Luang Prabang: sem o Pause

Ok, já sabemos que o Laos é devagar quase parando… mas não é por isso que você tem que adotar o lifestyle laociano. Segue aqui um post com 5 dicas do que fazer e 1 do que não fazer quando estiver de bobeira pela cidade.

Phu Si
De qualquer ponto da cidade é possível ver o chedi dourado que fica 100m acima da cidade sobre o monte Phu Si. A escadaria para chegar até lá em cima é enorme, mas o monte oferece uma boa vista da cidade e é um bom ponto para se observar o por-do-sol.
Paga-se 20.000 kips de admissão. Quando chegar lá em cima, desça a outra escada e explore as outras partes do monte, você vai encontrar estátuas de Buda, templos e outro ponto famoso: uma marca gigante de pé no chão. Do Buda, claro. Águas e salgadinhos à venda lá em cima.

Monges, tambores e sinos
Não sei bem se isso ocorre todo dia, mas parece que às 4h e às 16h há um ritual em diversos templos onde os monges tocam tambores e sinos. Um templo começa a tocar e depois outro e mais outro… como se sinais estivessem sendo passados, e o som preenche toda a avenida principal. Vá até o Wat Sop na avenida principal para acompanhar o ritual, emocionante!

Ronda das Almas
Diariamente, entre 5h30 e 6h da manhã os monges se enfileiram para receber a oferenda que será a refeição do dia. A comida é oferecida por mulheres que ficam ajoelhadas ao longo da calçada enquanto os monges passam. Claro que já virou um evento super turístico, com direito à várias vans descarregando turistas na rua em plenas 5h da manhã. Nós não acordamos para ver isso, mas foi coincidência termos chegado na cidade às 5h da manhã justamente quando os monges passavam por ali. Por favor, não façam como os turistas sem noção que estavam por lá e ficavam jogando os flashs na cara dos monges. Outra coisa são os vendedores tentando se aproveitar de algo que deveria ser um ato de generosidade, eles vendem comida para os turistas darem para os monges. É mole? Parece que o principal ponto da Ronda das Almas é na avenida principal. Então lembre-se: acordar cedo e deixar o flash da máquina desligado! 😉

Royal Ballet Theatre
Por a partir de 100.000 kips você pode presenciar a trupe do Royal Ballet encenando uma clássica peça laociana. Há 3 setores com preços diferentes, mas garanto que o teatro é pequeno o suficiente para você poder apreciar a performance pagando o assento mais barato. Diferente da peça que vimos no Teatro Municipal em Bangkok, a apresentação é totalmente feita para gringos, o que até dá um ar meio fake para tudo. Mas se você estiver afim de um programinha sossegado no fim da tarde, vale a pena checar.

Royal Palace Museum
Entrada: 30.000 bahts
O ingresso é 3 em 1: Dá direito a ver a exposição principal, outra exposição sobre carros antigos reais e outra temporária, no nosso caso, uma de fotografias. Bem sinceramente? Não achei que valeu a pena, achei o museu beeem fraquinho… Na verdade o Royal Palace Museum era um dos antigos palácios do Rei Sisavangvong que depois foi convertido em museu, então o que você vai ver lá são coisas do tipo: Quarto do rei. Sala de música do rei. Presentes que o rei ganhou. Já a exposição de carros não passa de uma garagem com alguns carros jogados lá de qualquer jeito e as descrições de quando foram usados pelo Rei. A menos que você seja um aficcionado por carros antigos ou pelo tal do Rei… vai gastar os 30.000 kips com gosto.

Dar uma volta

Andar sem compromisso pela cidade, ver o pôr do sol e os barquinhos passando pela prainha do Mekong… É de graça e faz bem para a vista e o coração.

Luang Prabang: nas águas de Tat Kuang Si

*** NOTA: Esse post continha nosso relato de passeio de elefante. Ainda bem que a gente muda. Não acho mais isso legal, não acho bacana explorar os animais desse jeito, mesmo que os cuidadores aleguem que os animais são bem tratados. Não tem como saber, e mesmo se fossem bem tratados eu não faria de novo em respeito aos animais. Por isso resolvi apagar esse relato do blog, para não incentivar esse tipo de turismo.

No dia seguinte visitamos uma das principais atrações de Luang Prabang: as cascatas e a cachoeira em Tat Kuang Si. O tuk tuk queria cobrar 180.000 kips para levar nós dois. Dissemos que era muita coisa e que só pagaríamos 100.000 (50.000 para cada). Esperamos 20min até que ele encontrou mais duas pessoas e fechamos esse preço mesmo. Sei que se você conseguir mais gente para pegar o tuktuk pode conseguir chegar até a 30.000 por pessoa, então bom combinar com os amigos. Depois que vi como a cachoeira fica longe da cidade, até fiquei na dúvida se 50.000 era um preço justo, demora anos para chegar lá! Tá… são 30km na verdade… Chegamos lá e combinamos com o tuktuk que voltaríamos em 3h… mas se eu soubesse como é legal lá teria combinado pelo menos 4h. O ingresso de entrada no parque custa 20.000 kips.

Bom é chegar cedo, porque por volta do meio-dia começa a lotar por lá.  Pegamos a rebarba da manhã então ainda pudemos ver como fica o lugar sem muita gente. Bem na entrada do parque há um espaço para recuperação e preservação de ursos negros resgatados de caçadores ilegais.
Quanto às cascatas e à cachoeira…

Lindas demais! A cor da àgua é impressionante. Entrar na água é para os corajosos, congelante!

Uma das diversões da galera é se pendurar no cipó e se jogar na água.
Elefantes e cachoeiras… a combinação perfeita!

Luang Prabang: mon amour

Luang Prabang, já de cara, me passou uma sensação totalmente diferente da Tailândia. O lema do Laos é: “Não tenha pressa, por favor” (Don´t rush, please). A cidade é tranquila… o mercado noturno até você duvida que é um mercado, o maior silêncio… ninguém grita aqui, ninguém buzina… o trânsito é tranquilo… Muita paz.
A cidade é bem pequena, dá para fazer tudo a pé ou de bicicleta. Se bem que é tão pequena que nem bicicleta achamos que valia a pena alugar. Tem bastante árvore aqui e dois rios que envolvem a península: o Mekong e o Nam Kham. A cidade é de colonização francesa, e você percebe isso na arquitetura, nas placas escritas em francês… e nas baguetes maravilhosas que eles fazem por lá! Eu não curto café, mas Rômolo disse que foi o melhor café que ele já provou desde o começo da viagem.

Assim como Chiang Mai, o ar é super poluído por causa das queimadas dessa época… ar seco. Sempre bom andar com um colírio na mão. Por conta disso, no fim da tarde você olha para o sol se pondo e vê uma bola de fogo bem definida no céu… Maravilhas que só a poluição faz por você!
A comida… é beeeem normal. Me fez sentir saudade da variedade de comidas na Tailândia. Na verdade as comidas em Luang Prabang são bem parecidas com as tailandesas… sopa de noodles com frango, arroz frito… e por aí vai… Quase todos os dias comemos no Food Market, onde tem um buffet vegetariano que você enche o prato o quanto quiser e só paga 10.000 kips por isso. Se quiser pode complementar com os frangos e peixes na brasa. Aliás os peixes são muito bons mesmo, bem saborosos e custam entre 20.000 e 30.000 kips…
Falando em dinheiro… isso tem sido um grande problema. A moeda do Laos é o kip, e ele é tão desvalorizado que nem moeda existe… Aqui somos milionários. 5.000 kips equivale mais ou menos a R$ 1,00. O banco não deixa sacarmos mais que 1.000.000 de kips, então toda vez que sacamos dinheiro temos que pagar uma taxa de 20.000 kips, e isso é outro problema. O terceiro problema, é que esses zeros todos me confundem muito, então tenho a impressão de que estou pagando muito caro por tudo… o que na verdade não deixa de ser só impressão, já que na janta pagamos apenas R$ 2,00 para comer.

A cidade para mim tem um ar bem romântico… vários cafés charmosos, casarões… Aqui tem muuuuitos franceses e muito idosos que visitam a cidade em tours. Muitos laos falam francês. Outra coisa bacana para fazer são os trekkings, andar de elefante, caiaque… parece que é mais interessante fazer isso aqui do que em Chiang Mai, tenho a impressão de que as agências são mais confiáveis.

Se você quer ferveção… não sei se Luang Prabang é o melhor dos lugares. Aqui é tranquilo MESMO! 23h você não ve uma viva alma nas ruas. Um dos barzinhos mais famosos é o Utopia Bar, é bar para gringo, mas muito incrível… sei que você tem que seguir umas 5 placas para chegar lá e quando chega vale muito a pena… fica na beira do Nam Kham, todo iluminado com velas e a galera se reúne lá a noite para se sentar nas almofadas no chão e tomar uma Beerlao. Mas 23h eles começam a expulsar todo mundo hehe…

Tivemos dias definitivamente de paz e especialmente por causa das pessoas do Laos… Nunca vi povo tão querido, simpático e feliz. Seguimos os dias no país no clima: “Sem pressa, por favor!”, devagar, devagar…