Fui pra lá: Shangri-la!

Em Lijiang fomos até a estação de ônibus e por 70yuans compramos nossa passagem de ônibus para Shangri-la. Muita lama e um acidente no meio do caminho fez nossa viagem durar cerca de 5h em vez das 4h usuais, mas a construção de uma nova via expressa promete aliviar a estrada para os futuros viajantes. Mas tudo bem, além da paisagem do caminho ser incrível, o nosso ônibus tinha uma ótima seleção de filmes trash chineses, contando com o Missão Impossível 3.

Havia uma paisagem no meio do caminho…

Chegar na cidade foi um alívio, o número de turistas é infinitamente menor comparando com Lijiang. Até alguns anos Shangri-la era chamada Zhongdian, mas numa jogada de marketing e numa tentativa de se tornar um pólo turístico como Lijiang, a cidade mudou seu nome para Shangri-La, a cidade mística do livro Horizonte Perdido de James Hilton. A cidade está no caminho para se tornar a nova Lijiang com as inúmeras lojinhas de souvenir, restaurantes e cafés carinhos na Old Town, mas ainda está longe de atrair as enormes multidões de Lijiang. Ainda bem. Acho que um dos principais fatores é a altitude: os 3.200 metros acima do nível do mar podem ser um empecilho para muitos turistas. Nunca para mim! Compro uma máscara de oxigênio, mas não saio de Shangri-la!

A old town é bem pequena e acho que em um dia já é possível dar a volta inteira nela. As casas são diferentes de tudo o que já vi na minha vida. Isso que eu gosto na China, cada cidadezinha que chegamos tem suas particularidades e isso me mostra como o ser humano pode ser tão diverso e criativo, mesmo dentro de um mesmo país.
Shangri-la é linda com um pézinho no Tibet. É como se entrassemos em um outro país. As crianças com os rostos queimadinhos, os artesanatos coloridos, o vento gelado, me lembrou muito a Bolívia que é um dos países que mais gosto no mundo.

No lugar da lhama o iaque, por sinal dois animais muito saborosos – e me desculpem por pensar em comida quando falo em animais! =(

Iaque… hummm delicioso! Digo! Lindo!

Estávamos andando pela cidade quando resolvemos entrar em um Museu que viemos a descobrir: o tema era a Grande Marcha comunista enaltecendo os Guardas Vermelhos. Fiquei absolutamente chocada ao ver como a História é distorcida, não dá para ler as explicações sem sentir raiva. Isso me lembrou o dia em que estávamos num quarto compartilhado em KunMing e começamos a conversar com um chinês. Ele disse: Nossa, mas eu não entendo porque estrangeiros precisam de permissão para entrar no Tibet. Quer dizer: os caras não fazem absolutamente a menor idéia do que acontece no Tibet,  na China ou fora da China. A informação é totalmente controlada e a História é distorcida ao bel-prazer do Partido Comunista. Ouvi dizer que a programação da TV tem um atraso de 9 segundos que é o tempo suficiente para a censura tirar o canal do ar caso haja algo contraditório ao Partido.

Bem, Shangri-la foi uma das minhas cidades preferidas da viagem e achei que um post já mostrando tudo sobre Shangri-la não seria justo… Tem que rolar uma strip-tease, mostrando tudo aos pouquinhos… Já tiramos algumas peças de roupa de Shangri-la, no próximo post vemos a cidade toda nua, especialmente para vocês! 😉
Desenhos do post diretamente do Incrível Caderno de Viagens do Rômolo.

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Uma resposta em “Fui pra lá: Shangri-la!

  1. Nã,
    comecei a ler de Shangri-La, mas achei tão próximo daquilo que eu tenho vontade de fazer que voltei para o primeiro post, lá em 2011…. Fantastico!!!!! Obrigado mesmo…….
    Boa continuação de viagem pra voces…..

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