Siem Reap e Phnom Penh

Nossas primeiras impressões sobre o Camboja se fizeram em Siem Reap, a primeira cidade que visitamos. Não sei se é o lugar certo para se ter uma noção exata do Camboja já que Siem Reap é a cidade base para se visitar os templos de Angkor o que a torna extremamente turística. É uma cidade bem gostosa, cortada pelo rio Siem Reap (que criatividade para o nome, rs…) e devo dizer que é bem aconchegante.
Tem a Pub Street que é a rua com barzinhos e baladas… super turística, bem agitada e barulhenta demais para o meu gosto, mas ok… Comíamos toda a noite nas barraquinhas ali perto.

Aliás… não estou achando o Camboja tão barato assim. Aqui eles usam dólares e o riel que é a moeda local, mas todos os preços – em restaurantes, hotel, barraquinhas – são cobrados em dólar. O riel funciona geralmente como o troco para valores abaixo de um dólar. 4000 riels = 1 dólar, bem fácil fazer a conversão. No ATM só é possível sacar em dólares.

Como já comentei anteriormente nos últimos 2 posts, se for para Siem Reap, TEM que ir no Angkor National Museum, caro ($12) mas mais do que vale a pena.
O negócio de Siem Reap é visitar os templos mesmo, se você ficar na cidade acho que é gostoso ficar só passeando pelas night markets, tomar uma cerveja Angkor nos barzinhos da Pub Street, comer nas barraquinhas… O clima é totalmente diferente da capital, Phnom Pehn, para onde seguimos depois de passar 5 dias em Siem Reap.
Muita poluição, trânsito horrível, mesmo esquema da Tailândia: reza braba na hora de atravessar a rua. Motos carregando de tudo: 5 pessoas, galinhas vivas penduradas, plantas… É incompreensível, não entra na minha cabeça a forma que eles lidam com o trânsito, não tem coisa mais comum do que você estar num tuktuk e passar uma moto desviando porque está na contramão. Eles sempre andam na contramão, cortam o trânsito para qualquer direção, é horrível!!!
Apesar de tudo isso Phnom Pehn não deixa de ter seus momentos agradáveis, como a beira-rio do Tonlé Sap com seu largo calçadão.
Em Phnom Pehn você encontra barraquinhas e restaurantes baratos em qualquer esquina, não precisa andar muito. Outra opção boa é o Night Market que só abre de sexta a domingo. Lá além de roupas e souvenirs você também encontra noodles e espetinhos de tudo quanto é coisa: asinha de frango, carne, lula, camarão… A graça é pegar uns espetinhos e comer nas esteiras do chão.
Sorry, minha máquina não é boa para fotos noturnas…rs…

Bem, todo mundo sempre me pergunta se já comi alguma coisa estranha e agora respondo que sim. Em Phnom Pehn tive minha primeira experiência bizarra na cozinha. Resolvi pedir os embriões de pato que são super tradicionais aqui. Pedi frito. O problema é que vem três. O gosto é uma mistura de frango com ovo, mas a textura é muito esquisita e inclusive você consegue identificar os órgãos dentro.
Passei para o Rômolo comer e a cabecinha do pato caiu na mesa =( Todo mundo experimentou e ninguém gostou, então fui obrigada a comer os outros 2 ovos sozinha. O primeiro desceu super bem… o segundo já foi empurrado e o terceiro… não rolou, já estava quase vomitando. Credo. Nunca mais.

Agora, sem levar o embrião de pato em consideração, a comida no Camboja é maravilhosa, claro que nunca dá para comparar com a da Tailândia que é insuperável. No momento o Amok – frutos do mar com curry e leite de coco – lidera o primeiro lugar no meu ranking de melhores pratos que comi na viagem.Geralmente é servido dentro de um coco, numa tigelinha ou na versão minimalista dentro de uma folha de bananeira dobrada, sempre acompanhado de arroz branco:
Alegria: Os pratos no Camboja não são tão apimentados quanto os tailandeses! Uma refeição custa em média entre $1.50 e $3, $2 é o preço ideal. Gente, sério, tem que cortar esse negócio de não comer nas barraquinhas porque tem nojo, sei que é difícil porque em São Paulo eu era assim… mas aqui a gente toma suco com gelo, come nas barraquinhas mais podrinhas e em quase 2 meses viajando não passamos mal. Minto. Teve um dia que passei mal do estômago, foi quando comi um hamburguer super caro num restaurante “limpo”. As aparências enganam.

Além da comida, Phnom Pehn tem bastante de história para oferecer: O National Museum of Cambodia ($3), o Killing Fields ($5) e o Tuol Sleng Museum ($3). Bem, eu resolvi mergulhar de vez na mitologia hindu então adorei o National Museum que complementou o que eu já tinha visto no museu de Siem Reap e nos templos de Angkor. Mas acho que você tem que estar bem interessado no assunto porque acho que a Kelly e o Kevin que foram com a gente não pareciam estar curtindo muito…rs… Eu demorei muito tempo lá porque quis ler todos os textos explicativos. O museu não é o mais lindo do mundo, algumas peças não estão muito bem cuidadas, expostas ao sol… e apesar da falta de ar condicionado a construção do museu em si é bem bonita e agradável com um jardim no meio. Não visitamos o Tuol Sleng Museum e eu explico no próximo post o motivo, onde dedico um post inteiro à triste história do Camboja que encontramos no Killing Fields.

____

Dicas:
Não se hospede de jeito nenhum no Golden Home Guesthouse em Phnom Pehn, o cara que ficava na recepção era extremamente rude e sarcástico. Começou a nos tratar pior ainda quando viu que não queríamos comprar nada lá no hotel – visto para o Vietnã, passagem de ônibus, etc. – Não recomendo jamais!!!

Anúncios