Leshan e O Grande Chefão

De Chengdu fomos para Leshan unir o útil ao agradável: Renovar o visto chinês e visitar o incrível Buda Gigante Sentado!
Pegamos um bus em Chengdu (por sorte a estação de bus ficava na esquina do nosso hostel!) e pagamos 48 yuans para cerca de 2h de viagem. Foi difícil pesquisar antes um hostel na cidade – não encontramos nenhum. O Rô ficou me esperando na porta de um hotel que parecia caro enquanto fui caçar o Post & Telecommunication Hotel indicado pelo Lonely Planet, descobri que estava fechado! Quando voltei, o Rô já tinha engatado um papo com o segurança do hotel em que ele estava me esperando. O Tao foi nosso anjo. Ele falava um inglês excelente, sugeriu para que ficássemos  naquele mesmo hotel onde ele trabalhava e no fim passamos a noite lá mesmo, 150 yuans o quarto de casal. A recepcionista não falava inglês, mas o Tao que era segurança falava. Bizarro. Foi ele quem nos deu todas as direções da cidade, onde tirar o visto e talz… Ele foi maravilhoso, salvou nossas vidas mesmo, sem ele teríamos passado uns 3 dias em Leshan tentando descobrir e resolver tudo.

Espero que se vocês ficarem no Nanfang Hotel vocês tenham a chance de conhecer o Tao, ele é tão legal que vou parar de elogiá-lo. Seguimos. Fomos até o Public Security Bureau tirar o visto, foi tranquilo, levamos o papel que pedimos no hotel -com a ajuda do Tao – comprovando que estávamos hospedados lá, preenchemos uns papéis e pronto. No dia seguinte o visto estava pronto por 160 yuans. Putz, não lembro se foi isso mesmo que pagamos.

Enquanto a renovação do nosso visto corria pelos corredores burocráticos da China, fomos ver o Big Boss, ou melhor: O maior Buda sentado do mundo!
Mesmo no meio daquela fila interminável de chineses – não vimos nenhum outro ocidental – me emocionei por estar ali. Lembrei-me de quando eu vi a foto daquele Buda pela primeira vez e agora eu estava lá. Lindo demais, esculpido naquela montanha e uns matinhos crescendo pelo corpo, e quando penso na idade daquele Buda – cerca de 1200 anos – eu realmente me sinto privilegiada por estar ali vendo tudo com os próprios olhos. Uma escultura do mundo.

Aquelas filinhas básicas da China

A entrada para o complexo onde está o Buda é 90 yuans. É possível também alugar um daqueles barcos atolados de turistas só para passar na frente do Buda. Dispensável. Aliás, o que era mais sensacional: da janela do nosso quarto no hotel dava para ver o Buda bem de longe. Andando pelas margens do rio na cidade, mais precisamente na rua Binhe Lu, você também será presenteado com uma cena dessas: o Buda camufladinho.
O complexo onde fica o Buda é cheio de outras coisas, Museu, Pagoda, Templo. Faça suas orações e peça para a fila diminuir!
Estávamos eu e o Rô andando meio perdidos por ali quando chegaram uns 3 chineses: “Ah, acho que eles querem treinar inglês! – disse o Rô. Três segundos depois apareciam mais 20 e todos queriam tirar fotos com a gente. O que eu mais gosto de viajar é essa comunicação louca, você pode passar horas “conversando” sem uma língua em comum. Esse grupo de estudantes nos adotou e ficou acompanhando a gente até a saída. Gosto muito dos chineses. Acho eles engraçados.

O Rô sendo assediado…

Já chega, né?

Somos quase o Brad Pitt e a Angelina Jolie da China. NOT. hahaha

Sobre a cidade de Leshan em si, não tenho muito o que falar já que só passamos 1 noite lá. Mas vou dizer: Não acho que toda a cidade precisa ter grandes atrações para se tornar atraente. Parar na rua, ficar na praça comendo semente de girassol, tentar comprar um espetinho de carne, tentar se comunicar com as pessoas já é uma atração. Ou um pesadelo se você estiver muito cansado, rs…

Ficar na beira do rio vendo os chineses nadarem foi uma atração em Leshan.

Conseguem encontrar o Buda aqui?

Depois disso voltamos para Chengdu e pegamos um trem para Xian, uma visitinha aos Guerreiros de Terracota. E pensar que eu fiquei puta quando não consegui vê-los anos atrás na exposição que rolou na Oca em São Paulo…

Alguém se arrisca a descobrir qual é a dessa placa?

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