Cruzando a fronteira: Laos e Camboja

Cruzar a fronteira é aquela história: No money, no honey. Cruzar a fronteira entre Tailândia e Laos foi fácil, apenas $1 de extorsão com a desculpa dos oficiais de que era fim de semana. Outros viajantes nos relataram que também foram cobrados $1, mesmo cruzando durante a semana. O que não esperávamos foram os $7 de “caixinha” que tivemos que pagar a mais para poder cruzar a borda do Laos com o Camboja. Todo mundo sabe que para todas nacionalidades, o visto para entrar no Camboja é de $20. E todo mundo também sabe, que dificilmente você pagará o valor correto. Compramos nosso ticket para Siem Reap em Don Det por $35, estavam inclusos: um barco, uma van e um ônibus. Primeira parada logo na fronteira: Tudo improvisado, os oficiais ficam numas casinhas bem tosquinhas, difícil acreditar que você está passando pela imigração, mas aqui no Sudeste Asiático é assim mesmo. Acompanhem comigo agora o nosso caminho de extorsão.

1o posto: $2 para recebermos o carimbo para poder sair do Laos. Obviamente que o carimbo deveria sair de graça.

2o posto: Tem um “posto de saúde” no curto caminho que realmente divide o Laos com o Camboja. Na hora que vi aquilo já desviei do caminho porque sabia que era scam. Depois outros viajantes nos relataram que tiveram que pagar $1 para serem “examinados”.

3o posto: Tirando o visto. Na mesa tinha um papelzinho colado com os valores: 250.000 kips ou 1000 bahts. Perai, bahts??? O que a fronteira do Laos com o Camboja tem a ver com os bahts da Tailândia? Ponha no papel e você vai entender: 1000 bahts ou 250.000 kips é igual a $33. Agora diga que você quer pagar em dólares e eles vão dizer: $23. Boa essa cotação na fronteira, hein? Ah, só para constar: o visto custa mesmo $20, os $3 a mais são a caixinha.

Bem, agora você já tem o visto, está todo feliz, acha que já acabou… mas não. Tem o último posto onde serão cobrados mais $2 só para carimbarem seu visto. Parabéns! Se você percorreu o caminho completo da extorsão você acaba de perder $8! É como o Jogo da Vida, mas sem lucros, só prejuízo, hehe…

Dicas para não ser feito de trouxa:

– Antes mesmo de você ser feito de trouxa na fronteira, um dos funcionários do ônibus em que você está vai dizer que ele pode fazer o visto para você por $30, que é só $1 mais caro que na fronteira, que vai ser muito mais rápido, que se você for fazer sozinho vai demorar mais tempo, que você vai perder o ônibus… não acredite nele e vá no faça você mesmo. Combine com a galera do ônibus de vocês mesmos tirarem o visto, nós acabamos tirando o nosso muito mais rápido do que o funcionário.

Vá apenas com $20 dólares na carteira e esconda o resto do dinheiro no bolso. Quando os oficiais estavam me cobrando $23 eu abri a carteira, mostrei o dinheiro e disse que tinha só $22. Eles falaram para eu pedir $1 emprestado para o Rômolo, mas eu disse que não conhecia ele. Os oficiais ficaram meio contrariados mas acabaram me dando o visto sem demora. Pensando bem, eu devia ter feito isso nos outros postos, alguns amigos fizeram e deu certo, passaram por tudo sem problemas.

Se você for atravessar a fronteira desde Bangkok até Siem Riep, eu recomendo perder um tempo nesse site, que vai te dar ótimas dicas de como percorrer o caminho mais infestado por scams.

Bem, esse é só o primeiro dos muito scams que você vai encontrar no Camboja. E já que estamos no assunto, vou aproveitar para alertar de outro caso muito famoso em Siem Reap: O Milk Scam. Você está andando na rua tranquilamente, quando chega uma menina de aproximadamente 7 anos, toda sujinha, com cara triste e com um bebê no colo. Ela fala: Eu não quero dinheiro, eu quero leite, o bebê não tem leite. Enquanto isso ela mostra uma mamadeira suja e vazia. A menina aponta para um mercado do outro lado da rua… você se compadece, afinal ela só quer leite. Você entra no mercado e estranhamente todos os produtos tem preço… menos o leite. Estranho. Você vai até o balcão perguntar, os balconistas se olham estranhamente e dizem que o leite custa… $18!!! What????? O truque é simples: Você compra o tal do leite de $18 dólares e a menina revende de novo para a loja. Conheci uma brasileira em Don Det, a Lana, que me alertou sobre esse scam… e é fato. Até agora já fui abordada umas 5 vezes pela menina com o bebê no colo. O pior é que você acaba pegando raiva da criança que na verdade está só fazendo o que a mãe mandou, não é culpa delas, e se você estudar a história do país vai entender porque algumas coisas são assim.

O Camboja é o perfeito constraste de como o homem pode ser belo – quando constrói os templos maravilhosos de Angkor – e cruel, quando promove uma matança como a que ocorreu no país e que matou quase 2milhões de pessoas em 3 anos. A trajetória do Camboja é uma das mais tristes no Sudeste Asiático, mas deixo para me aprofundar no assunto mais para frente… Por ora vamos olhar para o lado bonito que a humanidade tem e explorar os templos misteriosos de Angkor.

E o Oscar vai para… Don Det!

As vésperas de completar 40 dias viagem e depois de ter passado por 7 cidades, encontrei o lugar que é o meu xodó até o momento: Don Det!
Don Det faz parte da região conhecida como 4000 ilhas, ou Si Phan Don, em laociano. É uma ilha bem pequena ligada a Don Khong, outra ilha, por uma ponte. Agora você me pergunta: O que tem para fazer lá? E eu te respondo: Absolutamente nada. E essa é a graça. Passamos 4 dias totalmente de bobeira, esticados na nossa guesthouse confortável, brincando com os gatinhos de lá,  jogando baralho… no fim da tarde íamos tomar banho na água morna do Mekong, ver o por do Sol, ficar esticados na areia…
A praia de Don Det é bem pequena, uma faixa bem curta de areia, e é lá que aportam os barcos que descarregam os mochileiros na ilha.

Nosso último dia na ilha foi um dos mais incríveis. Alugamos umas bikes por 10.000kips cada, cruzamos a ponte que liga Don Det a Don Khong (20.000 kips a passagem pela ponte, mas como estava em reforma não pagamos nada) e fomos visitar as cachoeiras, as praias de rio que tem lá… Acho que foi um dos lugares mais bonitos que estive na minha vida.

Um dos outros pontos altos de Don Det são os golfinhos. Você aluga um barco por 60.000kips e vai até uma área onde eles costumam ser encontrados. Os barcos não dão 100% de garantia de que você realmente vá vê-los. Nós não fizemos esse passeio, mas acho que vale a pena só para navegar pelas paisagens aquáticas. Nunca estive na Amazônia, mas imagino que deve ser bem parecido.
Ahhhh… Férias das férias!

32h em Vientiane

Nossa viagem de Luang Prabang até Vientiane foi a mais turbulenta até o momento. Entramos no ônibus e já começaram a distribuir saquinhos plásticos… também notamos que os locais usavam máscaras no nariz. Sinais que só começam a fazer sentido quando as curvas aparecem e todo mundo começa a querer vomitar ou quando a poeira invade o ônibus e você tem que usar a canga para poder respirar. Depois de algumas horas de viagem, adivinhem, o clássico do Laos: o ônibus quebrou. Os locais nem pestanejaram, já estenderam a canga na sombra do busão porque sabiam que a espera seria longa. Enquanto isso os gringos se perguntavam: o que fazer? Abri meu Lonely Planet e a primeira dica que ele dá sobre o Laos é: Os ônibus são velhos e sempre quebram. Muna-se de comida, água e paciência. Por que não li isso antes? Duas horas de espera depois, chega o nosso salvador, o tal do King of Bus. Perai… Rei já pode ter sido um dia, mas aquele lá estava totalmente destronado… Vidros rachados e colados com algo que parecia um fita isolante gigante cobrindo toda a janela rachada… a porta amarrada por um cordão… dá para imaginar isso? Seguimos, e pouco antes de chegar na rodoviária… a gasolina acabou. Pegamos um tuktuk até a beira do Mekong para caçar um hotel… enfim Vientiane! A passagem de ônibus para todo esse perrengue custou 155.000 kips.

Quando pensamos em qualquer lugar que seja a capital de um país, logo imaginamos uma cidade frenética, com trânsito, ruas cheias de pessoas a caminho do trabalho, prédios gigantes.. Não é o caso de Vientiane. Com cerca de 200.000 pessoas, zero de trânsito e ares de cidade de interior, fica difícil acreditar que você acabou de chegar na capital do Laos.

Vientiane não é das cidades mais atraentes no Sudeste Asiático. Um dia é mais do que o suficiente para percorrer suas principais atrações. Se você não teve a oportunidade de subir no Arco do Triunfo em Paris, Patuxai é a sua oportunidade. Por 2000 kips você pode subir as escadas e apreciar a tranquila vista da cidade, e veja só, sem gastar sequer 1 euro!

Ou ficar nos banquinhos sob o arco do triunfo observando todos os turistas que passam por lá. É interessante notar como não há muitos ocidentais nessa área, o que pode fazer de você uma atração a parte para os turistas asiáticos. Rômolo estava sentado no banquinho, quando passou uma chinesa que repentinamente tirou uma foto dele. O Stijn, nosso amigo holandes, fez o maior sucesso… Acho que pelo menos umas 5 pessoas pediram para tirar fotos com ele.

O ponto máximo de Vientiane é o templo Pha That Luang, que também está presente em algumas notas de kips. Quando você se aproxima do templo, se impressiona com o tamanho e todo aquele dourado… Paga-se 5000 kips de entrada, mas uma vez dentro dos muros, você não verá muito mais do que pode ser visto de fora. Se você já visitou outros templos na Ásia, esse será apenas mais um templo.

Bem, nossa passagem foi curta mesmo e ainda perdi a maioria das fotos que tirei no fim da viagem pelo Laos, longa história… Resta-me recomendar aqui um programa sem erro: Ver o por-do-sol na beira do Mekong enquanto degusta uma Beerlao. Acredite, depois de uma viagem de ônibus pelo Laos é a única coisa que você vai precisar.

Luang Prabang: sem o Pause

Ok, já sabemos que o Laos é devagar quase parando… mas não é por isso que você tem que adotar o lifestyle laociano. Segue aqui um post com 5 dicas do que fazer e 1 do que não fazer quando estiver de bobeira pela cidade.

Phu Si
De qualquer ponto da cidade é possível ver o chedi dourado que fica 100m acima da cidade sobre o monte Phu Si. A escadaria para chegar até lá em cima é enorme, mas o monte oferece uma boa vista da cidade e é um bom ponto para se observar o por-do-sol.
Paga-se 20.000 kips de admissão. Quando chegar lá em cima, desça a outra escada e explore as outras partes do monte, você vai encontrar estátuas de Buda, templos e outro ponto famoso: uma marca gigante de pé no chão. Do Buda, claro. Águas e salgadinhos à venda lá em cima.

Monges, tambores e sinos
Não sei bem se isso ocorre todo dia, mas parece que às 4h e às 16h há um ritual em diversos templos onde os monges tocam tambores e sinos. Um templo começa a tocar e depois outro e mais outro… como se sinais estivessem sendo passados, e o som preenche toda a avenida principal. Vá até o Wat Sop na avenida principal para acompanhar o ritual, emocionante!

Ronda das Almas
Diariamente, entre 5h30 e 6h da manhã os monges se enfileiram para receber a oferenda que será a refeição do dia. A comida é oferecida por mulheres que ficam ajoelhadas ao longo da calçada enquanto os monges passam. Claro que já virou um evento super turístico, com direito à várias vans descarregando turistas na rua em plenas 5h da manhã. Nós não acordamos para ver isso, mas foi coincidência termos chegado na cidade às 5h da manhã justamente quando os monges passavam por ali. Por favor, não façam como os turistas sem noção que estavam por lá e ficavam jogando os flashs na cara dos monges. Outra coisa são os vendedores tentando se aproveitar de algo que deveria ser um ato de generosidade, eles vendem comida para os turistas darem para os monges. É mole? Parece que o principal ponto da Ronda das Almas é na avenida principal. Então lembre-se: acordar cedo e deixar o flash da máquina desligado! 😉

Royal Ballet Theatre
Por a partir de 100.000 kips você pode presenciar a trupe do Royal Ballet encenando uma clássica peça laociana. Há 3 setores com preços diferentes, mas garanto que o teatro é pequeno o suficiente para você poder apreciar a performance pagando o assento mais barato. Diferente da peça que vimos no Teatro Municipal em Bangkok, a apresentação é totalmente feita para gringos, o que até dá um ar meio fake para tudo. Mas se você estiver afim de um programinha sossegado no fim da tarde, vale a pena checar.

Royal Palace Museum
Entrada: 30.000 bahts
O ingresso é 3 em 1: Dá direito a ver a exposição principal, outra exposição sobre carros antigos reais e outra temporária, no nosso caso, uma de fotografias. Bem sinceramente? Não achei que valeu a pena, achei o museu beeem fraquinho… Na verdade o Royal Palace Museum era um dos antigos palácios do Rei Sisavangvong que depois foi convertido em museu, então o que você vai ver lá são coisas do tipo: Quarto do rei. Sala de música do rei. Presentes que o rei ganhou. Já a exposição de carros não passa de uma garagem com alguns carros jogados lá de qualquer jeito e as descrições de quando foram usados pelo Rei. A menos que você seja um aficcionado por carros antigos ou pelo tal do Rei… vai gastar os 30.000 kips com gosto.

Dar uma volta

Andar sem compromisso pela cidade, ver o pôr do sol e os barquinhos passando pela prainha do Mekong… É de graça e faz bem para a vista e o coração.

Luang Prabang: nas águas de Tat Kuang Si

*** NOTA: Esse post continha nosso relato de passeio de elefante. Ainda bem que a gente muda. Não acho mais isso legal, não acho bacana explorar os animais desse jeito, mesmo que os cuidadores aleguem que os animais são bem tratados. Não tem como saber, e mesmo se fossem bem tratados eu não faria de novo em respeito aos animais. Por isso resolvi apagar esse relato do blog, para não incentivar esse tipo de turismo.

No dia seguinte visitamos uma das principais atrações de Luang Prabang: as cascatas e a cachoeira em Tat Kuang Si. O tuk tuk queria cobrar 180.000 kips para levar nós dois. Dissemos que era muita coisa e que só pagaríamos 100.000 (50.000 para cada). Esperamos 20min até que ele encontrou mais duas pessoas e fechamos esse preço mesmo. Sei que se você conseguir mais gente para pegar o tuktuk pode conseguir chegar até a 30.000 por pessoa, então bom combinar com os amigos. Depois que vi como a cachoeira fica longe da cidade, até fiquei na dúvida se 50.000 era um preço justo, demora anos para chegar lá! Tá… são 30km na verdade… Chegamos lá e combinamos com o tuktuk que voltaríamos em 3h… mas se eu soubesse como é legal lá teria combinado pelo menos 4h. O ingresso de entrada no parque custa 20.000 kips.

Bom é chegar cedo, porque por volta do meio-dia começa a lotar por lá.  Pegamos a rebarba da manhã então ainda pudemos ver como fica o lugar sem muita gente. Bem na entrada do parque há um espaço para recuperação e preservação de ursos negros resgatados de caçadores ilegais.
Quanto às cascatas e à cachoeira…

Lindas demais! A cor da àgua é impressionante. Entrar na água é para os corajosos, congelante!

Uma das diversões da galera é se pendurar no cipó e se jogar na água.
Elefantes e cachoeiras… a combinação perfeita!

Luang Prabang: mon amour

Luang Prabang, já de cara, me passou uma sensação totalmente diferente da Tailândia. O lema do Laos é: “Não tenha pressa, por favor” (Don´t rush, please). A cidade é tranquila… o mercado noturno até você duvida que é um mercado, o maior silêncio… ninguém grita aqui, ninguém buzina… o trânsito é tranquilo… Muita paz.
A cidade é bem pequena, dá para fazer tudo a pé ou de bicicleta. Se bem que é tão pequena que nem bicicleta achamos que valia a pena alugar. Tem bastante árvore aqui e dois rios que envolvem a península: o Mekong e o Nam Kham. A cidade é de colonização francesa, e você percebe isso na arquitetura, nas placas escritas em francês… e nas baguetes maravilhosas que eles fazem por lá! Eu não curto café, mas Rômolo disse que foi o melhor café que ele já provou desde o começo da viagem.

Assim como Chiang Mai, o ar é super poluído por causa das queimadas dessa época… ar seco. Sempre bom andar com um colírio na mão. Por conta disso, no fim da tarde você olha para o sol se pondo e vê uma bola de fogo bem definida no céu… Maravilhas que só a poluição faz por você!
A comida… é beeeem normal. Me fez sentir saudade da variedade de comidas na Tailândia. Na verdade as comidas em Luang Prabang são bem parecidas com as tailandesas… sopa de noodles com frango, arroz frito… e por aí vai… Quase todos os dias comemos no Food Market, onde tem um buffet vegetariano que você enche o prato o quanto quiser e só paga 10.000 kips por isso. Se quiser pode complementar com os frangos e peixes na brasa. Aliás os peixes são muito bons mesmo, bem saborosos e custam entre 20.000 e 30.000 kips…
Falando em dinheiro… isso tem sido um grande problema. A moeda do Laos é o kip, e ele é tão desvalorizado que nem moeda existe… Aqui somos milionários. 5.000 kips equivale mais ou menos a R$ 1,00. O banco não deixa sacarmos mais que 1.000.000 de kips, então toda vez que sacamos dinheiro temos que pagar uma taxa de 20.000 kips, e isso é outro problema. O terceiro problema, é que esses zeros todos me confundem muito, então tenho a impressão de que estou pagando muito caro por tudo… o que na verdade não deixa de ser só impressão, já que na janta pagamos apenas R$ 2,00 para comer.

A cidade para mim tem um ar bem romântico… vários cafés charmosos, casarões… Aqui tem muuuuitos franceses e muito idosos que visitam a cidade em tours. Muitos laos falam francês. Outra coisa bacana para fazer são os trekkings, andar de elefante, caiaque… parece que é mais interessante fazer isso aqui do que em Chiang Mai, tenho a impressão de que as agências são mais confiáveis.

Se você quer ferveção… não sei se Luang Prabang é o melhor dos lugares. Aqui é tranquilo MESMO! 23h você não ve uma viva alma nas ruas. Um dos barzinhos mais famosos é o Utopia Bar, é bar para gringo, mas muito incrível… sei que você tem que seguir umas 5 placas para chegar lá e quando chega vale muito a pena… fica na beira do Nam Kham, todo iluminado com velas e a galera se reúne lá a noite para se sentar nas almofadas no chão e tomar uma Beerlao. Mas 23h eles começam a expulsar todo mundo hehe…

Tivemos dias definitivamente de paz e especialmente por causa das pessoas do Laos… Nunca vi povo tão querido, simpático e feliz. Seguimos os dias no país no clima: “Sem pressa, por favor!”, devagar, devagar…

Tailândia e Laos: Da monarquia para o comunismo

Eu e o Rômolo não queríamos ir para o Laos, mas o Jonathan e a Kelly insistiram tanto que acabaram nos convencendo. No fim a Kelly teve um acidente e não pode seguir viagem (mas ela já está bem) e o Jonathan não se empolgou com o Laos. Já nós… acabamos ficando alguns dias a mais do que o planejado.

Foram 18h de viagem desde Chiang Mai e cruzamos a fronteira por Chiang Khong (Tailândia) e Huay Xai (Laos). Se eu tivesse planejado antes ir para o Laos, eu saberia que em Huay Xai eles tem um passeio incrível que se chama Gibbon Experience, onde você dorme em casas no topo das árvores no melhor estilo Tarzan. Mas como eu não sabia disso antes de ler o Lonely Planet, compramos uma passagem para um ônibus que nos deixaria em Luang Prabang, e assim meu sonho de ter um dia de Jane ficou para trás rs… vai, tudo bem, parece que esse passeio é beeem caro!

Nossa van nos pegou no hotel às 8h da manhã. Depois de algumas horas de viagem chegamos a Chiang Rai, na Tailândia, onde fizemos uma pausa rápida de 30 minutos para conhecer o Wat Rong Khun, mais conhecido como Templo Branco.

Incrível, surreal, maluco, não sei como descrever. Diferente de qualquer coisa que já havíamos visto. E o Predador saindo do chão???
Infelizmente dentro do templo é proibido tirar fotografias… mas eu digo para vocês que a pessoa que pintou aquelas paredes estava bem louca quando fez aquilo… Tinha uns desenhos do superman, do Neo do Matrix, Kung Fu Panda, Angry Birds, Super Homem… E no meio um Buda com pessoas rezando…rs… E também, por que não, um toque de morbidez…

Incrível! Queria ter ficado mais tempo lá. Mas seguimos viagem rumo à cidade da fronteira… chegando em Chiang Khong, recebemos o carimbo no passaporte de saída do país… Pegamos um barco para atravessar o Mekong, que é um rio que divide a Tailândia e o Laos.
Já do outro lado, preenchemos os formulários e foi bem tranquilo tirar o visto. Brasileiros pagam $30 para o visto de 1 mês. Tivemos que pagar $1 adicional por ser fim de semana…rs… De lá pegamos nosso ônibus que nos deixaria em Luang Prabang. Olha… momentos sofridos… As estradas do Laos não deixam nada a dever para as estradas da Bolívia, poeira, buracos… Muitas curvas! Só sei que tinha no mínimo umas duas pessoas vomitando naquele ônibus. Sorte que não era do nosso lado e azar do Jonathan que pegou um desses dois. Então… se você é dos mais sensíveis: Dramin!

Chegamos exatamente às 5h da manhã em Luang Prabang, conforme a agência havia prometido, milagre! Quando você pega essas viagens muito longas ou que precisa cruzar fronteira, meu lema é: “Prepare-se para o pior, espere o melhor e receba o que vier”. Eu já estava psicologicamente preparada para enfrentar 24h na estrada, mas graças a Deus foram só 18h. “Só”. Mas valeram a pena.
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Dica: Em Chiang Mai há mil agências que vendem pacotes praticamente iguais para tudo quanto é canto. Escolhemos uma aleatória na noite anterior e pagamos 1300 bahts cada um na passagem do ônibus que incluía tudo, a van, o stop em Chiang Rai, a travessia de barco, o ônibus e até uma garrafa d’água e um sanduíche meio ok… O bus não tinha banheiros mas fez alguns stops ao longo do caminho.