Chengdu apresenta: os Pandas!


Chorou? Não chora não porque vocês ainda nem viram a foto que fecha esse post. Não dá vontade de sequestrar?

Vamos ao que viemos: Ver os pandas em Chengdu. O ônibus público só começava a circular às 8h da manhã (2yuans) e apesar de sair bem da porta do nosso hostel, demorava uma hora para chegar lá. Queríamos chegar cedo, porque diz a lenda, é o período do dia em que eles estão mais em ação. Fomos com o nosso hostel, por 100 yuans (ingresso incluso) a van sai do hostel 7h da manhã, volta às 11h e o melhor: sem guia!!! Eles simplesmente te largam lá e você faz seu próprio rolê voltando para o estacionamento no horário combinado. Achei que valeu a pena, e achei o tempo suficiente para ver e até encher o saco de ver pandas…rs… brinks… Jamais vou enjoar de pandas! Os pandas são…


Preciso falar mais? Não dá para ser mais fofo do que isso, é o cúmulo da fofura mundial!!! Amei!!!  Bem, não dá para levar um inteiro, o Rô me deu um imã de geladeira de panda de presente haha! Não podemos nos esquecer dos pandinhas vermelhos…
Sabe que esses pandinhas me são familiares? Ah, lembrei! rs…
Bem, se você quiser ir até o Giant Panda Breeding Research Base, o ingresso custa cerca de 60 yuans. Chegue cedo ou você verá mais chineses do que pandas.
Amei Chengdu. Era muito gostoso passear de bobeira durante o dia e voltar no fim da tarde para o nosso hostel mara. Nossas bobeirinhas:

Wenshu Temple
preço: 5 yuans

O templo é uma graça, ficar andando por ali vendo as manifestações de fé. Mesmo quando vemos os grupos turísticos com os guias ensinando como “manifestar a fé”, tipo, aonde colocar incenso, como fazer reverência… Dá pra acreditar?
Fica em mais uma daquelas “novas ruas antigas” (como já falei em post anterior), mas você vê que é tudo novinho, meio pega-turista. Pode ser legal entrar no clima dessas ruas fakes – embora muitas vezes me sinta no Hopi Hari hehe.

Big & Small Alley
ou Kuanxiangzi e Zhai Xiang Zi
Bem, outro “novo bairro antigo”, numa versão mais chiquezinha… dá para ver que lá tem uns restaurantes mais carinhos e arrumadinhos… mas eu e o Rô sempre achamos nosso noodles por 7yuans em qualquer beco perdido. Só não economizamos na hora de comprar um sorvete por 30 yuans. Muito bom para dar uma refrescada no calor da China que começou a pegar forte depois que saímos de Shangri-La.

São momentos como esse que me fazem gostar dos chineses! rs…

Jinling Night Market

“Quero ir para o bochicho!” anunciei naquela noite, horas antes de me arrepender de estar na Jinling Night Market sendo esmagada por 1bilhão de chineses. Sacanagem. Era um sábado, o lugar é uma graça com todas aquelas lanterninhas, construções (ou imitações?) de estilo antigo, milhões de lojinhas, centenas de barraquinhas e zilhões de chineses. Se você não foi para Lijiang, poderá ter sua noite de Lijiang aqui – turística.

Uma coisa que tem me surpreendido muito na China é a grandeza, riqueza e modernidade de algumas cidades. Claro que a China é um país com grande desigualdade social (e isso soa tão Brasil!) mas quando você vai para essas cidades (“pequenas” até para os padrões chineses, com 4 milhões de habitantes) eu fico absolutamente chocada de como tudo é novo, recém-construído e mais: limpo! Todo mundo tem essa idéia de que a China é um país sujo né? Pois o que eu pude observar vai totalmente contra essa idéia. Quer dizer… os chineses ainda tem hábitos que consideramos “sujos” como escarrar no chão. Também via muitas pessoas jogando lixo em qualquer lugar, na estação de trem, comendo banana e jogando a casca na rua… Mas ao mesmo tempo vejo gente limpando o chão toda hora, as paredes na cidade todas limpas e fortes campanhas de “reeducação” do tipo: “Ei, não cuspa, não jogue lixo no chão!”. Vejo as grandes cidades seguindo por um ótimo caminho. E a desigualdade social… bem, já vimos esse filme né? Aliás, ainda estamos vendo.

Bem, deixamos Chengdu com a certeza de que a cidade não foi só Pandas… Cada vez mais perto do Brasil!

Segundo meus amigos essa foto é apelativa!

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Chengdu além dos Pandas

Amei tanto Shangri-la que cheguei a falar para o Rô: bem, agora é o fim da viagem mesmo. Na verdade disse isso porque sabia que a partir daí só iríamos para cidades grandes e eu estava com muita preguiça de ter que lidar com isso. Quando abri o guia e vi que Chengdu tinha 4milhões de pessoas pensei: “Preguiça eterna! Bem, vamos lá só para ver os pandas mesmo!”. Vocês sabem: Chengdu está para os Pandas assim como o Rio de Janeiro está para o Cristo Redentor. Mal sabia eu que quase 1 semana depois estaria me despedindo do staff do hostel com lágrimas nos olhos.

Chegamos em Chengdu sem pretensões nenhuma e demos a sorte de ter escolhido o Traffic Inn Hostel, que ficou no páreo com o Ming Palace como melhor hostel da trip. O hostel era incrível, sem palavras mesmo, tem que ir lá para se hospedar. Aulas de dumplings, videoteca pra relaxar… Eu e o Rô estávamos no Economia Mode On, achando os quartos duplos dos hostel na China extremamente caros, então o jeito era se hospedar nos dorms. Nada mal!

Ainda sem pretensão nenhuma fomos dar uma volta pelo People´s Park onde se diz ser possível encontrar ótimas casas de chá. Já na entrada demos de cara com os incríveis caligrafistas de água.
Eles usam esses pincéis gigantes que absorvem água e escrevem no chão. Meia hora depois e o trabalho já evaporou. Não importa. Fica escrito na memória.

Depois disso fomos atrás da nossa casa de chá e apreciamos xícaras e mais xícaras com a perfeita combinação de sementes de girassol. Sementes de girassol. Que vício.

Uma vez estávamos pedalando em Shangri-la, morrendo de fome, fizemos uma parada perto de umas mulheres que haviam feito um stop de carro na beira dos campos de arroz, uma delas nos ofereceu as tais sementes de girassol. Lembro que a primeira vez que comemos não sabíamos direito o que fazer, do tipo, engolimos a casca ou não? Hoje em dia devo dizer que comemos sementes de girassol com uma desenvoltura que chega a ser maquinal. Acho que um dia vou ter que escrever um capítulo sobre as sementes de girassol. São incríveis. Volta para a realidade Ana Carolina.
E a realidade infelizmente é o que posso chamar de Top Momento Trash Da Minha Vida Ridícula: Pagar 30yuans para um chinês limpar os meus ouvidos. Se os chineses fazem eu quero fazer!!! Enquanto ele fazia o fio de metal vibrar dentro do meu ouvido num som ensurdecedor eu repensava nesse meu conceito de querer viver as experiências locais – incluindo a limpeza de ouvidos.

Underground minha gente!

E já que pagar para limpar os ouvidos pode soar tão bizarro, fica registrado aqui outra curiosidade encontrada no surreal People’s Park juntamente com os caligrafistas de água:
Se os caracteres chineses não despertam curiosidade, eu explico: nos deparamos com corredores e mais corredores com esses papéis pendurados. São papéis de pessoas que buscam namorada/o. Ou melhor: maridos e esposas. Em cada papel consta informações sobre o interessado como idade, profissão, altura, peso… e parece que as mães vão lá para negociar o casamento dos filhos. Num país onde há 18 milhões a mais de homens do que mulheres e onde permanecer solteiro é uma desonra, casamento é coisa séria. E acontece isso: varais para casamento e noivas cadáveres. Nunca ouviu falar das noivas cadáveres chinesas? Leia aqui uma matéria super interessante sobre o assunto.

Outra coisa que não esperávamos: que Chengdu pudesse lembrar tanto a Avenida Paulista… sem os paulistanos! Vocês não acham?
Ei, consegui fazer um post sobre Chengdu sem Pandas!!! Podem aguardar que Pandas transbordarão no próximo post, eu prometo!

Porra mãe! Também quero tirar foto com a Panda!

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Ilustrações do Incrível Caderno de Viagens do Rômolo!