Bangkok: um museu, um teatro, um parque

Um barco, uma viagem em cima do capô de um comboio, um ônibus, outro comboio, mais um ônibus, 16 horas. Foi de tudo isso que precisamos para sair de Ko Phi Phi e voltar para a louca e frenética Bangkok. Depois de chegarmos aqui as 5h30 da manhã, peregrinamos muito até achar um hotel decente com vagas. Eis aqui uma cidade que vale a pena dar uma reservada antes caso você esteja pegando a rebarba da alta temporada. Dormimos umas poucas horas até resolvermos começar o nosso dia, já saturados de praia resolvemos ir ao Museu Nacional de Bangkok.

The National Museum Bangkok
Esse é o tipo de museu que faz com que você queira ser dono de um museu. Vou explicar por quê: o acervo é tão mal cuidado, tão empoeirado que faz com que você queira comprar o museu só pra poder limpar e organizar. Paga-se 200 bahts para entrar, um absurdo, visto o estado de conservação em que ele se encontra. Perto dele, arrisco-me a chamar o MASP de Louvre. É uma pena ver um acervo tão rico e com peças tão antigas e cheias de história entulhadas em salas escuras e cheias de teia de aranha – e juro que realmente vi umas 5 teias de aranha nas peças. As salas não tem ar condicionado, apenas ventilador, são abafadas e muitas peças estão detonadas, vê-se que não houve o menor cuidado com a manutenção. Basta ver comos as paredes também estão mofadas. Algumas peças estão sem proteção alguma e continuam se decompondo, além de estarem sujeitas a um empurrão de um visitante mais descuidado. A iluminação é tão ruim que você mal consegue enxergar alguns objetos. Não há nenhum aviso orientando os visitantes a tirar fotos sem flash e ninguém me impediu de entrar com minha garrafa de água.
Também não estarei sendo sincera se disser que não vi algumas salas em melhor estado, algumas inclusive com ar condicionado e mais organizadas.
Uma parte do museu estava fechada para reforma, esperamos que o mesmo se suceda com as demais salas porque dá uma dor no coração ver tudo aquilo tratado com o maior descaso.

Eu curto muito pré-história, ver peças que datam do Paleolítico e do Neolítico. Nesse aspecto o museu conta com uma seção pré-histórica bem interessante, com armas, pedras e utensílios escavados e alguns esqueletos desenterrados.

Outra seção que chamou muito a nossa atenção foi a que falava sobre o tradicional teatro tailandes, pudemos ver umas marionetes assustadoramente incríveis!
As peças contam com legendas em inglês mas que não explicam o significado do que está exposto. São descrições bem genéricas do tipo: “Pedras, vasos, estátua do Buda”.

+ Infos
– Aberto de quarta à domingo, das 9h00 às 16h00.
– Entrada 200 bahts e grátis se você for um monge! =D
Dicas:
– Fica próximo ao Wat Poh e ao Grand Palace, portanto dá para ir em uma caminhada a partir da Khao San Road.
– Visitas guiadas em inglês às quartas e quintas às 9h30 e aos sábados às 10h00. Eu com certeza tentaria pegar um guia, ficamos muito curiosos com várias coisas que vimos lá.
– Tem um restaurante lá dentro que dá para comprar água a 10 bahts.

The National Theatre
Ao ver que o Teatro Nacional ficava próximo ao Museu, resolvemos dar um pulo lá e comprar ingressos para ver alguma apresentação nos próximos 3 ou 4 dias em que ficaríamos em Bangkok. Qual foi a nossa decepção ao descobrir que só rolaria algo lá de novo na próxima semana, quando já teríamos partido de Bangkok. E qual foi a nossa alegria ao descobrirmos que naquele momento estava rolando uma peça de teatro dramática e que como faltavam “só 45 minutos para acabar” podíamos entrar de graça para conferir!!!
Um dia do cão e outro do caçador, e agora era o nosso dia! Depois da conturbada vinda para Bangkok merecíamos esse agradinho.
O engraçado é que só tinha tailandês vendo a peça, só eu e o Rômolo de “gringos”. Então as personagens as vezes falavam umas coisas que todo mundo se matava de rir e a gente ali, boiando! A peça tinha umas danças lindas, música de uma orquestra tailandesa que tocava lá ao vivo. O figurino caprichado, tudo de uma sensibilidade extrema.
Infelizmente, ou melhor, felizmente, não saberei informar a respeito dos preços já que não pagamos para entrar. Mas quanto quer que seja, garanto que só por esses 45 minutos que vimos, vale muito a pena!

Pra completar a nossa volta a “cidade grande” saímos do teatro e fomos para um parque que tem no caminho para a Khao San Road.

Sanam Luang
Já havíamos passado por esse parque num sábado anterior e ele não estava tão agitado quanto nesse domingo. Parecia que estava rolando algum evento relacionado ao Budismo, já que haviam diversas tendas montadas com fotos de budas, livros com monges na capa, diversas pessoas rezando e muitos monges e monjas… (lembrar de verificar o feminino de monge, rs…”.

Tinha também umas tendas vendendo livros e quadrinhos aleatórios e eu não pude deixar de comprar um quadrinho tailandês sobre… sobre… não faço idéia! Só sei que tem monges no meio da história.
Ficamos lá rodando um tempo, fuçando nos livros e vendo o pessoal no parque empinar muita pipa. O parque tem um descampado bem aberto e com uma grama bem cuidada, ideal para essa atividade!
Fecho esse post com a pipa mais legal que já vi voar no céu em todos os tempos. 😉

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Uma resposta em “Bangkok: um museu, um teatro, um parque

  1. Eu gosto bastante de Bangkok!
    Ela nao e tao louca quanto os filmes mostram, mas ela e demais e vale a pena passar uma semana por ai, para andar por tudo, comer um monte e ver os shows bizarros!

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