito tempo e a ilha é pequena, todo mundo se encontra o tempo todo, seja na hora do almoço, seja nos bares à noite.

O interessante é que a forma de pensar de todo mundo é meio parecida, Carpe Diem ou como diria o Daniel, um brasileiro que conhecemos aqui, vivendo full life. Todos estão viajando hà meses, já passaram por vários lugares. Foi conversando com essas pessoas que resolvemos que não voltaremos daqui 4 meses e meio, vamos viajar até onde a grana der. Também resolvemos mudar um pouco a nossa rota. Acho que vamos desencanar da Indonésia e cruzar o Tibet até o Nepal, não sei, tudo pode acontecer.

Acho que todo mundo devia pelo menos uma vez na vida largar o emprego ou o que costuma-se chamar de “tudo” (carro, casa, etc.) e dar um rolê desses, não importa a idade. Depois de conhecer tantas pessoas, tantos pensamentos diversificados, o mundo com certeza seria um lugar mais fácil de se viver.

Pela primeira vez na minha vida posso dizer que estou vivendo plenamente, a vida cheia, dando valor para cada segundo que passa sem querer que o futuro ou o dia seguinte chegue mais rápido. Ou as 18h como eu sempre esperava no meu antigo trampo. E se eu disser que nunca fui mais feliz do que estou sendo agora, não estarei dizendo nenhuma mentira. Se esse blog fizer pelo menos uma pessoa largar tudo e ir viajar, considerarei a missão cumprida. 😉

Ao Nang: entre macacos e peixinhos

Estava em Ao Nang caçando uma sombra para ficar quando de repente vi um macaco correndo no meio das árvores na praia. Chamei o Ro. Achei que era só um macaquinho, de repente…
Embora a placa diga que é proibido alimentar os macacos, o pessoal não dá muita bola. Os macacos puxam o calção das pessoas, sobem no seu joelho, sentam na sua canga… Não tente abrir sua mochila perto deles, o Ro foi tentar comer um biscoito que estava guardado e olha o que aconteceu:
Os macacos são uma graça, passamos a manhã esticados na areia observando eles.
À noite eu resolvi fazer uma coisa que eu já queria fazia muito tempo… Desde Bangkok eu já estava de olho, mas foi em Ao Nang que resolvi botar meu pé de comida pra pexaiada.
É uma sensação bizarra, pra não dizer indescritível. Nos primeiros minutos eu não conseguia parar de rir e achei que não ia conseguir ficar os 15 minutos com os pés mergulhados no aquário… Dá muita agonia, às vezes eles pegam em algum ponto que faz você sentir um choquinho em outra parte do corpo.
Essa foi a nossa estadia em Ao Nang. No dia seguinte pegamos um barco rumo à Tonsai… assim como em Bangkok eu também senti um aperto no coração de estar deixando essa cidade tão boa… e claro, sempre dá aquele medinho bom de não saber o que vem pela frente, principalmente porque eu e o Rômolo não reservamos antes onde vamos ficar, chegamos perdidos na cidade e vemos o que vai acontecer. Chegamos em Tonsai com planos de ficar uma noite pelo menos, mas nós mal sabíamos o que íamos encontrar pela frente e como isso ia mudar nossa viagem…

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Onde nos hospedamos:
Em Ao Nang ficamos no Easy Room, um hotel na avenida principal. Pagamos 800 bahts no quarto de casal sem café da manhã. O quarto era bem gostoso, todo envidraçado e tem as cortinas para você puxar pra não ficar lá peladão dando sopa pros outros hóspedes. Ficava a cerca de 5min da praia. Pontos negativos: O hotel não tinha uma área para fazer social, era só um quarto mesmo… e o banheiro não tinha ventilação nenhuma. =/