Beijing código 798

Bem, enquanto percorríamos a China, antes de chegar em Beijing, cruzamos com vários viajantes que possuíam um conselho que fazia os olhos de quem contava brilhar: “Vocês TEM que ir para o 798!”. O que a princípio parecia ser um código secreto aos poucos foi ficando mais claro: o 798 é uma espécie de bairro incrível das artes de Beijing… Vamos pensar em uma Vila Madalena de São Paulo só que em ruas que abrigavam um antigo complexo de fábricas… chaminés, maquinarias desativadas e paredes com os tijolos expostos que guardam dentro de si mundos coloridos.
Nas ruas do complexo, arte inusitada para tudo quanto é canto, as esculturas mais cool que eu já vi junto à paredes desenhadas que pareciam querer gritar alguma coisa.

Construído nos anos 50, o 798 era uma das fábricas militares responsáveis pela fabricação de eletrônicos. Depois de abandonado, artistas começaram a usar esses espaços como ateliês e hoje galerias, cafés charmosos e lojinhas com bugigangas descoladas autenticamente Made in China compõem um universo bastante inusitado. Bem vindos ao 798, o Distrito das Artes!

Para chegar até lá, há várias opções de ônibus, o Lonely Planet indica pegar o metrô até a Sanyuanqiao Station e depois pegar o ônibus 401 até Dàshanzi Lukonuan. Nota: Os ônibus tem um marcador de cada ponto em que para, as luzinhas vão se acendendo… Então você pode ficar de olho para poder descer, mas é sempre bom levar o nome do lugar anotado em um papelzinho.

Fiquei só um pouco decepcionada com as lojinhas… estávamos no fim da viagem e na pegada de levar algumas lembrancinhas bacanas, mas não encontramos nada muito surpreendente que já não tivéssemos visto antes… Cavando muito é possível tirar alguma coisa de lá, mas ainda sim, muita coisa que eu acabei vendo no bairro da Liberdade (em São Paulo) depois.

A maioria dos restaurantes são caros, muito caros mesmo… No primeiro dia em que visitamos o 798, acabamos comendo num lugar caro, mas no segundo dia – sim, nós fomos lá duas vezes! – conseguimos encontrar alguns restaurantes mais em conta em ruelas estreitas. O bairro é bem grande, e vale muito tirar um dia para explorar todas as suas galerias.

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Xinglingling: em Beijing!

Olha só gente… vou pedir desculpas desde já, mas os posts de Beijing estão meio desfalcados em relação à informações de como se chegar aos lugares ou valores de comida, ingressos, etc., porque só estou escrevendo ele hoje – dia 4 de outubro – ou seja: 3 meses depois de ter voltado da Ásia! Posso recompensar colocando mais fotos do que o normal?

Começamos com os clássicos da cidade, aquelas atrações que se você contar que foi para Beijing e não visitou, vão te olhar torto e dizer: “Então você não foi para Beijing!”

Water Cube e o Bird’s Nest
Tanta coisa para fazer em Beijing… e na primeira noite resolvemos visitar o famoso Cubo D’Água e o Ninho de Passarinho, ambos construídos para abrigar as competições olímpicas em 2008. À noite é bonito de lascar… não chegamos a entrar, mas a grandiosidade do Parque Olímpico com os ginásios iluminados, faz o céu escuro mais bonito. Mesmo com chuva.
Oh yeah! Fácil de chegar, tem uma estação de metrô que te deixa na cara!

Summer Palace
A corte imperial também tem que descansar, e em vez de uma casa de praia com vista para o mar, porquê não um complexo de jardins, pontes, pavilhões e corredores em volta de um gigante lago artificial? Soa muito megalomaníaco? Na China é assim!

Apesar do nome – Palácio de Verão – no dia em que fomos visitar o complexo, não achamos tão Verão assim… explica-se: estávamos debaixo dos famosos céus poluídos brancos de Beijing.

Tá vendo alguma coisa? Bemmm lá no fundo?

Comprando o ticket simples você tem acesso ao complexo… mas não tem acesso à outros lugares fechados lá dentro. Você pode optar por comprar o ticket simples e pagar individualmente por esses lugares fechados ou pode comprar o ticket completo, que é mais caro e te dá acesso a todos esses outros lugares fechados. Nós optamos pelo ticket simples e pagamos apenas para visitar o Temple of Buddhist Incense que oferece aquela vista arranca-toco do topo. Um céu azul e um sol amarelo não fariam mal, juro!
O complexo é enorme… se você tiver pernas fortes e disposição… dá para passar sim o dia inteiro lá passeando! Você pode percorrer o perímetro do lago a pé, ou pode alugar um barquinho para cruzar o rio.

O marble boat (barco de mármore)

Eu já contei mais de mil vezes que nós já tivemos uma overdose de templos chineses antes de chegar em Beijing, mas ainda sim o Summer Palace tem alguns detalhes que tocam até a vista mais enjoada.

Não toca?

O Imperador mal sabia que um dia poderia chegar de metrô no Summer Palace. Só descer na estação Beigongmén e dar uma andada rápida.

Forbidden City
A Cidade Proibida, já não mais tão proibida assim… Ai se o Imperador dá um flagrante numa cena dessas:
Cabeças vão rolar. A Cidade Proibida é uma loucura de multidões. Ponha a meia de algodão, o óculos de sol e encha seu espírito de paciência. Sério, isso bodeou muito. Confesso que ir na Cidade Proibida foi muito mais uma obrigação do que um prazer. Cruzamos meio sem paciência por ela e foi um alívio se livrar das multidões. Não quero que vocês achem que estou brincando, mas deem uma olhada:
Aha! Achou que ia tirar uma foto sozinho com a Cidade Proibida no fundo né? Calma, você ainda tem chance. As pessoas se amontoam em lugares específicos, por vezes é possível ter alguns momentos de escape – e poesia – em plena Cidade Proibida.
E aqui vai uma dica-amiga: ao sair da Cidade Proibida, cruze a rua e dê uma passada no Jingshan Park, subindo até o topo do morro que tem lá. Nosso melhor contato com a Cidade Proibida, foi a vista livre que tivemos lá de cima.

O amiguinho aí já entendeu como ver a Cidade Proibida sem ser importunado.

Temple of Heaven

Ops! Agora podem me olhar torto e dizer que eu não estive em Beijing, não visitamos o temple of Heaven. Fica para a próxima! 😉

>>>> DICAS
É verdade que chegar cedo nos lugares evita as multidões? Pode ser que evite sim, mas não por muito tempo. Chegar cedo vai te dar apenas alguns minutos a mais de ar puro e vai te deixar de mau humor pelo resto do dia por ter acordado cedo. Vale a pena? Eu e o Rô desistimos de lutar contra as multidões, tem que ir para o lugar sabendo que você vai encontrar milhares de turistas e… paciência! A China é dos chineses.

Cotinuamos nos arredores de Beijing nos próximos posts!

O que tem de errado nesta imagem? Resposta: Uma chinesa andando sozinha.