Os templos de Angkor (parte 2)

Continuando nossa saga pelos templos de Angkor, hoje vou dar algumas dicas e também vamos ver os templos mais distantes. Há duas opções de ciscuito: O Small Circuit que tem um percurso de 17km e passa pelas estrelas Angkor Wat, Ta Prohm e Angkor Thom além de outros templos menores, e o Big Circuit que é uma extensão do Small Circuit com 9km a mais. O Big Circuit inclui os templos mais distantes como o Pre Rup e o East Mebon, por exemplo. Para o Small Circuit, o tuk tuk custará uns $12, e para o Big Circuit $15. Se você só tem um dia eu recomendaria fazer o Small Circuit, acho que o Big Circuit fica bem corrido.

Não é difícil achar um tuktuk para te levar aos templos, você pode pedir no seu hotel ou pegar um qualquer na rua. Logo que você chega em Siem Reap de ônibus, vai se sentir num filme de terror: Olhando pela janela vai olhar vários motoristas batendo na janela e te oferecendo tuktuk. É horrível, parece um monte de zumbis. Acabamos escolhendo o Khon, o único que cobrava $1 por cabeça para nos tirar da rodoviária. Éramos 4, além de mim e do Rômolo. Conhecemos o Simon (Suíça) e o Vini (Brasil) e resolvemos dividir um quarto. Como não tínhamos reservado nada, acabamos ficando no hotel que o Kohn sugeriu. Bem, esse primeiro cara que te leva da rodoviária até o hotel, vai ser o cara que provavelmente você vai “adotar” nos próximos dias para te levar aos templos. E se você não quiser ir com ele, ele vai te encher o saco o tempo todo no hotel até você querer…rs… sorte que o Khon era muito legal… meio engraçado, com um jeito meio malandro e até meio estiloso com o bigodinho…rs…
Putz… ele era muito legal mesmo, vendo essa foto e lembrando até me emocionei…rs… Fomos os três dias para os templos com ele, ou quando não era ele era o irmão – também um fofo. De manhã a gente falava os templos que queríamos visitar e combinávamos o valor. O tuktuk fica com você o dia inteiro (ou até as17h30 que é a hora que os templos “fecham”). Detalhe, enquanto você visita os templos olha só o trabalho duro do seu motorista de tuktuk:
As vezes quando terminávamos um templo e voltávamos para continuar o caminho, dava até dó de acordar o Khon…rs..

No primeiro dia não fizemos nem o Small nem o Big Circuit, mas sim os templos que ficam bem distantes: Banteay Srei e Kbal Spean, que ficam respectivamente a 37km e a 42km de Siem Reap. O preço do tuktuk é mais caro, você vai pagar de $24 a $30 para chegar lá. Acho que não vale tanto a pena pelo preço e pela distância, mas enfim… Não são os meus dois templos preferidos. Antes também visitamos o Pre Rup e agora… ao que interessa:

Pre Rup
O primeiro templo que visitamos, Pre Rup é um templo-montanha, e chama atenção pela sua cor alaranjada. Assim como todos os outros templo, tem os incríveis lintéis que representam cenas da mitologia hindu, no caso abaixo vemos Indra – Deus da Guerra – sobre o Elefante de Três Cabeças:

Banteay Srei
Conhecido como Cidade das Mulheres pelas suas pequenas dimensões e delicadeza. Também é conhecido como a jóia da arte Khmer. Eu não sei vocês mas eu me emociono quando vejo uma coisa dessas:
Perfeito, e nada mais deve ser usado para descrever essas delicadezas.

Kbal Spean
Não exatamente um templo, mas andando 1.5km a partir do ponto e que o tuktuk te deixa você chega a um rio. Seguindo pelas margens do rio você encontra belíssimas imagens encravadas nas pedras. Uma sintonia perfeita entre natureza e arte.
O caminho é bem bonito e no fim você chega a algo que seria uma cachoeira, mas que na época seca fica mais ou menos assim:Andar por todos esses templos é uma sensação indescritível: parece que você se transporta para um outro mundo, consegue imaginar as pessoas percorrendo os corredores, cruzando os portões, chegando nos seus elefantes… que época!!!

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Dicas:

– Você encontra restaurante para almoçar em qualquer lugar. Os preços no menu são muito extorsivos, cerca de $5 dólares, mas aí você diz que é muito caro, que vai comer em outro lugar e eles na hora já baixam o preço para $2. Nós nunca pagamos mais de $2 por um almoço.

– Tenha paciência com as milhares de crianças e pessoas que vão te abordar o tempo todo lá, não seja rude, elas só estão tentando ganhar a vida.

– Várias crianças vão te oferecer livros para comprar lá, o melhor é o Ancient Angkor que é um livro-guia com explicações objetivas sobre os principais templos. Custa entre $5 e $8, não pague mais que $10. É uma mão na roda para quem não for contratar um guia. Como eu disse no post anterior, passar no Angkor National Museum também ajuda bastante a entender o que você vai ver.

– Água, sorvete, água de coco disponíveis em qualquer lugar.

– Não esquecer o chapéu, protetor solar e o óculos de sol, o calor realmente pega. Uma boa opção é acordar cedo para ver o nascer do sol e percorrer os templos antes do calor apertar.

– Alguns templos não permitem joelhos e ombros de fora, vista-se decentemente ou leve uma canga para se cobrir.

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Os templos de Angkor

Bom, os templos de Angkor no Camboja são o ponto alto de qualquer pessoa que está viajando pelo Sudeste Asiático. Todas as pessoas que você conhece durante o caminho estão indo ou voltando de lá. É possível comprar um ticket que dá acesso ao complexo por 1 dia ($20), 3 dias ($40) ou 1 semana ($60). O ticket de 3 dias pode ser usado dentro do período de 1 semana, não precisa ser 3 dias consecutivos e o de 1 semana pode ser usado no período de 1 mês. Qual ticket comprar? Na minha opinião 1 dia só não vale a pena, tem muita coisa mesmo para ver, se visitar só um dia vai ter que passar correndo pelos templos. Já o de 1semana acho que é um pouco de exagero, a menos que você queira fazer tudo com muita calma, apreciando bem devagar, vendo cada detalhe… 3 dias é perfeito!

A civilização Angkor dominou a atual região do Camboja de 802 d.c. até sucumbir em 1431. O que sobrou dessa grande era são mais de 1000 ruínas de templos, que vão desde escombros até o símbolo nacional do país: o Angkor Wat. Eu não vou entrar muito em detalhes sobre a história de cada templo ou a história de Angkor porque isso tornaria o post gigante, então aqui vou ser mais prática e mostrar apenas os lugares mais interessantes que visitamos. A cidade base para se visitar os templos é Siem Reap, fica uns 15 minutos de distância de tuktuk.

Eu nunca fui para a Disney, mas imagino que não seja muito diferente da entrada para os templos de Angkor… filas para comprar os tickets, ônibus, vans e tuktuks descarregando os turistas, souvenirs vendidos em todos os lugares, fila para ver o pôr do sol…
No primeiro dia visitamos Pre Rup e outros templos mais distantes, Kbal Spean e Banteay Srei. No segundo dia visitamos os mais populares: Angkor Wat, Angkor Thom e Ta Prohm. No terceiro dia demos uma pausa, descansamos e fomos para o Museu Nacional. No último dia voltamos a Angkor Thom, vimos uns templos menores, o Terraço dos Elefantes, Preah Khan e repetimos Ta Prohm. Minha sugestão é chegar em Siem Reap e visitar o Angkor National Museum. Custa $12 a entrada ($6 se você tiver a carteirinha de estudante), mas vale muito a pena. Acho que não é nenhum exagero se eu disser que é o melhor museu que já visitei. Se você visitar o museu antes dos templos vai conseguir entender muito mais tudo o que for ver nos próximos dias. As legendas e placas são todas escritas em inglês, contam a história da civilização Khmer, dos reis, dos templos, os deuses do hinduísmo…. é maravilhoso! O museu é lindo, todo organizado, bem explicativo, limpo, bem cuidado… sem mais! Vamos aos templos:

Angkor Wat
A estrela das estrelas, a cereja do bolo, o feijão do arroz… o Angkor Wat. Está em todas as notas de riel (a moeda do Camboja), na bandeira do país, nas colherzinhas das barracas de comida… É símbolo do orgulho nacional e a maior estrutura religiosa do mundo. As pessoas geralmente assistem o pôr do sol no Angkor Wat ou acordam às 4h da manhã para ver o nascer do sol. Claro que fomos muito preguiçosos para isso. Se você for subir na torre mais alta, leve sua garrafinha de água e esteja vestido com roupas decentes, caso contrário terá que fazer como eu: tive que pagar 1 dólar para pegar uma camiseta suada emprestada e poder subir. Eis a vista a ser apreciada:

Não só o Angkor Wat, mas todos os templos estão cobertos de detalhes e inscrições preciosas pelas paredes, tetos e portas. É muito incrível poder andar pelos templos e tentar imaginar como eram as vidas das pessoas que passavam por ali. Abaixo detalhe das Apsaras.

Angkor Thom

Angkor Thom foi a última e mais duradoura capital do Império Khmer, não é exatamente um templo mas sim uma cidade. O portão de entrada é incrível, com os Devas (deuses) de um lado e as Asuras (demônios) do outro, todos segurando a Naja de Sete Cabeças para bater o Oceano de Leite (foto acima). Estou apaixonada pelas lendas do hinduísmo. Dentro de Angkor Thom tem um dos meus templos preferidos:

Bayon
As cabeças de Bayon continuam um mistério. Não se sabe exatamente quantas cabeças haviam e nem o significado dela. Talvez o sorriso plácido tenha suas raízes no sorriso de Buda ao ser iluminado, talvez sejam a representação do rosto do Rei Jayavarman VII, talvez as 4 cabeças do Deus Brahma…  Vamos dizer que é a Monalisa dos templos…

Ta Prohm
Claro que nem tudo pode ser conhecido pela beleza e sim por já ter aparecido em filme né.. É o caso de Ta Prohm, que ganhou fama por ter aparecido em um dos Tomb Raiders (tem mais de um Tomb Raider?). Oh a Angelina Jolie dando uma palhinha aqui no blog…rs…
Agora momento realidade: Até agora mostrei umas fotos que consegui tirar sem muita gente atrapalhando… Mas os templos nem sempre são tão vazios assim. Dá uma olhada na cara do Imré (um hungaro que fizemos amizade) puto, tentando tirar uma foto:
Não tem jeito, é invasão total de chineses e coreanos principalmente…rs..

Preah Khan
Preah Khan… um dos meus quatro favoritos para finalizar o post.

Na foto abaixo a escultura de uma linga… símbolo fálico que representa o Deus Shiva. Você vai ver isso em tudo quanto é canto. Ficamos um bom tempo ali perto observando os diversos guias que passavam lá, explicando em várias línguas… e no final sempre as mesmas risadinhas dos turistas, provando que a linga é universal!

Cansou de ver templos? Não cansa não que no próximo post tem mais! 😉