Hong Kong

No dia em que pousamos em Hong Kong, demos a sorte de estar numa quarta-feira. E se quarta-feira é dia de feijoada em São Paulo, em Hong Kong é dia de cavalo!!!

Happy Valley
Paga-se HK$10 para se ter acesso ao jóquei, o Happy Valley, e a graça é perder os escrúpulos e cair na jogatina apostando nos prováveis cavalos campeões.

Bem, ainda tínhamos uns meses pela frente, não podíamos nos dar a tanto luxo… mas quando se começa, é difícil parar, e eu e o Rô apostávamos uns HK$10 por corrida jurando sempre que ia ser a última vez. Bem, essa última vez durou pelo menos 5 vezes e contou com apenas um acerto (que ainda foi palpite de um senhorzinho experiente que conhecemos por lá).
Nunca tínhamos apostado numa corrida de cavalo antes e não sabíamos por onde começar. Dentro do jóquei você encontra uns papéizinhos explicando como fazer ou você pode pedir ajuda para os solícitos funcionários. Pegue sua cerveja, cruze os dedos e acompanhe com emoção a corrida de cavalos!

Rômolo na tensão: “Será que o Sunshine Kid vai ganhar dessa vez?”

Avenida das Estrelas
Não pode visitar a Calçada da Fama em Hollywood porque não conseguiu o visto americano? Esqueça isso e venha para a Avenida das Estrelas em Honk Kong! Localizada na beira-mar de Kowloon, você pode não encontrar seu Brad Pitt ou Angelina Jolie, mas vai se deparar com as mãozinhas eternizadas de Bruce Lee, Jackie Shan e Jet Lee.
A Avenida das Estrelas é cafona? É sim, mas não deixa de ser divertido tirar uma foto ao lado do Bruce Lee. Ou melhor: ver as pessoas tirando uma foto ao lado do Bruce Lee.

Ah, e tem a vista que mesmo com tempo ruim não consegue ficar feia.
Os Museus

Os Museus são um capítulo à parte em Hong Kong, e poderiam ser a perdição financeira para essa dupla de viajantes se não existisse o Hong Kong Museum Pass! Por HK$30 você compra o ticket semanal que te dá o direito de visitar uma imensa lista de museus da cidade – que não são poucos – dentro do período de de 7 dias. Nesse link você fica a par de todas as suas possibilidades. Abaixo coloco os preços separados dos Museus caso você não compre o HK Museum Pass.

Museum of History
Preço: HK$30
Esse museu é incrível, e tão grande que passamos uma tarde inteira nele e ainda não conseguimos terminá-lo. Super bem feito e pensado nos mínimos detalhes, o Museu se leva a sério quando propõe contar toda a História de Hong Kong e começa com pedras e achados arqueológicos. Dedique mais tempo às seções que tratam da Guerra do Ópio e de como Hong Kong se tornou colônia britânica.

Museum of Science

Preço: HK$25
Diversão dos pequenos e por que não? Dos grandes também! Disputando espaço com as crianças é possível passar um bom tempo no museu da Ciência com todas aquelas engenhocas demonstrando experiências científicas, Físicas e o que mais você imaginar. Nossa parte preferida: a sala de espelhos!
Museum of Space

Preço: HK$10
Se você é fascinado por tudo o que vem do espaço, o Museum of Space é para você. Mostra curiosidades sobre naves espaciais, sobre o sistema solar, estrelas e possui os tradicionais experimentos interativos desenvolvidos na medida para crianças.

Museum of Arts

Preço: HK$10
Será karma? Só porque nós amamos visitar Museus já nos deparamos com uns 4 onde algumas seções estavam fechadas! Desta vez conseguimos visitar a exposição sobre caligrafia e porcelana chinesas. As seções sobre arte tradicional e contemporânea estavam fechadas! =( Deixo para vocês a tarefa de escrever sobre o Museum of Arts! 😉

Se você já fez compras por todos os shoppings da cidade, fez caminhadas pela Ilha de Lantau e visitou o Buda Sentado, apostou num cavalo e perdeu, visitou todos os museus e acha que já esgotou todas as possibilidades de Hong Kong… vá ver o super emocionante Noon Day Gun.

Brincadeiras à parte, o Noon Day Gun não tem nada de emocionante, mas diariamente, pontualmente ao meio dia, um senhor aciona o canhão que pode ensurdecer quem mais estiver perto. Não é super imperdível nem faz bem para os ouvidos, mas se você estiver dando uma passadinha em Causeway Bay no horário do almoço… por que não? =)

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Um segundo em Hong Kong

O blog parou mas nós não paramos… devagar vou atualizando com as nossas últimas histórias passadas do outro lado do mundo. No momento estou postando de Bangkok, voltando para casa em 3 dias =) Prosseguindo…

A única palavra que vinha na minha cabeça pelos dias em que estivemos em Hong Kong era instigante, como diria nossa amiga Simone de Recife. Hong Kong é a cidade que eu escolheria para morar, Hong Kong é a nossa cara! A paixão acende-se de novo no meu coração.
Hong Kong parece que te empurra – um minuto em Nova York é um segundo em Hong Kong – nós lemos em uma placa. A cidade te estimula visualmente o tempo todo, tudo pode ser consumido a cada passo. Nós fizemos um teste de ver quanto tempo conseguíamos andar na rua sem comprar alguma coisa – seja um docinho ou um iPod – não conseguimos ficar mais de 1h sem pôr a mão no bolso.

Hong Kong deu uma renovada na viagem, como se tivéssemos acabado de começar tudo de novo, tudo mudou mais uma vez. É engraçado, mesmo os países do Sudeste Asiático tendo tantas diferenças entre si, não sentimos um choque ao mudar de um país para o outro, mas em Hong Kong recebemos uma chacoalhada. Já nos últimos dias no Vietnã eu mal tirava a câmera do bolso, em Hong Kong tudo voltou a ser novo e muito estimulante, meus pés não se cansavam de andar e com certeza eu poderia ficar nessa cidade umas 2 semanas (no mínimo!).

Após 7 dias em Hong Kong e mais 2 em Macau tivemos que tocar o barco e mergulhar de vez na China. Mas Hong Kong já não é China? Não. Hong Kong tem sua própria moeda, suas próprias regras, seu próprio visto e até sua própria bandeira. Tem aquela história: Hong Kong era colônia britânica e quando a Inglaterra devolveu Hong Kong à China em 1997 o trato era manter o mesmo sistema por 40 anos. A moeda é o dólar de Hong Kong.

A “cidade-país” é basicamente dividida em quatro partes: Ilha de Hong Kong, Kowloon, Novos Territórios e Ilhas. As principais atrações estão na Ilha de Hong Kong e Kowloon, mas alguns pontos como o famoso Buda Sentado se encontra na Ilha de Lantau.

Nem todo mundo fala inglês em Hong Kong, mas você ainda encontra muitos locais que falam. É receita de bolo perto do que tivemos que passar depois que entramos na China em si. As placas são todas em inglês, as sinalizações nas ruas são ótimas e tudo é muito intuitivo. Nunca tivemos que perguntar nada para ninguém para chegar a algum lugar, apenas seguíamos as placas. Obrigada amigos designers. Não posso deixar de comentar sem uma pontada de inveja que o transporte na cidade é um dos melhores que já vi até hoje. Tudo funciona e é barato. O tram, por exemplo, custa R$0,60 independentemente da distância a ser percorrida.

Hong Kong é cara? Com certeza é mais cara do que o Sudeste Asiático, mas para o amigo brasileiro os preços são em conta. Demos adeus às refeições de $2 e $3, em Hong Kong pagávamos entre $5 e $7. Bem, para quem mora em São Paulo ainda é bem barato, né? Vale lembrar que não comemos comida de rua, só comemos em restaurantezinhos, com certeza você acha valores mais baratos do que esses se pesquisar bem. Já uma singela curiosidade: nos restaurantes eles arremassam os pratos na sua mesa como se estivessem jogando lavagem para os porcos e isso vimos até em restaurantes caros.

Dormir em Hong Kong é o calcanhar de Aquiles do orçamento do bom mochileiro. Hotel por menos de $20? Vai sonhando. Até os quartos compartilhados custam cerca de $17. Chegamos na cidade às 23h de um vôo a partir de Hanoi e já salvamos alguns dólares dormindo no aeroporto, que de acordo com o site Sleeping Airports é o segundo melhor para dormir (rs…). No dia seguinte nos mudamos para o bem localizado Hong Kong Hostel onde pagamos cerca de $40 por um quarto de casal. E por fim, unindo o útil ao agradável, fizemos uso do Couch Surfing e fomos muito bem recebidos pela May e pelo Tim, ela da Malásia e ele da Inglaterra. Muito queridos! Lá ficamos enquanto nossas aventuras pela cidade decorriam. Uma coisa legal foi que fizemos uma moqueca de camarão para eles uma noite dessas, e só quem nos conhece sabe o quanto gostamos de cozinhar. Não tinha azeite de dendê, mas foi uma das melhores moquecas que já fizemos…ops, ainda não cheguei no Brasil e falar nisso me deu muita fome!

O que tem para fazer em Honk Kong? Museus, templos, caminhadas, parques, comer, tudo! Mas como o tempo não estava dos melhores e já estávamos cansados de templos e Budas, dedicamos dias e mais dias aos museus que são in-crí-veis e uma ótima maneira de se manter longe das compras. Se perder nas ruas já é um puta programa. A cidade é uma mistura de prédios altamente altos e modernos e prédios velhos e bagunçados que parecem aqueles do centro de São Paulo.
À noite todas as placas de neon se acendem e você mal percebe que a noite chegou, tudo fica iluminado pelos painéis brilhantes que exibem as últimas campanhas de moda. Subimos no Victoria Peak noite dessas de onde se tem uma vista estilo Uau.
O preço para se subir o morro de furnicular é HK$60 para o percuso de ida e volta. Em cima do Victoria Peak não há simplesmente um viewpoint como eu imaginava, mas sim um complexo de compras e restaurantes gigante! Tem desde os noodles em conta até restaurantes mais requintados. Gastamos um pouquinho mais (não quero lembrar quanto foi realmente esse “mais”)  e resolvemos jantar no Bubba Gump… é, aquele mesmo do Forrest Gump. No cardápio, camarão, claro! =)
Outro lugar para se admirar a noite de Hong Kong é na Stars Avenue. Todas as noites, às 20h inicia-se a famosa Sinfonia das Luzes, os prédios da ilha podem ser vistos de Kowloon numa coreografia de luzes e música bem desajeitada.

Cansou? Isso é só a ponta do iceberg. Me cortem antes que eu transforme esse blog em “Hong Kong de Mochila”!