Entre as montanhas de Yangshuo

Alguns me considerarão de coração leve por me apaixonar demais, mas é culpa minha se Yangshuo é assim?

Às margens do pitoresco Li River que passa pela cidade.

Foi assim em Bangkok, foi assim em Hoi An, foi assim em Hong Kong e agora meu coração bate mais forte quando penso em Yangshuo. Ahhh, era isso mesmo que eu imaginava quando eu pensava: A China. Eu olhava para Yangshuo e pensava: Para de ser linda assim! Para!!! Meus olhos ardem!!!

Encravada no meio de montanhas e com cerca de 300.000 habitantes, Yangshuo  é um tesouro precioso. À noite as ruas se enchem de turistas: 99% chineses. Mas muita gente mesmo, quantidade nível 25 de março. Na primeira noite fiquei assustada e voltamos para o refúgio do nosso hotel. Mal sabia eu que a massa de turistas chineses seria uma constante nas próximas semanas.

Alguém contou 1,3 bilhão aí?

Yangshuo é notadoriamente conhecida pelas paisagens pitorescas nos arredores da cidade. Fazendo trekking ou de bicicletinha, está tudo a um passo da força das suas pernas. Alugue uma bike por 10 yuans o dia e chore de emoção enquanto pedala.

No primeiro dia resolvemos fazer um circuito que levava até a Dragon Bridge. Uma viagem onde a atração principal estava no caminho, e não no destino final.

Quando alcançamos a Dragon Bridge resolvemos pegar um dos famosamente turísticos Bamboo Boats (não pague mais que 150 yuans por duas pessoas). Colocamos nossas bikes no barco e descemos rio abaixo o caminho de volta em direção a um vilarejo próximo à Yangshuo. A paisagem é incrível, e não tenho mais palavras. Mas tenho imagens: Põe na tela Produção!
No meio do caminho os barqueiros disseram que podíamos nadar, caímos no rio com roupa e tudo. Sei que na hora em que estávamos lá na água, nadando com as americanas que tínhamos conhecido, no meio daquele rio com aquelas montanhas… foi o mais puro sentimento da felicidade!

Dia seguinte pedalamos até a Moon Hill (15 yuans de entrada), estacionamos as bikes na entrada e subimos uma trilha bem fácil – porém cansativa – pelas escadas, dura cerca de meia hora. Certifique-se de que você tem água suficiente. A montanha com um buraco no meio oferece uma vista encantadora da região.
Uma coisa que fez eu me sentir muito mal: em dias de movimento fraco, umas velhinhas sobem com você a montanha só para chegar no topo e te vender a água por 5 yuans. Dá muita dó. Havia uma senhorinha corcunda de uns 80 anos subindo 800 degraus no tempo abafado para ganhar menos de 1 dólar. Vimos um belga que não quis comprar água (também não era obrigação dele) e a velhinha ficou muito puta porque ela o tinha seguido até o topo, saiu xingando  de tudo quanto é nome.

Depois disso fomos para as tais cavernas com banho de lama e hot springs. Há duas cavernas, uma é fake e a outra é a original. Adivinha em qual fomos parar? Na fake, claro. Pagamos 100 yuans para ter uma experiência das mais desagradáveis. A caverna era assustadora, gelada, escorregadia e feia…  só valeu pelo banho nas águas quentes, que reza a lenda, é artificialmente aquecida. Certifique-se de que você vai para a caverna certa ou vai acabar na Moon Water Cave que está entre os nossos Top Furadas da Viagem. Quando for comprar o ingresso, peça para vê-lo antes, e confirme se está escrito Moon Water Cave. Se estiver, fuja.

Voltando para a cidade, vale a pena experimentar duas especialidades locais: O pato na cerveja e o caracol (ou escargot) recheado.

Olha, sinceramente, tem tanta coisa para fazer nos arredores de Yangshuo que dá para passar uma semana fácil ali… mas partimos em direção à Guilin para alcançar os famosos Terraços de Arroz: O Dragon Backbone´s Terraces. Vamos?
Desenhos diretamente do maravilhoso Caderno de Viagens do Rômolo.
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DICAS:
– Não vou indicar o hotel que ficamos em Yangshuo porque tivemos um pequeno desentendimento chato com os funcionários de lá. Longa história.

– Chegando na rodoviária de Yangshuo, pense duas vezes antes de pegar um taxi: a rodoviária é bem no centro, provavelmente você consegue chegar no seu hotel andando.

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