Choque Camboja

Adoro essa seção do blog! Chegou o momento de mostrarmos os fatos mais curiosos a respeito do país e que fazem nossos miolos entrar em parafuso!

Mulheres de pijama

Elas estão por todos os lugares… servindo no restaurante, vendendo água na barraquinha, andando de moto na rua… São as mulheres de pijama!

Like a zombie!

Bem, gosto não se discute, mas todo mundo concorda que nada pode ser mais confortável do que um pijama. Sinto uma ponta de inveja, eu também quero trabalhar de pijamas em São Paulo! Engraçado que parece que para dormir elas não usam pijamas, segundo um amigo me contou, mas sim vestidos que são a cara da balada!

Mulheres sem biquini

Perai… sem biquini, mas não peladas! Se por um lado os pijamas são a roupa do dia a dia, a roupa do dia a dia é a roupa de banho. Para que complicar? Se você for numa praia ou num rio (e isso também vimos na Tailândia e no Laos) você vai ver os locais entrando com a roupa inteira no mar. E quando eu digo roupa inteira, não é bermudinha de tactel, é calça jeans e camisa social!
Insetos
Bem, eu já contei como foi a experiência de comer o tradional embrião de pato no Camboja… agora, por que não um insetinho de petisco? Estávamos outro dia andando por umas barraquinhas quando um local maluco nos parou numa barraquinha cheia de insetos, e claro que ele queria que a gente experimentasse. Desde o começo da viagem eu estava me preparando psicologicamente para comer, mas nunca tinha coragem… bem, não ia perder a chance agora né… De entrada umas larvinhas para abrir o apetite:

Sem pimenta para mim, por favor!

Avaliação: textura macia, meio salgadinho, me lembrou bastante o camarão.

E para fechar eu comi… esse… negócio… ai meu Deus, o que é isso?
Por favor, se alguém souber, não me contem! O gosto em si não era ruim, parecia meio salgadinho, crocante… mas confesso que o psicológico pesou e quando engoli senti que talvez as perninhas pudessem ter ficado presas nos dentes. Morri!

O Trânsito (claro!)

Tenho a impressão de que tem alguma coisa errada nessa foto...

O trânsito do Sudeste Asiático ainda é uma coisa com a qual não consegui me acostumar. O trânsito em Phnom Penh é terrível, pior do que o tailandês… e pelo que ouvi falar o do Vietnã é pior do que os dois juntos. Famílias inteiras na moto carregando bebês, crianças dirigindo motos, tudo pode ser transportado, galinhas vivas, porcos, plantas…

Fried rice with chicken chegando...

Ufa, ainda bem que ele lembrou do capacete!

Dirigir na contramão é mais do que normal, aliás, a direção da pista fica mesmo a seu critério. Presenciei um acidente na rua certa vez, onde um cara que estava com a filha de 2 anos caiu da moto. Mas o fato é: por ser tão caótico, eles acabam dirigindo mais devagar, então as batidas acabam não sendo tão mortais como as que costumamos ver no trânsito “mais organizado” de São Paulo. Um belo paradoxo a ser estudado.

Karaoke no busão

Acho que se você perguntar para 10 cambojanos o que eles mais apreciam numa viagem de ônibus todos vão responder: Karaoke no busão. Já 10 entre 10 gringos responderão que a coisa mais irritante ao viajar de ônibus pelo Camboja é: Karaoke no busão.

Imagine a cena, você entra no ônibus feliz porque vai poder dar uma cochilada ou uma relaxada, abre seu livro, liga seu iPod, dorme, que seja… quando para seu pavor a TV ´é ligada e uma caixa de som ligada no último volume reproduz as últimas pérolas da música cambojana… acompanhada das legendas em cambojano para você poder acompanhar, claro!
Pode parar tudo o que você está fazendo, não tem como se concentrar. Não é um som ambiente, é um som para te manter acordado por 7h, 10h ou quanto quer que seja o tempo que sua tortura trip vai levar. Os clips são todos iguais, uma mulherzinha chorando porque o namorado foi embora. Outras formas de tortura que você também pode encontrar na TV em péssimo e alto volume:
– Stand ups cambojanos – todo mundo vai rir, menos você.
– Filmes chineses baratos dublados em cambojano – ao estilo Tela Class do Hermes e Renato

Escolham seus assentos e divirtam-se!

Cortes de cabelo ao vivo
Para fechar, uma foto de uma placa que me deixou intrigada… sugestões?
Nos vemos no Vietnã! – se o firewall me permitir 😉

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Kampot: uma surpresa no Camboja

Quando o Ro, a Kelly e eu descemos da van em Kampot, nós pensamos: “Que porr* estamos fazendo aqui?” Olhamos ao redor e a cidade tinha cara de cidade de interior com nada para fazer. Sem contar que chegamos na véspera do Ano Novo no Camboja, então o que já estava meio morto, ia continuar assim pelos próximos dias. Nada de fogos de artifício, aqui é tudo em família. Não me perguntem como fomos parar lá, nós simplesmente queríamos sair de Sihanoukville e fomos parar em Kampot.

Taí a prova de que as vezes um hotel agradável, com funcionários agradáveis, podem tornar sua experiência num lugar melhor. Encontramos o Magic Sponge Guesthouse no caminho, estamos em um quarto compartilhado bem agradável no topo da casa por apenas $3 cada um, não tem divisória da varanda com os quartos, é tudo aberto, cada cama tem seu mosquiteiro, muito agradável. O dono é um americano ótimo que faz de tudo para nos deixar confortável, cerveja a R$0,50 no happy hour, mesa de sinuca, sala de dvd, por que não? Estou assistindo Big Bang Theory de novo e isso me faz sentir em casa! rs…

Aqui cada rotatória da cidade tem um monumento… Tem um monumento aos trabalhadores de sal, um monumento ao durian (uma espécie de fruta parecida com a jaca) e um monumento ao número 2000, dentre outros (com uma gaivota em cima).
Não me perguntem por quê. A cidade é bem pequena e em menos de um dia você já viu tudo de importante que tinha para ver…rs… tem uma beira rio charmosa com barzinhos e restaurantes.

Sinto que toda vez que andamos de bicicleta tenho dias inesquecíveis na cidade… nossa, acabei de me dar conta disso. Andamos de bicicleta em Chiang Mai e foi incrível, um dos meus dias preferidos no Laos foi quando alugamos uma bike em Don Det e com certeza nosso segundo dia em Kampot acaba de entrar para essa seleta lista. Tenho um amigo que está viajando pelas Américas de bike (!) e é bem isso que ele diz no blog: quando você está de bike você tem muito mais chances de entrar em contato com a vida local, muito mais chance de conhecer as pessoas, de provar do lugar. E assim aconteceu. Resolvemos pedalar até Phnom Ch’nork Caves (8km) para conhecer as cavernas. O caminho não foi dois mais agradáveis quando estávamos na estrada, muita poeira, os ônibus loucos buzinando e o calor de sempre… Nos perdemos um pouco e finalmente encontramos as tais cavernas.
A molecada cobrou $1 de entrada e perguntaram se queríamos um guia. Aceitamos e dois molequinhos nos guiaram pelas entranhas das cavernas.

Eu nunca tinha ido numa caverna antes. Não numa desse tamanho, com morcegos e tudo mais. Estava super abafado, o óculos do Ro não desembaçou nenhum minuto, coitado. Algumas partes eram bem escuras… e com isso eu quero dizer que você vai precisar de uma lanterna bem boa. Acho válido ir com os moleques, porque a caverna tem uns buracos que você nunca ia pensar em se meter… alguns túneis claustrofóbicos por onde passamos agachados, algumas pequenas escaladas em paredes íngremes… aventura! O nosos pequeno guia nos informou que costumava existir um templo naquela caverna, mas que Pol Pot destruiu tudo. Também disse que o avô dele se escondeu lá por um tempo durante o período do Khmer Rouge. Era engraçado que ele parava a gente em alguns pontos e falava: Olha, essa pedra tem formato de elefante, aquele buraco tem formato de coração, aquela parede tem formato de leão… o cúmulo foi quando ele apontou um buraco e disse: “Olha, tem o formato do número 8!” ¬¬ Tudo para fazer a caverna parecer interessante…rs…
Como não fui em outras, achei essa bem interessante… mas gostei mais pelo fato de me sentir dentro de uma aventura subindo e me esgueirando por todas as pedras… rs…

Demos uma caixinha para os meninos e seguimos de bicicletinha para visitar o tal do Secret Lake. As paisagens de campo ao longo do caminho são de deixar o queixo caído, plantações de arroz, lagoas, vacas cruzando seu caminho, mulheres trabalhando na lavoura, tudo de um verde brilhante. Ah, e quando você passa pelos vilarejos pode se preparar para ouvir toda a molecada gritando: “Hello! Hello!”

Passávamos por um vilarejo e uns locais pularam na nossa frente no meio da estrada. Nos fizeram largar as bikes e nos puxaram para dentro da casa. Era uma festa de Ano Novo! Passaram um pó branco na nossa cara, deram várias coisas bizarras para a gente beber, tiraram mil fotos com a gente, foi muito divertido! Sei que a festinha deles consiste em ficar dançando em volta de uma mesa com flores, como eu já tinha viso antes em Phnom Penh. Não entendo o significado disso, mas acho muito bonito o fato de ser uma dança simples, bonita e ninguém quer parecer sexy fazendo movimentos sensuais, é totalmente puro e – por que não – divertido!
Foi bem engraçado, entramos no espírito e ficamos lá dançando em volta da mesa, toda vez que a música acabava a gente falava que ia embora e eles insistiam: Só mais uma, só mais uma! rs… E vendo aquele povo ali todo feliz, todo mundo se divertindo e celebrando o ano novo não tem como lembrar do Khmer Rouge e se emocionar ao ver como a alegria deles é autêntica. Eles tentavam arranhar um pouco do inglês, mas nada como a língua universal dos gestos. As pessoas mais felizes não necessariamente tem o melhor de tudo, mas fazem o melhor de tudo que encontram pelo caminho.” (Anônimo)

Enfim, saímos da festinha com um refri cada um e seguimos para o Secret Lake… que afinal, não é mais tão secreto assim.

Acho que desde a caverna pedalamos mais uns 6km até lá, então o lago com a água refrescante veio bem a calhar.

Essa foi nossa última parada no Camboja, e Kampot sem dúvida foi a cidade que me deu uma visão mais autêntica a respeito do país. Acho que esse dia resume tudo o que penso sobre o Camboja: lugares incríveis e as pessoas mais amáveis do mundo! Partimos agora para o Vietnã, que segundo diz o senso comum: “pessoas rudes, comida boa”. Será? Conto nos outros posts se o firewall do Vietnã permitir que eu me expresse pelo WordPress. 😉 Aliás… Feliz Ano Novo!

"As pessoas mais felizes não necessariamente tem o melhor de tudo, mas fazem o melhor de tudo que encontram pelo caminho."

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Dicas:
– Se for pegar a estrada de bike para visitar as cavernas e o lago, leve um óculos de sol, um chapéu e um lenço para o nariz. É muita poeira!
– O ticket da van de Sihanoukville para Kampot custou $6 e levamos cerca de 2h.
– As pessoas não visitam Kampot tanto pela cidade (que não deixa de ser charmosa) mas mais pelas atrações que você pode visitar ao redor, plantações de pimenta e a Bokor Mountain por exemplo.

Sihanoukville: praia no Camboja?

Para quem nunca imaginou que ia para o Camboja pegar uma praia… Nada mal!

Viemos para Sihanoukville no sul do Camboja apenas para passar uma noite e tirar o visto para o Vietnã, depois seguiríamos para Koh Rong, uma ilha que fica há duas horas do pier de Sihanoukville. Acabou que no final ficamos enrolando… ninguém tomava a iniciativa de ir embora e acabamos passando 4 noites em Sihanoukville. Sihanoukville é um lugar para quem está afim de muita festa e de beber, mas nós ficamos bem tranquilos lá, jogando baralho a noite com os amigos, indo para a praia, tomando breja, meio que de férias.
Nós ficamos na Monkey Republic, acho que o melhor hostel que já ficamos em termos de conjunto. Bangalôs a partir de $3 (quarto compartilhado), os funcionários são super amáveis e simpáticos e o ambiente é tão bom que mesmo a comida sendo cara acabávamos comendo lá. Eles se preocupam com tudo, problemas sociais e ambientais por exemplo. Você pode encher sua garrafa de 1l com água potável por apenas $0.25 para evitar o desperdício de plástico e também pode doar roupas velhas que vão para a caridade. Aproveitei para esvaziar ainda mais minha mochila que já é vazia e doei uma calça branca que usei na meditação.

Ficamos na Serendipity Beach que é meio que a praia dos mochileiros, a praia não estava tão lotada, tem várias tendas mas estavam bem vazias… talvez seja a baixa temporada, porque imagino que em janeiro deve bombar lá… A praia é bem gostosa, água limpa, areia branca mas não tem sombras naturais.

Se você ficar na área da Serendipity Beach, tem um food market muito bom perto do monumento Golden Lions onde você pode tomar uma sopa por $1.25 ou comer um delicioso amok por apenas $2.20.

Saímos apenas um dia para visitar outras duas praias: a Ochheuteal e a Otres Beach. Se você barganhar bem com os tuktuks, eles te levam para a Otres Beach por $1 por pessoa (estávamos em 3) mas resolvemos nós mesmos ir andando 4km sob sol de rachar o coco… Outra opção mais agradável é alugar uma bicicleta e conhecer as outras praias. Andar nem sempre é a opção mais confortável, mas as vezes é a que vai te proporcionar um delicioso encontro com uma banana frita no meio do caminho…
…ou com um bando de vacas andando na praia num momento surrealista:
A Serendipity Beach nada mais é do que o final da Ochheuteal Beach. A Occheuteal tem uma parte bem movimentada onde vi de longe algumas barraquinhas, mas nem chegamos a ir lá. Ficamos no começo da praia que é praticamente deserto, a não ser por um alguns locais que estavam fazendo picnic.
Enfim… O começo da Ochheuteal Beach é maravilhoso, areia branquinha, água limpa… mas confesso que não entrei no mar, impressionantemente quente. Parece que estão te cozinhando numa panela, não consegui ficar mais que 10 minutos, não é exagero!

Depois fizemos mais uma caminhadinha rápida e chegamos na Otres Beach. A Otres Beach é a praia menos contaminada pelo turismo, vamos dizer… mais deserta e na minha opinião, a mais bonita. Vocês sabem, para mim praia boa tem sombra natural, e logo na entrada da Otres Beach tem várias árvores e umas pedras para ficar embaixo.
Estávamos lá, Rômolo, Kelly e eu deitados na areia esticados quando apareceram uns moleques bem pequenininhos, catando umas latinhas… confesso que fiquei meio desconfiada, até puxei a bolsa para mais perto. A Kelly resolveu entrar no mar e não é que os meninos largaram as latinhas e foram entrar lá na água, se penduraram no pescoço dela e ficamos a tarde inteira brincando com eles, pareciam uns diabinhos pulando na água.
E eles pulavam pelas pedras uma agilidade que dificilmente uma criança ocidental conseguiria imitar.
Bem, no fim os meninos só queriam se divertir mesmo, dar um tempo do trabalho de catar as latinhas. Pela minha experiência em São Paulo é óbvio que eu fiquei desconfiada… não dá para confiar em todo mundo, mas me doeu no coração ver que apesar deles estarem “trabalhando” e terem as expressões tão adultas, continuavam crianças e só queriam brincar um pouco.

Aliás… aconteceu um outro episódio muito chato lá na Monkey Republic. Um menino bem pequenininho se esgueirou pelas mesas e roubou um celular de um hóspede. Eu nem me liguei, tava na maior inocência fazendo graça pro moleque… e quando vimos o celular tinha desaparecido. É, tem que ficar com o pé atrás mesmo…

No último dia em Sihanoukville o tempo fechou… choveu na hora do almoço e ficou nublado o resto do dia. Assim desistimos de ir para Koh Rong e resolvemos partir para a nossa última parada no Camboja: Kampot. Conto mais no próximo post como foi passar o Ano Novo cambojano lá! 😉

Pôr do Sol em Serendipity Beach

Killing Fields: os campos de concentração

O Camboja passou por uma história muito triste e muito recente e que explica a razão de vermos tantas crianças órfãs na rua e tantas pessoas mutiladas. Fomos para a capital, Phnom Pehn buscando conhecer mais a história do país e visitamos o Killing Fields de Choeung Ek. Eu já estava tentando me preparar psicologicamente para visitar lá faz tempo… Quem me conhece bem sabe que eu choro por qualquer coisa, no Killing Fields não podia ser diferente.

Em 17 de abril de 1975, Phnom Pehn foi tomada pelo Khmer Rouge, um exército comunista liderado por um – com o perdão da palavra – filho da puta, Pol Pot. Não posso chamá-lo por um adjetivo que signifique menos do que monstro. Em um curto período de tempo Pol Pot tentou implantar um sistema radical socialista e mandou toda a população da cidade para os campos, separando milhares de famílias e obrigando as pessoas a cumprirem longas jornadas de trabalho, mais de 12h por dia, não importando se estavam doentes ou velhas.

Muitas pessoas morriam de fome ou por doenças. Monges, professores, intelectuais foram perseguidos, torturados e mortos, o simples fato de se falar outra língua ou de usar óculos era motivo para se matar alguém. Uma simples denúncia falsa podia ser motivo para se suspeitar de que a pessoa era contra o regime e matá-la. Crianças também eram mortas como forma de se evitar que elas vingassem a família algum dia. Pol Pot espalhava minas terrestres pelo país, segundo ele, eram seus “soldados perfeitos” e ao mesmo tempo a Guerra do Vietnã começou a invadir parte do Camboja espalhando mais minas terrestres ainda. Pare de ler aqui se você for dos mais sensíveis.

O Killing Fields era mais um dos inúmeros campos de concentração espalhados pelo país, construídos para matar pessoas. Quando você chega, vê um lugar tranquilo, que transmite paz, cheio de árvores, de verde e de crianças correndo por ali com um lindo memorial erguido no meio. Difícil imaginar que toda essa paz de agora foi um lugar de sofrimento e morte. O memorial guarda os crânios e ossos dos cadáveres das mais de 8000 vítimas que foram encontradas ali.

A entrada para o Killing Fields custa $5 dólares e inclui um audio guia. Na entrada você recebe um mapinha e vai parando nos pontos indicados e vai ficando cada vez mais chocado com o que ouve.

O pior momento foi ver a árvore mágica. Você para diante da tal árvore e o audio explica que naquela árvore eram penduradas caixas de som que tocavam música do partido o dia inteiro. De dia servia para animar as pessoas a trabalhar, à noite a música era usada para abafar os gritos de dor das pessoas que eram torturadas e mortas. Quando o áudio começa a tocar a música, que era o último som que as pessoas ouviam antes de morrer você se põe no lugar de cada pessoa que morreu ali e sente muita dor.

Matava-se com tudo. As balas eram muito caras, então eles usavam machado, pá, ácido, até pedaço de árvore para cortar a garganta. Um dos momentos mais chocantes é quando você para em frente a uma árvore cheia de fitinhas… e o áudio explica que aquela árvore era usada para arremassar os bebês e não gastar com balas. Não tenho o que dizer.

Não se sabe o número certo de mortos mas estima-se que tenham sido mais de 3 milhões e agora um fato chocante: o regime de Pol Pot durou quase 4 anos. Sim, eles não mataram essas pessoas ao longo de décadas, mas sim de 1975 até 1979 quando os vietnamitas libertaram o país.

Sai de lá com dor de cabeça de tanto chorar, não tive estômago para tirar foto de nada. Depois disso íamos visitar a S21, a prisão de onde vinham muitos dos prisioneiros que morriam no Killing Fields, mas eu não queria ver absolutamente mais nada, foi uma experiência extremamente dolorosa e minha cabeça estava explodindo. Todo o horror que as pessoas passaram pelas mãos do próprio país… E isso é muito recente, pensar que qualquer pessoa com mais de 37 anos estava lá quando isso ocorreu. Olho para os cambojanos agora e sinto um carinho, respeito e admiração por tudo o que passaram e pela luta que foi tentarem reconstruírem suas vidas de novo… Sinto também muita raiva, como pode? O pior é que esse filho da puta teve uma vida boa, morreu com 80 anos e perto da família. O que é justo?

Ao mesmo tempo você olha para sua vida, lembra das coisas que sempre reclamou, dos teus problemas, e perto disso tudo… não é nada. Sei que cada um sabe o peso dos seus problemas, mas sejamos honestos… É possível achar sua vida uma merda depois disso? Parece que nada mais faz sentido quando você sai de lá… você se sente impotente… com vergonha de si mesmo e de tudo o que você considerava ser um problema na sua vida.

Você olha para as pessoas aqui, tentando reconstruir suas vidas, olha como elas conseguiram passar por tudo isso, olha os sorrisos no rosto e descobre por fim que é possível ser feliz com muito pouco, é possível curar todas as feridas, é possível superar todas as dores. É possível recomeçar tudo de novo e ser feliz. Nunca mais quero reclamar de nada.

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O Camboja é um dos países com maior concentração de minas terrestres no mundo, com pelo menos 4 milhões de dispositivos. Uma em cada 290 pessoas já sofreu uma amputação e 1 em cada 3 são crianças.

Siem Reap e Phnom Penh

Nossas primeiras impressões sobre o Camboja se fizeram em Siem Reap, a primeira cidade que visitamos. Não sei se é o lugar certo para se ter uma noção exata do Camboja já que Siem Reap é a cidade base para se visitar os templos de Angkor o que a torna extremamente turística. É uma cidade bem gostosa, cortada pelo rio Siem Reap (que criatividade para o nome, rs…) e devo dizer que é bem aconchegante.
Tem a Pub Street que é a rua com barzinhos e baladas… super turística, bem agitada e barulhenta demais para o meu gosto, mas ok… Comíamos toda a noite nas barraquinhas ali perto.

Aliás… não estou achando o Camboja tão barato assim. Aqui eles usam dólares e o riel que é a moeda local, mas todos os preços – em restaurantes, hotel, barraquinhas – são cobrados em dólar. O riel funciona geralmente como o troco para valores abaixo de um dólar. 4000 riels = 1 dólar, bem fácil fazer a conversão. No ATM só é possível sacar em dólares.

Como já comentei anteriormente nos últimos 2 posts, se for para Siem Reap, TEM que ir no Angkor National Museum, caro ($12) mas mais do que vale a pena.
O negócio de Siem Reap é visitar os templos mesmo, se você ficar na cidade acho que é gostoso ficar só passeando pelas night markets, tomar uma cerveja Angkor nos barzinhos da Pub Street, comer nas barraquinhas… O clima é totalmente diferente da capital, Phnom Pehn, para onde seguimos depois de passar 5 dias em Siem Reap.
Muita poluição, trânsito horrível, mesmo esquema da Tailândia: reza braba na hora de atravessar a rua. Motos carregando de tudo: 5 pessoas, galinhas vivas penduradas, plantas… É incompreensível, não entra na minha cabeça a forma que eles lidam com o trânsito, não tem coisa mais comum do que você estar num tuktuk e passar uma moto desviando porque está na contramão. Eles sempre andam na contramão, cortam o trânsito para qualquer direção, é horrível!!!
Apesar de tudo isso Phnom Pehn não deixa de ter seus momentos agradáveis, como a beira-rio do Tonlé Sap com seu largo calçadão.
Em Phnom Pehn você encontra barraquinhas e restaurantes baratos em qualquer esquina, não precisa andar muito. Outra opção boa é o Night Market que só abre de sexta a domingo. Lá além de roupas e souvenirs você também encontra noodles e espetinhos de tudo quanto é coisa: asinha de frango, carne, lula, camarão… A graça é pegar uns espetinhos e comer nas esteiras do chão.
Sorry, minha máquina não é boa para fotos noturnas…rs…

Bem, todo mundo sempre me pergunta se já comi alguma coisa estranha e agora respondo que sim. Em Phnom Pehn tive minha primeira experiência bizarra na cozinha. Resolvi pedir os embriões de pato que são super tradicionais aqui. Pedi frito. O problema é que vem três. O gosto é uma mistura de frango com ovo, mas a textura é muito esquisita e inclusive você consegue identificar os órgãos dentro.
Passei para o Rômolo comer e a cabecinha do pato caiu na mesa =( Todo mundo experimentou e ninguém gostou, então fui obrigada a comer os outros 2 ovos sozinha. O primeiro desceu super bem… o segundo já foi empurrado e o terceiro… não rolou, já estava quase vomitando. Credo. Nunca mais.

Agora, sem levar o embrião de pato em consideração, a comida no Camboja é maravilhosa, claro que nunca dá para comparar com a da Tailândia que é insuperável. No momento o Amok – frutos do mar com curry e leite de coco – lidera o primeiro lugar no meu ranking de melhores pratos que comi na viagem.Geralmente é servido dentro de um coco, numa tigelinha ou na versão minimalista dentro de uma folha de bananeira dobrada, sempre acompanhado de arroz branco:
Alegria: Os pratos no Camboja não são tão apimentados quanto os tailandeses! Uma refeição custa em média entre $1.50 e $3, $2 é o preço ideal. Gente, sério, tem que cortar esse negócio de não comer nas barraquinhas porque tem nojo, sei que é difícil porque em São Paulo eu era assim… mas aqui a gente toma suco com gelo, come nas barraquinhas mais podrinhas e em quase 2 meses viajando não passamos mal. Minto. Teve um dia que passei mal do estômago, foi quando comi um hamburguer super caro num restaurante “limpo”. As aparências enganam.

Além da comida, Phnom Pehn tem bastante de história para oferecer: O National Museum of Cambodia ($3), o Killing Fields ($5) e o Tuol Sleng Museum ($3). Bem, eu resolvi mergulhar de vez na mitologia hindu então adorei o National Museum que complementou o que eu já tinha visto no museu de Siem Reap e nos templos de Angkor. Mas acho que você tem que estar bem interessado no assunto porque acho que a Kelly e o Kevin que foram com a gente não pareciam estar curtindo muito…rs… Eu demorei muito tempo lá porque quis ler todos os textos explicativos. O museu não é o mais lindo do mundo, algumas peças não estão muito bem cuidadas, expostas ao sol… e apesar da falta de ar condicionado a construção do museu em si é bem bonita e agradável com um jardim no meio. Não visitamos o Tuol Sleng Museum e eu explico no próximo post o motivo, onde dedico um post inteiro à triste história do Camboja que encontramos no Killing Fields.

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Dicas:
Não se hospede de jeito nenhum no Golden Home Guesthouse em Phnom Pehn, o cara que ficava na recepção era extremamente rude e sarcástico. Começou a nos tratar pior ainda quando viu que não queríamos comprar nada lá no hotel – visto para o Vietnã, passagem de ônibus, etc. – Não recomendo jamais!!!

Os templos de Angkor (parte 2)

Continuando nossa saga pelos templos de Angkor, hoje vou dar algumas dicas e também vamos ver os templos mais distantes. Há duas opções de ciscuito: O Small Circuit que tem um percurso de 17km e passa pelas estrelas Angkor Wat, Ta Prohm e Angkor Thom além de outros templos menores, e o Big Circuit que é uma extensão do Small Circuit com 9km a mais. O Big Circuit inclui os templos mais distantes como o Pre Rup e o East Mebon, por exemplo. Para o Small Circuit, o tuk tuk custará uns $12, e para o Big Circuit $15. Se você só tem um dia eu recomendaria fazer o Small Circuit, acho que o Big Circuit fica bem corrido.

Não é difícil achar um tuktuk para te levar aos templos, você pode pedir no seu hotel ou pegar um qualquer na rua. Logo que você chega em Siem Reap de ônibus, vai se sentir num filme de terror: Olhando pela janela vai olhar vários motoristas batendo na janela e te oferecendo tuktuk. É horrível, parece um monte de zumbis. Acabamos escolhendo o Khon, o único que cobrava $1 por cabeça para nos tirar da rodoviária. Éramos 4, além de mim e do Rômolo. Conhecemos o Simon (Suíça) e o Vini (Brasil) e resolvemos dividir um quarto. Como não tínhamos reservado nada, acabamos ficando no hotel que o Kohn sugeriu. Bem, esse primeiro cara que te leva da rodoviária até o hotel, vai ser o cara que provavelmente você vai “adotar” nos próximos dias para te levar aos templos. E se você não quiser ir com ele, ele vai te encher o saco o tempo todo no hotel até você querer…rs… sorte que o Khon era muito legal… meio engraçado, com um jeito meio malandro e até meio estiloso com o bigodinho…rs…
Putz… ele era muito legal mesmo, vendo essa foto e lembrando até me emocionei…rs… Fomos os três dias para os templos com ele, ou quando não era ele era o irmão – também um fofo. De manhã a gente falava os templos que queríamos visitar e combinávamos o valor. O tuktuk fica com você o dia inteiro (ou até as17h30 que é a hora que os templos “fecham”). Detalhe, enquanto você visita os templos olha só o trabalho duro do seu motorista de tuktuk:
As vezes quando terminávamos um templo e voltávamos para continuar o caminho, dava até dó de acordar o Khon…rs..

No primeiro dia não fizemos nem o Small nem o Big Circuit, mas sim os templos que ficam bem distantes: Banteay Srei e Kbal Spean, que ficam respectivamente a 37km e a 42km de Siem Reap. O preço do tuktuk é mais caro, você vai pagar de $24 a $30 para chegar lá. Acho que não vale tanto a pena pelo preço e pela distância, mas enfim… Não são os meus dois templos preferidos. Antes também visitamos o Pre Rup e agora… ao que interessa:

Pre Rup
O primeiro templo que visitamos, Pre Rup é um templo-montanha, e chama atenção pela sua cor alaranjada. Assim como todos os outros templo, tem os incríveis lintéis que representam cenas da mitologia hindu, no caso abaixo vemos Indra – Deus da Guerra – sobre o Elefante de Três Cabeças:

Banteay Srei
Conhecido como Cidade das Mulheres pelas suas pequenas dimensões e delicadeza. Também é conhecido como a jóia da arte Khmer. Eu não sei vocês mas eu me emociono quando vejo uma coisa dessas:
Perfeito, e nada mais deve ser usado para descrever essas delicadezas.

Kbal Spean
Não exatamente um templo, mas andando 1.5km a partir do ponto e que o tuktuk te deixa você chega a um rio. Seguindo pelas margens do rio você encontra belíssimas imagens encravadas nas pedras. Uma sintonia perfeita entre natureza e arte.
O caminho é bem bonito e no fim você chega a algo que seria uma cachoeira, mas que na época seca fica mais ou menos assim:Andar por todos esses templos é uma sensação indescritível: parece que você se transporta para um outro mundo, consegue imaginar as pessoas percorrendo os corredores, cruzando os portões, chegando nos seus elefantes… que época!!!

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Dicas:

– Você encontra restaurante para almoçar em qualquer lugar. Os preços no menu são muito extorsivos, cerca de $5 dólares, mas aí você diz que é muito caro, que vai comer em outro lugar e eles na hora já baixam o preço para $2. Nós nunca pagamos mais de $2 por um almoço.

– Tenha paciência com as milhares de crianças e pessoas que vão te abordar o tempo todo lá, não seja rude, elas só estão tentando ganhar a vida.

– Várias crianças vão te oferecer livros para comprar lá, o melhor é o Ancient Angkor que é um livro-guia com explicações objetivas sobre os principais templos. Custa entre $5 e $8, não pague mais que $10. É uma mão na roda para quem não for contratar um guia. Como eu disse no post anterior, passar no Angkor National Museum também ajuda bastante a entender o que você vai ver.

– Água, sorvete, água de coco disponíveis em qualquer lugar.

– Não esquecer o chapéu, protetor solar e o óculos de sol, o calor realmente pega. Uma boa opção é acordar cedo para ver o nascer do sol e percorrer os templos antes do calor apertar.

– Alguns templos não permitem joelhos e ombros de fora, vista-se decentemente ou leve uma canga para se cobrir.

Os templos de Angkor

Bom, os templos de Angkor no Camboja são o ponto alto de qualquer pessoa que está viajando pelo Sudeste Asiático. Todas as pessoas que você conhece durante o caminho estão indo ou voltando de lá. É possível comprar um ticket que dá acesso ao complexo por 1 dia ($20), 3 dias ($40) ou 1 semana ($60). O ticket de 3 dias pode ser usado dentro do período de 1 semana, não precisa ser 3 dias consecutivos e o de 1 semana pode ser usado no período de 1 mês. Qual ticket comprar? Na minha opinião 1 dia só não vale a pena, tem muita coisa mesmo para ver, se visitar só um dia vai ter que passar correndo pelos templos. Já o de 1semana acho que é um pouco de exagero, a menos que você queira fazer tudo com muita calma, apreciando bem devagar, vendo cada detalhe… 3 dias é perfeito!

A civilização Angkor dominou a atual região do Camboja de 802 d.c. até sucumbir em 1431. O que sobrou dessa grande era são mais de 1000 ruínas de templos, que vão desde escombros até o símbolo nacional do país: o Angkor Wat. Eu não vou entrar muito em detalhes sobre a história de cada templo ou a história de Angkor porque isso tornaria o post gigante, então aqui vou ser mais prática e mostrar apenas os lugares mais interessantes que visitamos. A cidade base para se visitar os templos é Siem Reap, fica uns 15 minutos de distância de tuktuk.

Eu nunca fui para a Disney, mas imagino que não seja muito diferente da entrada para os templos de Angkor… filas para comprar os tickets, ônibus, vans e tuktuks descarregando os turistas, souvenirs vendidos em todos os lugares, fila para ver o pôr do sol…
No primeiro dia visitamos Pre Rup e outros templos mais distantes, Kbal Spean e Banteay Srei. No segundo dia visitamos os mais populares: Angkor Wat, Angkor Thom e Ta Prohm. No terceiro dia demos uma pausa, descansamos e fomos para o Museu Nacional. No último dia voltamos a Angkor Thom, vimos uns templos menores, o Terraço dos Elefantes, Preah Khan e repetimos Ta Prohm. Minha sugestão é chegar em Siem Reap e visitar o Angkor National Museum. Custa $12 a entrada ($6 se você tiver a carteirinha de estudante), mas vale muito a pena. Acho que não é nenhum exagero se eu disser que é o melhor museu que já visitei. Se você visitar o museu antes dos templos vai conseguir entender muito mais tudo o que for ver nos próximos dias. As legendas e placas são todas escritas em inglês, contam a história da civilização Khmer, dos reis, dos templos, os deuses do hinduísmo…. é maravilhoso! O museu é lindo, todo organizado, bem explicativo, limpo, bem cuidado… sem mais! Vamos aos templos:

Angkor Wat
A estrela das estrelas, a cereja do bolo, o feijão do arroz… o Angkor Wat. Está em todas as notas de riel (a moeda do Camboja), na bandeira do país, nas colherzinhas das barracas de comida… É símbolo do orgulho nacional e a maior estrutura religiosa do mundo. As pessoas geralmente assistem o pôr do sol no Angkor Wat ou acordam às 4h da manhã para ver o nascer do sol. Claro que fomos muito preguiçosos para isso. Se você for subir na torre mais alta, leve sua garrafinha de água e esteja vestido com roupas decentes, caso contrário terá que fazer como eu: tive que pagar 1 dólar para pegar uma camiseta suada emprestada e poder subir. Eis a vista a ser apreciada:

Não só o Angkor Wat, mas todos os templos estão cobertos de detalhes e inscrições preciosas pelas paredes, tetos e portas. É muito incrível poder andar pelos templos e tentar imaginar como eram as vidas das pessoas que passavam por ali. Abaixo detalhe das Apsaras.

Angkor Thom

Angkor Thom foi a última e mais duradoura capital do Império Khmer, não é exatamente um templo mas sim uma cidade. O portão de entrada é incrível, com os Devas (deuses) de um lado e as Asuras (demônios) do outro, todos segurando a Naja de Sete Cabeças para bater o Oceano de Leite (foto acima). Estou apaixonada pelas lendas do hinduísmo. Dentro de Angkor Thom tem um dos meus templos preferidos:

Bayon
As cabeças de Bayon continuam um mistério. Não se sabe exatamente quantas cabeças haviam e nem o significado dela. Talvez o sorriso plácido tenha suas raízes no sorriso de Buda ao ser iluminado, talvez sejam a representação do rosto do Rei Jayavarman VII, talvez as 4 cabeças do Deus Brahma…  Vamos dizer que é a Monalisa dos templos…

Ta Prohm
Claro que nem tudo pode ser conhecido pela beleza e sim por já ter aparecido em filme né.. É o caso de Ta Prohm, que ganhou fama por ter aparecido em um dos Tomb Raiders (tem mais de um Tomb Raider?). Oh a Angelina Jolie dando uma palhinha aqui no blog…rs…
Agora momento realidade: Até agora mostrei umas fotos que consegui tirar sem muita gente atrapalhando… Mas os templos nem sempre são tão vazios assim. Dá uma olhada na cara do Imré (um hungaro que fizemos amizade) puto, tentando tirar uma foto:
Não tem jeito, é invasão total de chineses e coreanos principalmente…rs..

Preah Khan
Preah Khan… um dos meus quatro favoritos para finalizar o post.

Na foto abaixo a escultura de uma linga… símbolo fálico que representa o Deus Shiva. Você vai ver isso em tudo quanto é canto. Ficamos um bom tempo ali perto observando os diversos guias que passavam lá, explicando em várias línguas… e no final sempre as mesmas risadinhas dos turistas, provando que a linga é universal!

Cansou de ver templos? Não cansa não que no próximo post tem mais! 😉