Feliz 100 dias!!!

Hoje completamos 100 dias na estrada. Não quero voltar e também não estou enjoada. Quando você está com vontade de comer, você come e a fome passa. Quando você tem vontade de viajar, você viaja… e sente mais vontade de viajar ainda. Acho que conseguiria fácil passar mais 1 ano só com uma mochila e o Rômolo. Bem, estamos já no finalzinho da viagem, mais 38 dias e voltamos… Vou colocar aqui um texto que gostaria de compartilhar, li no blog Mochilando pelo Mundo do Rogério que expressa verdadeiramente tudo o que penso sobre viajar. O Rogério deu uma volta ao mundo por 1 ano e o blog dele tem textos incríveis que sempre me inspiraram a fazer o que estamos fazendo. Esse é um dos meus preferidos. O blog dele está linkado ao lado.

Minha casa e meus pertences

Um dia conversando com uma amiga, ela me perguntou como é ficar esse tempo todo sem nada. Peguei um susto pois achava que tinha tudo. Na hora fiquei sem resposta e fiquei pensando sobre isso por uns dias. Deveria ter respondido assim:

Tenho um quarto que nem sempre é só meu mas não me importo em dividi-lo. Ele está sempre diferente, ora com uma cama de solteiro, ora com várias beliches, para não enjoar. A decoração também sempre muda: a cortina, os quadros da parede e a mesinha nunca permanecem no mesmo lugar. A vista da janela, que engraçado, está sempre mudando, tem umas horas que vejo e tem uma praia, depois tem um templo, outra hora eu me espanto e só vejo prédios e quando eu volto só vejo montanhas. Tem vezes que o quarto nem é meu, mas o dono faz com que eu me sinta como se estivesse em casa, então pronto, o quarto agora é meu também.
Meu guarda-roupa eu carrego nas costas, ele não tem prateleiras, gavetas e nem cabides mas tem todas as roupas que preciso, um chinelo e um tênis. Basta. As coisas mais importantes de uma estante andam comigo: livros, computador, caderninho de anotações e uma caneta. Porta-retrato? Não preciso, penduro na memória a imagem do lugar ou das pessoas que gosto. Agenda também não se faz necessária, vou resolvendo os compromissos à medida que eles surgem, não tem nada preestabelecido, a ordem do dia é ditada de manhã ou na noite anterior. Tenho sempre cama com lençóis limpos e levo minha toalha, que na verdade não é uma toalha de verdade e sim uma fralda da Sofia (minha afilhada) que enxuga muito bem, seca rápido e não pesa nem ocupa espaço.

Não uso relógio, hora de comer é quando me dá fome, hora de dormir é quando não aguento mais de sono, hora de voltar para casa é quando estou cansado e a hora de sair é quando termino de trocar de roupa. Se não tem viagem marcada, a hora de acordar é quando o corpo acha que descansou o suficiente.

Tenho uma máquina fotográfica, que se encarrega de congelar e eternizar as cenas que tenho visto. As imagens capturadas por ela ajudam a dar forma nas histórias que conto e vão me fazer viajar quantas vezes eu quiser depois que eu voltar pra casa.

Tenho sempre banheiro, seja ele perto do meu quarto ou em algum lugar pelo caminho. Ultimamente muitos de meus banheiros nem tem vaso, só um buraco no chão mas faz o mesmo efeito. O que poderia estar na prateleira, levo numa pequena bolsa: escova, pasta, sabonete e desodorante.

A sala de estar eu troco sempre, algumas tem televisão que nunca assisto, outras têm sofás onde sentam pessoas que não conheço. Taí uma boa oportunidade de fazer novas amizades e trocar uma ideia. Ás vezes tenho estantes na sala com outros livros, revistas, jogos que nem sei jogar… Mas normalmente, na sala de casa sinto uma atmosfera vibrante, cruzo com pessoas sentadas no mesmo barco que eu e estão remando para lugares aonde já fui ou pra onde estou indo.

Tenho usado bem pouco a cozinha, tenho sempre quem cozinhe pra mim, não preciso de panelas, fogão e liquidificador. O menu é sempre diferente, escolho o que me apetece e o que minha curiosidade pede. A mesa e as cadeiras estão sempre dispostas de forma diferente no café, no almoço e no jantar. Não tenho aquele monte de coisa amontoada na gaveta nem no armário: peço emprestado o prato ou a tigela, o copo e os pauzinhos (talheres). O bom é que não preciso lavar tudo depois, é só levantar e sair. Não tenho geladeira, mas sempre tenho sempre minha garrafa pra beber água depois de escovar os dentes antes de dormir. Não tenho minha goiabada pra comer depois do almoço, mas sempre acho um mercadinho para comprar um doce.

Sem dúvida, a parte da minha casa que mais gosto é o quintal. Ele também sempre muda cada vez que passo pela porta. Acho que não é uma porta, é um portal mágico. Lá nem sempre as pessoas falam a mesma língua ou têm a mesma religião. As fisionomias mudam assim como a moeda que elas usam para comprar coisas tão diferentes. Tem hora que estou no meu quarto, tão compenetrado no que estou lendo ou escrevendo, que até esqueço que no meu quintal tem um outro mundo completamente diferente. No meu quintal não tem plantas para regar, um cachorro abanando o rabo pra mim e nem roupas no varal, mas tem o que me deixa profundamente feliz: o mundo.

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Feliz 100 dias de viagem Rômolo!!! =)

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Será o fim?

Poxa pessoal… eu achei que ia conseguir postar da China mas estou tendo sérios problemas. A internet é horrível e não consigo acessar o wordpress, nesse momento estou postando por e-mail. Não sei se o problema é do lugar em que estamos agora, em Yangshuo, porque antes eu estava conseguindo acessar de Guangzhou, mas aqui o freegate não está funcionando… vamos aguardar cenas do próximo capítulo, continuarei escrevendo e postarei tudo quando for possível, mas no momento a previsão é ficar na China até a volta para o Brasil em 4 de julho…

Nos vemos?

p.s.: continuo vendo os comentários porque eles chegam no meu e-mail, só não consigo responder =(

Comidinhas do Vietnã

Tailândia que me desculpe, mas… finalmente você encontrou um adversário à altura. Para um país ser o meu preferido, tem que ter uma boa mesa, e o Vietnã preenche esse quesito com excelência. Escrever esse post já está me deixando mal, não dá para esquecer que não vou voltar a comer tão cedo essas iguarias. A média dos preços dos pratos apresentados aqui varia de 2 a 3 dólares.

Rolinhos primavera

Rolinhos do Family Restaurant em Hue

Cada lugar é uma surpesa… Você nunca achou que rolinhos primaveras poderiam ter tantas vertentes. Os fresh spring rolls são bem populares e podem ser encontrados em qualquer esquina decente.
O meu preferido sem dúvida é esse que comemos no Vi Café Restaurant em Hoi An, um restaurante super simples. Olha essa casquinha que única!!!
Isso é amor! Bem, Hoi An para mim é a campeã de melhor comida do país. Ainda nesse mesmo restaurante é possível comer duas outras especialidades da cidade:

Lao Cao
Fried Wonton
Ai. Que fome. Juro. O Wonton também pode ser encontrado na sua versão de sopa.

Sanduíche da esquina
Não se deixe enganar pelo jornal sujo que envolve este que é um dos clássicos do Vietnã. Custando por volta de $0,50 é o seu companheiro de aventuras ideal: Barato e cheio de energia. Molhos misteriosos e recheios aleatórios mudam a cada esquina. Em Hanoi você também encontra os mais maravilhosos e saborosos kebabs do mundo, de deixar turco com inveja.

Hot Pot
No melhor estilo Faça Você Mesmo, os hot pots são as mais interativas refeições que você vai ter no Vietnã. Bem, nunca sabíamos o que colocar para ferver e em que ordem, éramos a alegria dos garçons – ou mais precisamente: motivos de chacota.

Antes…

Ajuda da mocinha para o Durante…

E o minimalismo do Depois.

Um hotpot custa em média entre 100.000 e 200.000 dongs ($5 e $10) e era na medida certa para mim e para o Rô.

Mais comidas interativas? Vamos lá. Acho que o meu muso inspirador é o Quan An Ngon restaurante em Hanói. Cada refeição lá era um deleite, um desejo de ter dois estômagos para poder comer todo o cardápio (que horror!). Não se deixe enganar, a figura abaixo esconde um fresh spring roll.
Bem, eu não sabia por onde começar quando o prato chegou a mesa, mas sempre tem um anjo (ou uma babá!).
Ahhhh… então tá bom! Não deixe também de experimentar o White Rose, bolinhos com massa de tapioca (?) gelatinosa envolvendo delicados pedaços de camarão e porco num molho que é inexplicável. A musicalidade do sabor é inversamente proporcional à qualidade depressiva da foto.
Sabe o que é pior? Estou escrevendo esse post em Hong Kong às 00:37 da madrugada, temos que acordar cedo para começar a viajar pela China amanhã e todo esse post já está muito distante da minha realidade. Vou dormir, quem sabe não sonho que estou de novo comendo no Vietnã… boa noite!

E um cafezinho vietnamita para fechar 😉

Lembrete: Não deixe também de provar as maravilhosas panquecas oleosas vietnamitas!

Hanoi e adeus Sudeste Asiático

Muita gente reclama que Hanoi não tem nada para fazer, que os vietnamitas de lá são rudes, que a cidade é estressante, que é uma cidade feia… mas uma coisa é certa: Hanói é uma das cidades mais autênticas e pulsantes do Vietnã. Hanói sabe ter seus bons momentos.
Basta dar uma andada pela manhã para sentir que a cidade está se movendo… e muito!
Vietnamitas comendo suas sopas antes de ir para o trabalho, as motos buzinando, aquele trânsito de sempre, vendedoras com seus chapéus cônicos vendendo frutas… Tenho a impressão de que os vietnamitas comem o dia inteiro e isso faz da rua um enorme restaurante a céu aberto. São tantos cheiros bons e tantas opções que você fica realmente atordoado. Se você não encontrar uma moto barrando seu caminho na calçada, provavelmente vai encontrar uma mesinha, uns banquinhos minúsculos, e os vietnamitas sentados em grupo comendo sementes de girassol e tomando chazinho.

O momento mais intenso do dia é no fim da noite, quando todos os vietnamitas invadem a calçada novamente para praticar uma das minhas artes preferidas que é – adivinhem? – comer de novo. Por volta das 22h, como num toque de mágica, tudo desaparece, a cidade adormece e tem seus poucos momentos de paz antes de acordar novamente com as buzinas.

Bem, quando não estávamos lutando contra o cansaço pelo calor, estávamos explorando a cidade. Seguem algumas das nossas pequenas aventuras na nossa última parada no Sudeste Asiático.

Water Puppetry Show
Algum dia alguém achou que era legal misturar marionetes e água e aí nasceu uma das mais bizarras tradições do Vietnã. Pagando a partir de 60.000 dongs, você consegue pegar um ótimo lugar para assistir a famosa apresentação de Marionetes na Água com uma grupo musical ao vivo mais do que excelente! O show é bizarro, porém muito divertido, faz Chuck, o Boneco Assassino parecer um ursinho de pelúcia depois disso.

Ho Chi Minh Mausoleum
Seguindo ainda a temática “bizarrices” e adicionando um pouco de morbidez, vá visitar o corpo embalsamado de Tio Ho no Ho Chi Minh Mausoleum. Sabe parque de diversões, quando você fica duas horas na fila para curtir 2min de montanha russa? Ficamos 20 min na fila para ver o corpo embalsamado por 1 minuto, os guardas mantém a fila andando constantemente e você não pode parar para confirmar se ele é feito de cêra ou não. De qualquer forma, ainda é bizarro e de arrepiar. Proibido tirar fotos.

Arts Fine Museum
Ah, esses Museus de Belas Artes do Vietnã são fantásticos! Daqueles em que se passa tranquilamente uma tarde observando cada obra detalhadamente. Muitos dos artistas que estão no Museu de Belas Artes de Saigon também estão nesse.

Ngoc Son Temple
Um pedacinho raro de paz em Hanói, esse pequenino templo no meio do Hoan Kiem Lake não cobra menos de 20.000 dongs para abrigar os forasteiros ávidos por um momento de descanso. Mais interessante do que o templo em si são os velhinhos aposentados que se reúnem lá para longas partidas de xadrez chinês.
Vietnam Museum of Ethnology
Apresentando um panorama dos mais diversos grupos espalhados por todo o Vietnã, o museu explica com ricos detalhes um pouco mais dos costumes e culturas de todas essas etnias. Uma coisa bem interessante são umas casas reais que eles construíram nos fundos do museu, com diversas formas de moradia usadas pelos vietnamitas. Não vou mentir, nesse dia o calor me venceu mais uma vez e passei boa parte do tempo na frente de um ar condicionado me segurando para não desmaiar. Ainda bem que eu tenho um namorado dedicado e saudável que explorou o museu todo sozinho e que me contou que os 80.000 dongs que se paga de entrada valeram muito à pena. Se você ficar hospedado no Old Quarter, que é onde 98% dos turistas se hospedam, o Museu ficará muito longe. Nesse caso, pegue o ônibus de número 12 no sul do Hoan Kiem Lake por apenas 3000 dongs e voilá! Faça como nós: peça para um amigo vietnamita escrever num papel aonde você quer ir e descer e mostre para o motorista. Simples, rápido e sem extorsões.

E para fechar… não, não vou dizer que uma das coisas mais legais é dar a volta no lago (como eu sempre recomendo haha), mas sim comer!!! Hanói foi feita para se comer, para sentir música com o paladar, e você tem que se matar de comer ali ou não fará jus à cidade. Meus dois lugares favoritos para comer: em 1° lugar Quan An Ngon que eu já citei no post anterior, e em 2° o New Day restaurante. Claro que terei que fazer um post exclusivo sobre todos os pecados que cometemos à mesa nesse país mais do que incrível.

Nós já saímos do Vietnã, mas o Vietnã ainda não saiu de nós, ainda temos alguns posts para terminar de dizer tudo que preciso sobre o mais querido país no Sudeste Asiático – minha humilde opinião…rs… Voltamos com muita comida e mais choques culturais nos próximos posts!

Halong Bay

Há duas perguntas: Como foi Halong Bay e como foi o tour por Halong Bay?

Halong Bay foi assim:

Atração boa que se preze tem que aparecer em nota de dinheiro!

Muito agradável para os olhos, não é mesmo? Sinta-se dentro de um filme.

De caiaque por Halong


Já o tour… Ai meu Buda. Vou entrar em depressão se eu começar a falar sobre o tour. Foi o pior que já fizemos na vida!!! Pegamos o tour de 2 dias e 1 noite, justamente com uma das piores agências que existem: a APT Travel. No ônibus estava escrito Joy Tour e o Viagem Afora já havia avisado que essa era a pior empresa do mundo, inclusive já rolou naufrágio lá…rs… mas sobrevivemos! Pagamos $40 que foram praticamente jogados no lixo. A culpa não foi inteiramente nossa, quem indicou foi um amigo israelense, ele disse que tinha sido incrível, mas… almoço ruim, tour ruim, várias paradas do ônibus no caminho em loja de souvenir, barco superlotado e caindo aos pedaços, guias que não estavam nem aí para você, não nadamos, não mergulhamos. Sério, jogaram a gente num hotel cheio de puteiro do lado. Sorte mesmo que conhecemos pessoas muito queridas no tour, o Tommaso – um italiano super gente boa – o Jack – um russo muito engraçado – e a Cristiana – uma vózinha suíça muito, mas muito fofa!!! Ela disse que agora que se aposentou vai começar a viajar! Uma coisa muito engraçada é que estávamos no ônibus e ela comentou comigo:
– Nossa, a coisa que mais fiquei chocada aqui em Hanoi são os cabos elétricos. Você viu que zona? Tudo passando pelo ar! Que perigo!
Ao que respondi meio envergonhada:
– Poxa… nem tinha reparado! Em São Paulo é igual!

Cristiana e seu super binóculos

Lendo agora tudo o que aconteceu é até engraçado, mas eu fiquei de muito mau humor no dia. Daí quando voltamos para Hanoi o Rô sugeriu para jantarmos no Quan An Ngon que ele já sabia que era o lugar que eu mais tinha gostado de jantar na cidade. Saí de lá com o humor tão bom, que parecia até que o tour não tinha sido tão mal…rs… sério esse lugar é incrível, uma das comidas mais deliciosa do Vietnã!!! Qualquer coisa que você pedir vai ser boa. Gastamos $5 cada um no jantar (que para os padrões do Vietnã foi um super luxo) mas saímos de lá felizes como nunca. Para completar achamos o guia original da China do Lonely Planet numa lojinha de esquina quando voltávamos para “casa”. Vocês não tem idéia de como rodamos a cidade atrás de um livro original, fomos em quase todas as livrarias grandes de Hanoi e eles só tinham os fakes. E essa tiazinha da livraria ainda não queria que a gente levasse o original. Ela disse:
– Não, o original é muito caro! Comprem a cópia que é mais barata…
– Mas nós queremos o original!
– Tá bom… eu comprei o original para fazer as cópias – respondeu ela com um sorrisinho inocente no rosto.

Dicas:
Acho que já ficou bem claro, né? Não vão com a APT Travel ou com a Joy Tour, se você comprar no hotel pergunte antes qual é a agência. As vezes o barato sai caro, vale a pena pagar um pouco mais caro e ter um dia excelente por Halong Bay. Ouvi falar que o tour comprado no Hanoi Backpackers é carinho mas muito bom. O Lonely Planet recomenda a Handspan e a Ocean Tours.

A forma mais prática de ir até Halong Bay é comprar um tour de Hanoi. Halong Bay fica a cerca de 3h de distância de ônibus. Não compre o seu tour antecipado, deixe para comprar em Hanoi onde há mil opções e é mais barato. Uma forma mais independente de viajar sem tour é ir até Halong City ou Cat Ba Island e arranjar seu esquema lá.

Dicas dadas e agora, por favor, façam um tour bem bonito por nós! 😉

Hue: na Cidade Imperial

Ngo Mon Gate

Há muito tempo atrás, quando o Vietnã nem sonhava com a Guerra entre o Sul e o Norte, Hue cumpria o seu papel de capital do Império. Sob o comando de 13 imperadores da dinastia Nguyen, muitos anos se passaram – de 1802 a 1905 – até que o Imperador Bao Dai abdicasse do trono em favor dos interesses revolucionários de Ho Chi Minh.

A Cidade Imperial, rodeada por um muro à beira do Perfume River teve seus dias de ouro quando Hue ainda era a capital política. Após sofrer bombardeios em diversos momentos da História, a Cidade segue por um belo caminho de restauração.

Enquanto pode-se caminhar livremente dentro dos muros da Cidade Imperial, paga-se 80.000 dongs para cruzar os muros da Imperial Enclosure, e é bom chegar cedo, não pelos turistas… mas pelo calor, que pelo menos em abril chega a bater 40graus em Hue. Com certeza lembrarei da temperatura “agradável” junto aos lindos templos e palácios que vimos quando me recordar da cidade, rs…

Quando você entra no Thai Hoa Palace, pode assistir alguns vídeos explicativos sobre o complexo. Fora isso, as construções possuem pequenas placas suncitas em inglês indicando suas antigas funções. Também é possível comprar água e snacks lá dentro pelos costumeiros preços extorsivos.

Cenas de um dia de sol conhecendo o que restou da dinastia Nguyen.

Thai Hoa Palace

Num calor de 40° leque não é charme: é necessidade! 😉

Depois demos a sorte de estar na cidade justamente no dia 30 de abril, feriado no país comemorando a rendição de Saigon durante a Guerra do Vietnã. Todas as atrações da cidade eram de graça, e como já havíamos visitado a Cidade Imperial, resolvemos visitar as Tumbas dos Imperadores. São 6 tumbas espalhadas às margens do Perfume River, você pode ir de bike (se estiver bem disposto), de barco, de taxi e de moto. Nós fomos de moto. Pegamos dois tiozinhos sem dentes com um inglês zero e fomos dar um role com eles pelas atrações gratuitas da cidade, pagamos $9 cada um. Bem no final eles nos levaram em duas tumbas, num bunker americano da época da Guerra e no Thien Mu Pagoda. Em dias normais paga-se 80.000 dongs ($4) para entrar em cada Tumba, é bem carinho, mas você pode visitar as três principais: Tu Duc, Minh Mang e Khai Dinh. Putz… sei que fomos na Tu Duc, mas esqueci o nome da outra!!! =(

Tomb of Tu Duc
E Thien Mu Pagoda. Super símbolo da cidade. Dá para ir de bike bem tranquilo.
Atrás do Thien Mu Pagoda tem um Templo e uns jardins bem bonitos.
Sei que umas 4h depois fazendo esse role, com um calor de 40° nós só queríamos voltar para o ar-condicionado do hotel. Agora sobre a cidade… Hue é uma cidade bem normal do meu ponto de vista, vale só pela Cidade Imperial. As tumbas, sinceramente, são bem bonitas, mas você não precisa passar horas em cada uma delas. Pelo preço e pelo que as tumbas oferecem, fico até meio na dúvida se elas valem muito a pena. Mas sacanagem falar isso, tenho que levar em consideração que estava muito quente e que o calor pode ter deturpado as minhas impressões…rs…

Sobre Hue
A cidade é basicamente dividida ao meio pelo belo Perfume River.
De um lado a cidade Imperial, do outro a Cidade Normal…rs… Com 335.000 habitantes não espere uma cidade com climinha de interior como Hoi An, Hue tem trânsito, prédios, buzinas o tempo todo e poucos lugares na cidade para se descansar em paz. É… não foi dessa vez Hue.

Dicas:
Foi bem difícil achar um lugar barato e bom para comer, mas por fim descobrimos o Phuong Nam Café e fomos lá nos últimos dias. É um restaurante bem pé sujo, mas a comida é excelente e muito barata!

Nos hospedamos no Binh Duong Hotel 1, num beco bem interessante cheio de outros hotéis e restaurantes. O hotel era bom pelo preço ($10 o quarto para casal) e os funcionários amigáveis, apesar de insistentes desde o primeiro dia para alugarmos motos e comprarmos passagens com eles. Dá para ir a pé até a Cidade Imperial, mas eu recomendo ir de bike por ser menos cansativo. Se eu voltasse para Hue me hospedaria na rua Pham Ngu Lao que apesar de ser mais agitadinha tinha ótimas opções de cafés e restaurantes.

Foram 3h de viagem de Hoi An até Hue e a passagem de ônibus custou $5.

Um passeio muito popular desde Hue é até a DMZ (Zona Desmilitarizada). A DMZ fica exatamente no centro do Vietnã e dividiu o país entre Norte e Sul na época da Guerra. Você visita vários pontos que tiveram papéis importantes durante a Guerra como os túneis dos vietcongs, por exemplo. Pulamos essa.