Luang Prabang: sem o Pause

Ok, já sabemos que o Laos é devagar quase parando… mas não é por isso que você tem que adotar o lifestyle laociano. Segue aqui um post com 5 dicas do que fazer e 1 do que não fazer quando estiver de bobeira pela cidade.

Phu Si
De qualquer ponto da cidade é possível ver o chedi dourado que fica 100m acima da cidade sobre o monte Phu Si. A escadaria para chegar até lá em cima é enorme, mas o monte oferece uma boa vista da cidade e é um bom ponto para se observar o por-do-sol.
Paga-se 20.000 kips de admissão. Quando chegar lá em cima, desça a outra escada e explore as outras partes do monte, você vai encontrar estátuas de Buda, templos e outro ponto famoso: uma marca gigante de pé no chão. Do Buda, claro. Águas e salgadinhos à venda lá em cima.

Monges, tambores e sinos
Não sei bem se isso ocorre todo dia, mas parece que às 4h e às 16h há um ritual em diversos templos onde os monges tocam tambores e sinos. Um templo começa a tocar e depois outro e mais outro… como se sinais estivessem sendo passados, e o som preenche toda a avenida principal. Vá até o Wat Sop na avenida principal para acompanhar o ritual, emocionante!

Ronda das Almas
Diariamente, entre 5h30 e 6h da manhã os monges se enfileiram para receber a oferenda que será a refeição do dia. A comida é oferecida por mulheres que ficam ajoelhadas ao longo da calçada enquanto os monges passam. Claro que já virou um evento super turístico, com direito à várias vans descarregando turistas na rua em plenas 5h da manhã. Nós não acordamos para ver isso, mas foi coincidência termos chegado na cidade às 5h da manhã justamente quando os monges passavam por ali. Por favor, não façam como os turistas sem noção que estavam por lá e ficavam jogando os flashs na cara dos monges. Outra coisa são os vendedores tentando se aproveitar de algo que deveria ser um ato de generosidade, eles vendem comida para os turistas darem para os monges. É mole? Parece que o principal ponto da Ronda das Almas é na avenida principal. Então lembre-se: acordar cedo e deixar o flash da máquina desligado! 😉

Royal Ballet Theatre
Por a partir de 100.000 kips você pode presenciar a trupe do Royal Ballet encenando uma clássica peça laociana. Há 3 setores com preços diferentes, mas garanto que o teatro é pequeno o suficiente para você poder apreciar a performance pagando o assento mais barato. Diferente da peça que vimos no Teatro Municipal em Bangkok, a apresentação é totalmente feita para gringos, o que até dá um ar meio fake para tudo. Mas se você estiver afim de um programinha sossegado no fim da tarde, vale a pena checar.

Royal Palace Museum
Entrada: 30.000 bahts
O ingresso é 3 em 1: Dá direito a ver a exposição principal, outra exposição sobre carros antigos reais e outra temporária, no nosso caso, uma de fotografias. Bem sinceramente? Não achei que valeu a pena, achei o museu beeem fraquinho… Na verdade o Royal Palace Museum era um dos antigos palácios do Rei Sisavangvong que depois foi convertido em museu, então o que você vai ver lá são coisas do tipo: Quarto do rei. Sala de música do rei. Presentes que o rei ganhou. Já a exposição de carros não passa de uma garagem com alguns carros jogados lá de qualquer jeito e as descrições de quando foram usados pelo Rei. A menos que você seja um aficcionado por carros antigos ou pelo tal do Rei… vai gastar os 30.000 kips com gosto.

Dar uma volta

Andar sem compromisso pela cidade, ver o pôr do sol e os barquinhos passando pela prainha do Mekong… É de graça e faz bem para a vista e o coração.

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Luang Prabang: nas águas de Tat Kuang Si

*** NOTA: Esse post continha nosso relato de passeio de elefante. Ainda bem que a gente muda. Não acho mais isso legal, não acho bacana explorar os animais desse jeito, mesmo que os cuidadores aleguem que os animais são bem tratados. Não tem como saber, e mesmo se fossem bem tratados eu não faria de novo em respeito aos animais. Por isso resolvi apagar esse relato do blog, para não incentivar esse tipo de turismo.

No dia seguinte visitamos uma das principais atrações de Luang Prabang: as cascatas e a cachoeira em Tat Kuang Si. O tuk tuk queria cobrar 180.000 kips para levar nós dois. Dissemos que era muita coisa e que só pagaríamos 100.000 (50.000 para cada). Esperamos 20min até que ele encontrou mais duas pessoas e fechamos esse preço mesmo. Sei que se você conseguir mais gente para pegar o tuktuk pode conseguir chegar até a 30.000 por pessoa, então bom combinar com os amigos. Depois que vi como a cachoeira fica longe da cidade, até fiquei na dúvida se 50.000 era um preço justo, demora anos para chegar lá! Tá… são 30km na verdade… Chegamos lá e combinamos com o tuktuk que voltaríamos em 3h… mas se eu soubesse como é legal lá teria combinado pelo menos 4h. O ingresso de entrada no parque custa 20.000 kips.

Bom é chegar cedo, porque por volta do meio-dia começa a lotar por lá.  Pegamos a rebarba da manhã então ainda pudemos ver como fica o lugar sem muita gente. Bem na entrada do parque há um espaço para recuperação e preservação de ursos negros resgatados de caçadores ilegais.
Quanto às cascatas e à cachoeira…

Lindas demais! A cor da àgua é impressionante. Entrar na água é para os corajosos, congelante!

Uma das diversões da galera é se pendurar no cipó e se jogar na água.
Elefantes e cachoeiras… a combinação perfeita!

Luang Prabang: mon amour

Luang Prabang, já de cara, me passou uma sensação totalmente diferente da Tailândia. O lema do Laos é: “Não tenha pressa, por favor” (Don´t rush, please). A cidade é tranquila… o mercado noturno até você duvida que é um mercado, o maior silêncio… ninguém grita aqui, ninguém buzina… o trânsito é tranquilo… Muita paz.
A cidade é bem pequena, dá para fazer tudo a pé ou de bicicleta. Se bem que é tão pequena que nem bicicleta achamos que valia a pena alugar. Tem bastante árvore aqui e dois rios que envolvem a península: o Mekong e o Nam Kham. A cidade é de colonização francesa, e você percebe isso na arquitetura, nas placas escritas em francês… e nas baguetes maravilhosas que eles fazem por lá! Eu não curto café, mas Rômolo disse que foi o melhor café que ele já provou desde o começo da viagem.

Assim como Chiang Mai, o ar é super poluído por causa das queimadas dessa época… ar seco. Sempre bom andar com um colírio na mão. Por conta disso, no fim da tarde você olha para o sol se pondo e vê uma bola de fogo bem definida no céu… Maravilhas que só a poluição faz por você!
A comida… é beeeem normal. Me fez sentir saudade da variedade de comidas na Tailândia. Na verdade as comidas em Luang Prabang são bem parecidas com as tailandesas… sopa de noodles com frango, arroz frito… e por aí vai… Quase todos os dias comemos no Food Market, onde tem um buffet vegetariano que você enche o prato o quanto quiser e só paga 10.000 kips por isso. Se quiser pode complementar com os frangos e peixes na brasa. Aliás os peixes são muito bons mesmo, bem saborosos e custam entre 20.000 e 30.000 kips…
Falando em dinheiro… isso tem sido um grande problema. A moeda do Laos é o kip, e ele é tão desvalorizado que nem moeda existe… Aqui somos milionários. 5.000 kips equivale mais ou menos a R$ 1,00. O banco não deixa sacarmos mais que 1.000.000 de kips, então toda vez que sacamos dinheiro temos que pagar uma taxa de 20.000 kips, e isso é outro problema. O terceiro problema, é que esses zeros todos me confundem muito, então tenho a impressão de que estou pagando muito caro por tudo… o que na verdade não deixa de ser só impressão, já que na janta pagamos apenas R$ 2,00 para comer.

A cidade para mim tem um ar bem romântico… vários cafés charmosos, casarões… Aqui tem muuuuitos franceses e muito idosos que visitam a cidade em tours. Muitos laos falam francês. Outra coisa bacana para fazer são os trekkings, andar de elefante, caiaque… parece que é mais interessante fazer isso aqui do que em Chiang Mai, tenho a impressão de que as agências são mais confiáveis.

Se você quer ferveção… não sei se Luang Prabang é o melhor dos lugares. Aqui é tranquilo MESMO! 23h você não ve uma viva alma nas ruas. Um dos barzinhos mais famosos é o Utopia Bar, é bar para gringo, mas muito incrível… sei que você tem que seguir umas 5 placas para chegar lá e quando chega vale muito a pena… fica na beira do Nam Kham, todo iluminado com velas e a galera se reúne lá a noite para se sentar nas almofadas no chão e tomar uma Beerlao. Mas 23h eles começam a expulsar todo mundo hehe…

Tivemos dias definitivamente de paz e especialmente por causa das pessoas do Laos… Nunca vi povo tão querido, simpático e feliz. Seguimos os dias no país no clima: “Sem pressa, por favor!”, devagar, devagar…

Tailândia e Laos: Da monarquia para o comunismo

Eu e o Rômolo não queríamos ir para o Laos, mas o Jonathan e a Kelly insistiram tanto que acabaram nos convencendo. No fim a Kelly teve um acidente e não pode seguir viagem (mas ela já está bem) e o Jonathan não se empolgou com o Laos. Já nós… acabamos ficando alguns dias a mais do que o planejado.

Foram 18h de viagem desde Chiang Mai e cruzamos a fronteira por Chiang Khong (Tailândia) e Huay Xai (Laos). Se eu tivesse planejado antes ir para o Laos, eu saberia que em Huay Xai eles tem um passeio incrível que se chama Gibbon Experience, onde você dorme em casas no topo das árvores no melhor estilo Tarzan. Mas como eu não sabia disso antes de ler o Lonely Planet, compramos uma passagem para um ônibus que nos deixaria em Luang Prabang, e assim meu sonho de ter um dia de Jane ficou para trás rs… vai, tudo bem, parece que esse passeio é beeem caro!

Nossa van nos pegou no hotel às 8h da manhã. Depois de algumas horas de viagem chegamos a Chiang Rai, na Tailândia, onde fizemos uma pausa rápida de 30 minutos para conhecer o Wat Rong Khun, mais conhecido como Templo Branco.

Incrível, surreal, maluco, não sei como descrever. Diferente de qualquer coisa que já havíamos visto. E o Predador saindo do chão???
Infelizmente dentro do templo é proibido tirar fotografias… mas eu digo para vocês que a pessoa que pintou aquelas paredes estava bem louca quando fez aquilo… Tinha uns desenhos do superman, do Neo do Matrix, Kung Fu Panda, Angry Birds, Super Homem… E no meio um Buda com pessoas rezando…rs… E também, por que não, um toque de morbidez…

Incrível! Queria ter ficado mais tempo lá. Mas seguimos viagem rumo à cidade da fronteira… chegando em Chiang Khong, recebemos o carimbo no passaporte de saída do país… Pegamos um barco para atravessar o Mekong, que é um rio que divide a Tailândia e o Laos.
Já do outro lado, preenchemos os formulários e foi bem tranquilo tirar o visto. Brasileiros pagam $30 para o visto de 1 mês. Tivemos que pagar $1 adicional por ser fim de semana…rs… De lá pegamos nosso ônibus que nos deixaria em Luang Prabang. Olha… momentos sofridos… As estradas do Laos não deixam nada a dever para as estradas da Bolívia, poeira, buracos… Muitas curvas! Só sei que tinha no mínimo umas duas pessoas vomitando naquele ônibus. Sorte que não era do nosso lado e azar do Jonathan que pegou um desses dois. Então… se você é dos mais sensíveis: Dramin!

Chegamos exatamente às 5h da manhã em Luang Prabang, conforme a agência havia prometido, milagre! Quando você pega essas viagens muito longas ou que precisa cruzar fronteira, meu lema é: “Prepare-se para o pior, espere o melhor e receba o que vier”. Eu já estava psicologicamente preparada para enfrentar 24h na estrada, mas graças a Deus foram só 18h. “Só”. Mas valeram a pena.
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Dica: Em Chiang Mai há mil agências que vendem pacotes praticamente iguais para tudo quanto é canto. Escolhemos uma aleatória na noite anterior e pagamos 1300 bahts cada um na passagem do ônibus que incluía tudo, a van, o stop em Chiang Rai, a travessia de barco, o ônibus e até uma garrafa d’água e um sanduíche meio ok… O bus não tinha banheiros mas fez alguns stops ao longo do caminho.

Choque Tailândia

Viagem boa que se preze tem choque cultural… e estamos aqui para narrar os fatos mais curiosos com os quais nos deparamos durante nossas andanças pela Terra dos Sorrisos!

Creme para clarear a pele
Assista apenas um intervalo comercial durante a novela e será o suficiente para ver que pelo menos metade das propagandas são de cremes clareadores para a pele. Brasileiras compram bronzeadores, tailandesas branqueadores. Não faço idéia da química presente nesse creme, mas não sei se uma loção que promete deixar a pele mais branca é algo que possa ser saudável. Grandes marcas como a LÓreal e a Nivea tem seus clareadores aqui, fiquei realmente assustada com esse tipo de coisa. Acompanhem comigo o absurdo da situação:

Realmente só posso lamentar na minha posição de viajante quando vejo as meninas na rua com a cara artificialmente branca, acho que dá para notar quando elas usam esse creme… Um guia que contratamos no Wat Poh chegou a falar para mim e para o Rômolo: “A cor da minha pele é feia, não é bonita como a de vocês” (como se eu fosse suuuper branca, né?) Triste. Aspectos culturais que dificilmente serão mudados.

O trânsito
Aiai… nunca mais vou reclamar do trânsito de São Paulo. Ainda não estive no trânsito do Vietnã que dizem ser pior, mas aqui em Bangkok já deu pra ter uma prévia. Loucura total, todo mundo corta onde quer, anda na contramão, não se respeitam os faróis, tuktuks loucos no volante, motos, taxis, carros… Você entra no taxi para fazer um caminho de quinze minutos e só sai de lá depois de 1h. Não é exagero. Observem essa foto que tirei quando o sinal para pedestres estava aberto:
Lugar para o pedestre passar que é bom… nada! Notaram também o cara na garupa da moto sem capacete e com fone de ouvido? Cena mais comum do mundo. Sem contar quando eles andam com 3 pessoas na moto de uma vez, com bebê, falando no celular, pessoa da garupa jogando video-game… A cena mais bizarra decerto foi uma mãe com seus três filhos pequeno na moto. Detalhe: Só ela estava de capacete.

Atravessando a rua
Atravessar a rua é uma verdadeira aventura aqui em Bangkok e um desafio que você aceita de saber se vai chegar inteiro do outro lado ou não. Gente… algumas ruas não tem o semáforo para pedestre então você tem que literalmente se jogar na frente dos carros, é muito tenso!!! Não é que nem em Brasília que você acena com a mão e os carros param na hora. Estamos seguindo a dica do Lonely Planet que diz que você não pode correr, tem que atravessar bem devagar, assim dá tempo dos carros “tentarem” não te atropelar. Outra coisa que fazemos é esperar juntar mais gente para atravessar a rua, assim vai todo mundo fazendo volume de uma vez só. Se você estiver acompanhado pode combinar de cada um vigiar um lado. Perai, tá achando que é só isso? Ainda tem que lembrar que a rua é mão inglesa e que provavelmente o carro vai vir do lugar que você menos espera. Resumindo, minha dica para atravessar a rua é: REZE! Pra Buda, pra Jesus, pra quem você quiser, mas reze!

O flanelinha
Aqui também há os flanelinhas, embora não haja um nome específico para ele em tailandês. Estávamos no carro de uma amiga tailandesa quando ela parou em fila dupla na rua para estacionar. Achamos estranho, pensei: “Será que ela vai deixar a chave com o flanelinha?”. O fato é que os motoristas deixam o freio de mão solto, então se o carro de dentro quer sair, os flanelinhas vão empurrando o carro. É mole?

O rei!
O rei Bhumibol é o cara! Tem foto dele em tudo quanto é lugar, tem foto dele em todas as notas de dinheiro, tem foto dele dentro do taxi, na fachada de prédio, na entrada do McDonalds, tem nome dele em rua, em ponte, estátua dele, exposição sobre ele, esse é o cara! Também é conhecido como Rama IX e é o monarca reinando há mais tempo, desde 1948!!!
Achei fantástica a nota de 1000 bahts que traz a imagem do Rei com uma máquina fotográfica pendurada no pescoço. Quer dizer… o Rei além de pintar bem, tocar música bem, ainda é gente como a gente e tira fotos! Amei!
Parece que é um pecado mortal falar mal dele… Não sei como as gerações atuais lidam com isso, mas tive a impressão de que ou ele é querido mesmo ou e lavagem cerebral. Ah, tem mais essa, antes de começar um filme no cinema, eles passam uma espécie de propaganda sobre o Rei… umas imagens bem bonitas dele interagindo com o povo, rodeado de crianças, tirando fotos (ahaha). Sei que depois disso até eu estava amando o Rei!

Nós!
Gente… vou dizer para vocês que eu estava tendo sérios problemas na Tailândia e que prometem se estender por outros países. Vocês não tem idéia da quantidade de pessoas que vinham falar comigo em tailandes… As vezes eu não respondia e a pessoa devia achar que eu era uma tailandesa mal educada… as vezes eu falava que era do Brasil – ou melhor: Basil – e era a maior surpresa do mundo. Aliás quando o Rômolo fala que é brasileiro as pessoas também se surpreendem e dizem que não temos cara de brasileiro, mas me digam, qual é a cara do brasileiro? rs… Outro dia nós dois estávamos conversando com um descendente de japoneses brasileiro e qualquer um que visse o misturado conjunto que formávamos com certeza duvidaria de que estávamos falando português.

O Rômolo também está tendo problemas com os tamanhos das coisas… Cobertor pequeno, cadeira pequena, teto baixo… não vai mais ter lugar pra fazer galo haha! E pra achar uma bermuda pro rapaz? Tivemos que rodar a cidade inteira pra encontrar roupa tamanho XL, coitado… e o nome dele? A primeira pessoa que encontrarmos nessa viagem e que conseguir pronunciar “Rômolo” de primeira vai ganhar um prêmio! Finalmente ele resolveu se render e criar um apelido… e aqui na Ásia ele é o Rom, hahaha!

Acho que eu teria muito mais para falar da Tailândia… mas vamos parar por aqui e partir para o próximo destino. Nos vemos no Laos no próximo post… ou pelo menos no caminho entre a Tailândia e ele! 😉

Bangkok: um transporte para chamar de seu

“Vou de taxi… cê sabe…” Não Angélica, você não precisa ir de táxi! Em Bangkok você pode também ir de tuk tuk, de ônibus, de skytrain, de ferry boat… (aiai… estamos cada vez mais piadistas, não é mesmo?) O Ásia de Mochila testou os transportes mais populares e mostra agora a vocês como se dar bem ao se locomover, seja sobre 3, 4 rodas, flutuando sobre a cidade ou navegando por um rio.

O Metrô e o Skytrain
O metrô tem uma linha consideravelmente pequena e cruza com o skytrain, que é o que importa (mas é necessário pagar para fazer a mudança entre metrô e skytrain e vice versa). Deu para matar a saudade de São Paulo nos curtos trajetos que fizemos por ele. Assim como o skytrain, o metrô é bem moderno e limpo, para minha surpresa. Sei lá porque imaginei que fosse encontrar um metrô velho e caindo aos pedaços como os de Paris e Buenos Aires.
Tanto no metrô quanto no skytrain você paga o ticket de acordo com o lugar em que quer chegar… Quanto mais perto, mais barato, os trechos custam mais ou menos entre R$ 1,00 e R$ 2,00. As máquinas para comprar os bilhetes são totalmente intuitivas, touchscreen, e você pode selecionar o menu para o inglês ou o tailandês, não tem erro viu! Olha que gracinha o bilhete do metrô:
Você escaneia essa fichinha para passar pela catraca e a deposita  de volta na hora de sair da estação, cuidado para não perdê-la! Outra coisa boa é que o metrô te liga até a estação de trem de Bangkok, a Hua Lam Phong.

Já o skytrain é uma delícia, passa por cima da cidade, daí o nome. Olha… fiquei impressionada com a educação das pessoas no metrô e no skytrain. Horário de rush, os trens bombando, e ninguém se empurra, gente, juro, eles esperam até a última pessoa sair do vagão para poder entrar, se organizam em filas e tudo funciona perfeitamente! É incrível o contraste quando você compara a organização e funcionalidade do metrô e do skytrain com a bagunça dos tuktuks e dos taxis.
Tanto no skytrain quanto no metrô é muito fácil saber em que estação você está e qual será a próxima. As estações são anunciadas em tailandês e em inglês com direito ao “Mind the gap”, e você também pode acompanhar o trajeto nos painéis que vão indicando as estações através de luzinhas. Além disso há TVs dentro do vagão que também exibem os nomes das estações. As estações são todas bem sinalizadas com indicações de pontos turísticos, números para cada saída e tudo escrito em inglês também. Fantástico! Hospede-se perto de um skytrain e você está feito, vai chegar em qualquer lugar.

Tuktuk
O tuktuk é o meio de transporte mais divertido, mais charmoso e mais assustador de todos os tempos. Vale a aventura se você estiver disposto a gastar uns bahts a mais para se locomover, mas não recomendo como transporte diário. Geralmente eles vão te cobrar um preço que sairá o dobro do que se você for de táxi com o taxímetro ligados. Os motoristas de tuktuk também são conhecidos como os mais famosos scams da cidade (scam = alguém ou algo que vai tentar te passar para trás). Desconfie se te oferecerem um tour de graça, se oferecerem um preço muito barato ou se disserem que o lugar que você quer ir está fechado. Se voce aceitar uma corrida de 20 bahts, eles vão fazer você passar numa loja que eles já tem esquema só para poder ganhar comissão. NUNCA, em hipótese alguma, peça informação para um motorista de tuktuk, desconfie de todos!

Táxi
Se você não tem pressa de chegar a lugar algum, e não se incomodar com a possibilidade de passar algumas horas preso no trânsito, então vá de táxi. É muito barato, raramente pagamos mais que 4 reais numa corrida – que em São Paulo é o precinho inicial só para poder pisar num táxi. A dica de ouro que vou dar é: JAMAIS feche um preço com o motorista. Sempre faça a corrida com o taximetro ligado. “Do you turn the taximeter on?” é a perguntinha chave que vai fazer seu dinheiro durar mais tempo. As vezes os caras dizem que não ligam o taxímetro, então vamos dispensando até achar um taxi que tope. Já aconteceu de dispensarmos 3 taxis seguidos até conseguirmos encontrar um. Para vocês terem uma noção do quanto isso pode te custar… Estávamos na Khao San Road e queríamos ir até a estação de skytrain Phaya Thai Station. Todos os motoristas queriam cobrar o valor fixo de 200 bahts, até que achamos um que ligava o taxímetro e a corrida deu 70 bahts. A dica de prata é: Nunca pegue taxi em lugares turísticos. Pegar táxi na Khao San Road? Vão te enrolar. Em frente ao Grand Palace? Vão te enrolar.Tente se afastar para uma rua com menos turistas e achará taxistas mais honestos. Dica de bronze: O motorista não te aborda, VOCÊ aborda o motorista. As chances de você ser extorquido aumentam consideravelmente se você se deixar cair na conversa do primeiro taxista que aparecer.

Barco
Muitas das principais atrações da cidade, como o Grand Palace e o Wat Arun por exemplo, se localizam as margens do Chao Praya River. Então o que muitas pessoas fazem, é tirar um dia para pegar o barco e ir parando nesses pontos. Para chegar até um dos piers do rio de skytrain, desça na estação Saphan Taksin. O barco turístico custa 30bahts. Há também a opção de comprar um ticket que dá direito a entrar e subir no barco quantas vezes vocês quiser ao longo do dia. Ouvi falar também de um barco usado pelos locais que custa muito mais barato que 30bahts, mas como só usamos o barco um dia, não tive a oportunidade de pesquisar melhor.

Conclusão: Ahhh nada como andar a pé,não é mesmo? Andando a pé você consegue sentir melhor a cidade, sentir a mistura de cheiros, olhar as pessoas cara a cara, descobrir que há uma lavanderia perto do seu hostel… não polui o ambiente, e o melhor: é de graça! Portanto o Ásia de Mochila elege o andar a pé como o melhor meio de transporte por toda a Ásia! Prepare seu chapéu, ponha seus óculos de sol, se entupa de protetor… e vá a pé!

Tailândia: aonde nos hospedamos

Depois de viajar 30 dias pela Tailândia, começo uma série de posts “técnicos” com informações específicas sobre hospedagem, transporte e diferenças culturais. Começo falando sobre todos os lugares em que nos hospedamos.

BANGKOK

Em Bangkok nos hospedamos em três lugares diferentes. Eu recomendaria com certeza ficar perto do skytrain para não ficar preso no trânsito da cidade e dependente de tuktuks e taxis. Também recomendo reservar antes seu hotel, porque tivemos dificuldades para achar um lugar para dormir nas vezes em que estivemos lá.

– Dang Derm Hotel
Quarto casal: 1100 bahts
Reservamos esse hotel ainda no Brasil. Esse foi o hotel mais caro que pagamos porque queríamos ficar num lugar para descansar após as 22h de viagem. Eu adorei o hotel e a cama que era baixa estilo japonês. Para completar uma piscina no topo do hotel que nos refrescou inúmeras tardes. O lado ruim é que ele fica na Khaosan Road, bem no meio da bagunça… então dependendo do quarto que pegar ou da leveza do seu sono, é bom garantir a noite com uns tampões de ouvido. Já o lado bom, continua sendo o fato dele ficar na Khaosan Road,  a rua dos mochileiros, ou seja: comida barata na rua, venda de pacotes, festa e bar a um passo da sua porta… Sem contar que se você não for dos mais preguiçosos dá para ir até o Grand Palace e o Templo do Buda Reclinado a pé. Então vai depender se vocês está na pegada da farra ou não.

Four Sons 5
Quarto casal: 600 bahts
Esse hotel pegamos quando voltamos de Ko Phi Phi e o ônibus nos largou em plena Khaosan Road às 5h da manhã. Como não queríamos pegar taxi nem nada a essa hora, resolvemos caçar um hotel pelas redondezas e acabamos achando esse. O quarto que pegamos era pequeno, com ar condicionado, bem ajeitadinho até… o suficiente para passar uma noite. Não achei o site desse hotel, mas sei que For Sons é uma franquia de hotéis em São Paulo que abrange hotéis caros e hotéis mais baratos como esse que ficamos. Ele fica do lado da New Joe Guesthouse, perto da Khaosan Road mas mais afastado da baguncinha.

– YHA Bangkok Downtown
Quarto 2 camas solteiro: 700bahts
O primeiro hostel que pegamos, localização ótima, embora eu tenha achado os quarto meio sombrios hehe… Rômolo achou confortável. O banheiro era compartilhado, os quartos tem ar condicionado… mas como não dá para controlar o ar, eu ia lá e empurrava com a mão aquelas abinhas paraficar menos gelado. Nossa, nosso quarto era muito frio e escuro. Pra falar a verdade me lembrava muito um quarto de filme de terror kkk…

Mas foi bom que lá encontramos pessoas muito queridas e o Jonathan e a Kelly que viajaram conosco depois. Ficava há cerca de 1min a pé do skytrain.

AO NANG

– Easy Room
O nome já diz tudo… é um quarto fácil e ponto final. Aliás… um quarto bem estiloso por sinal, já que as paredes que dão para o corredor são de vidro e você usa a cortina para fechar tudo. Banheiro minúsculo… mas ok. Ficava bem perto da praia, uns 5 minutos andando e na frente tinha umas barraquinhas baratas para comer. O dono era um muçulmano que eu juro por Deus, ficava o dia inteiro deitado no sofá da recepção mexendo no computador. Ele tinha uma cara de muito bravo rs… O ponto negativo desse hotel é que ele não tinha absolutamente nenhuma área para socialização, mas o quarto tinha um aspecto bem limpo.

TONSAI (Krabi)

– Mountain View Resort
Quarto casal: 800 bahts
Não se deixe enganar: de resort esse bangalô não tem nada. Não sei porque catzo todos os bangalôs de Tonsai colocavam “resort” no nome e eram simples bangalôs. Depois viemos a descobrir que esse era o hotel mais caro de Tonsai, mas também o único que tinha wifi. Eu achei mesmo que era o melhorzinho que tinha por ali… quarto limpo… jardim agradável, varandinha gostosa… Assim como toda a cidade, a energia elétrica só funciona das 5 da tarde até as 6h da manhã. Eu super recomendo ficar aqui se você não está num esquema tão roots para viajar.

KO PHI PHI

Ban Thai Guesthouse
Quarto casal: 700 bahts
O quarto não tem lençol, não tem água quente e tem que pagar 15bahts por cada rolo de papel higiênico que quiser comprar lá. Até aí tudo bem, estávamos amando a dona da guesthouse, Miss Lee. O ambiente para fazer um social era ótimo, porta toda aberta enquanto você ficava lá na mesa tomando uma cervejinha e jogando uns jogos de tabuleiro que haviam lá. O problema foi quando fomos fazer o check-out e a Lee veio perguntar aonde estavam as toalhas do nosso quarto. Como não tinha papel higienico, nem lençol, achamos que tambem não tinha toalha e usamos as nossas esse tempo todo. Aí a camareira veio na maior cara de pau falar na nossa cara que tinha colocado toalha no nosso quarto. Foi uma dor de cabeça até resolvermos tudo e só por isso eu não vou recomendar esse hotel.

CHIANG MAI

– Yellow House
Quarto compartilhado 4 camas + banheiro privado: 100 bahts (cada pessoa
Foi aqui que mudamos totalmente nosso lifestyle para se hospedar… até então estávamos com frescurinha, queríamos quarto com janela, com ar condicionado e talz… mas aqui descambamos de vez e ficamos nesse quarto sem janelas, super quente, cheio de mosquitos e outros animais que vinham nos visitar diariamente… mas pagando R$ 5,00 na diária né… rsrsrs… Os donos do hostel são uns amores, sempre ajudando em tudo o que podiam e não ficavam pressionando para a gente comprar os tours que vendiam… O hostel não tem website, mas fica do lado do Little Bird Guesthouse. Aliás, algumas noites íamos no Little Bird tomar a cerveja barata que eles vendiam.

CONCLUSÃO: Eu recomendo reservar  seu hostel com antecedência em Bangkok, já os outros lugares foi tranquilo achar porque viajamos pela Tailândia no início da baixa temporada. Mas com certeza Ko Phi Phi deve ferverem janeiro, então planeje-se com antecedência.