Ton Sai e a malemolência

Ton Sai é uma praia pequena com uma vila pequena, exatamente assim:
Ton Sai não é para os fracos. Energia elétrica só das 6 da tarde até as 6 da manhã. Isso significa que quando você acordar estará um calor insuportável no seu quarto e você vai querer sair. Não que isso seja um problema, suas opções para o resto do dia não serão poucas, você pode escolher entre fazer uma trilha até as praias mais próximas, andar de caiaque até uma ilhota, ou fazer como muitas vezes fizemos, ficar sentado na areia observando a galera escalar as pedras.
Ton Sai é um dos principais destinos do mundo para se escalar, os escaladores são a maioria esmagadora da ilha, seguidos dos hippies… e de nós, que fomos para a ilha pela simples e sublime arte de vadiar. Ah, e tem os macacos também. Não é muito difícil você estar indo tomar seu café da manhã e se deparar com um bando de macacos cruzando o seu caminho.
No caminho entre as praias de Railey e Phranang Bay também tem muitos deles. Você nunca mais vai querer pagar o zoológico para poder ver macaco.

Uma das coisas bacanas para se fazer lá é ir até o caminho entre Railey East e Phranang Bay e subir umas pedras para alcançar o viewpoint. Mas mais do que alcançar o viewpoint é chegar até lá… a trilha tem subidas e descidas no meio de pedras que vão deixar sua roupa da cor do mais puro marrom… você usa cordas o tempo todo para te ajudar em alguns trechos… nossas roupas ficaram acabadas, mas foi nosso momento Indiana Jones! Dica: Vá de tênis e com roupas velhas. Essa é a vista que se tem lá de cima:
Uma trilha que vai além do Viewpoint dá na famosa Lagoa. Mas o caminho exige coragem, ou ao menos que você esteja acostumado com cordas para descer duas paredes de 90 graus só se pendurando… eu arreguei quando cheguei lá, mas o Rômolo foi até o fim!
Outra curiosidade é que para entrar nas lojinhas de lá você tem que tirar os calçados antes… No começo é difícil de lembrar, mas depois você tá tirando o calçado até quando não precisa.

As acomodações da ilha costumam ser bangalôs bem simples… aliás, não vi acomodação que não fosse bangalô. Nós ficamos no Mountain View Resort, que depois viemos a descobrir que era um dos mais caros de lá… Pagamos 800 bahts no quarto-bangalô para casal, sem café da manhã mas… com wifi!!! Pelo menos eu fiquei bem satisfeita com o quarto, era bem limpinho e não tinha inseto lá dentro… Tanto que depois que esticamos resolvemos ficar por lá mesmo em vez de procurar um outro.
Fique de olho: Preços extorsivos em Ton Sai, o que tiver de comprar, compre antes de chegar lá. Por incrível que pareça, até Ko Phi Phi que é conhecida como uma ilha cara, tem coisas mais baratas que Ton Sai.

Dica boa: Leve sua lanterninha… A estrada dos bangalôs até a ferveção na beira da praia conta com postes de luz, mas alguns trechos são breu total! E o repelente… às 18h da tarde os mosquitos acordam que quase te comem inteiro!

Nossos dias em Ton Sai foram de preguiça total… acordar… tomar o café da manhã no Mamas Chicken que é praticamente o Gigabyte da galera.. ficar na praia vendo os escaladores, nadar, fazer trilha, ver macaco… 100% de bobeira!
Só sei que no final dos nossos dias lá, eu tava com uns quatro machucados no pé e o Rômolo com uns dois galos de bater cabeça em caverna haha!

Em Ton Sai eu me senti completamente outra pessoa… não senti vontade de comprar nada, nem de ter nada a mais do que eu tinha naquele momento… É um lugar para se celebrar a vida e para “perder” muito tempo com as pequenas coisinhas… Nossa, quantas vezes eu e o Rômolo não nos pegamos analisando a vida dos caramujos na praia, indagando como os macacos conseguem saltar daquele jeito ou vendo borboletinhas se acasalar haha! Nossos momentos hippie total!
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Ilustrações por Rômolo.

>>> NOTA: Não confundir essa Ton Sai com a Tonsai de Ko Phi Phi.

Ton Sai apresenta: Railey Bay e Phranang Bay

Um dos motivos de termos vindo para Ton Sai, além de ter sido pela dica da Camila do blog Rasga World, foi também pelo fato de Ton Sai ser um ponto estratégico para conhecer outras 3 praias: Railey West, Railey East e Phranang Bay. Como dá para visitar essas 3 praias a pé, sem precisar ficar pagando barco para fazer passeio de 1 dia a partir de Ao Nang, resolvemos nos estabelecer em Ton Sai. Pegamos um longtail boat no pier de Ao Nang e pagamos 100 bahts cada um pelo bilhete.

Railey West
Railey West é uma praia para “bacanudos”, gente com mais dinheiro por conta dos resorts que há por lá. A praia é bem bonita, o único problema é que não tem muita sombra, embora a gente sempre tenha achado um lugarzinho embaixo de uma árvore. Mulheres oferecem massagem para os turistas deitados na areia e foi aqui que eu tive minha primeira quase massagem… Eu estava tão cansada e com os pés tão doloridos de uma trilha que eu e o Ro tínhamos feito no dia anterior, que resolvi me dar ao luxinho de pagar 200 bahts para a mulher lixar meu pé haha!!! Foi bem extorsivo pelo pouco que ela fez, mas ok… Railey West não é o lugar mais barato para nada.
Sei que é até pecado eu dizer isso, mas Railey West não me impressionou muito… se fosse a primeira praia tailandesa que eu tivesse visto na vida, ficaria encantada… mas comparando com Ton Sai e Phranang Bay, prefiro essas duas…rs… Railey West tem uma rua bem gostosa que desemboca na praia e que é cheia de lojinhas, restaurantes e barzinhos… Mas claro que tudo custa o dobro de Ao Nang.

Railey East
Railey East é uma praia de mangue, vamos dizer, ou como o pessoal chama, é a “praia suja” ou a prima pobre de Railey West. Passamos por ela apenas para chegar até a trilha da Lagoa e para chegar em Phranang Bay. De qualquer modo, o visual é incrível, e faz muito bem para os olhos ter que fazer o caminho por lá.

Phranang Bay
Ahhhh… essa sim! Essa praia é incrível, piramos muito aqui embora tenha bastante turista. Apelidamos essa praia carinhosamente de “praia do pinto”, veja por quê:
Esse pequeno e gracioso “santuário” era onde os pescadores faziam suas oferendas antes de sair para pescar. Fofo não? A praia é uma delícia, tem uma parte do mar que fica sob a sombra da caverna… e se você for até a outra ponta da praia, vai encontrar igualmente outra caverna onde peixinhos nadam por perto. Aqui não tem seafood, mas sim boatfood. Acreditem, a galera cozinha a comida dentro dos barcos!
Confesso que os caminhos que saem de Ton Sai para se chegar a essas praias não são dos mais fáceis. Fizemos todos os caminhos possíveis e todos tem suas dificuldades, exigem atenção e concentração o tempo todo. Os próximos parágrafos são informações técnicas, pode parar por aqui caso não pretenda fazer essas trilhas hehe…

O primeiro caminho é uma trilha de 45 minutos. Evite a todo custo, é o pior de todos. Subidas e descidas numa trilha muitas vezes íngreme, pedras que vão deslizando, barrancos, mosquitos que te atacam no meio do floresta… Me arrependi profundamente de ter passado por ele, mas saímos sãos e salvos! O fim desse caminho pode te levar pelas três praias.

O segundo caminho é subindo as pedras que tem no fim da praia. Você tem que se espremer para passar em algumas partes, subir nas pedras, mas não são escorregadias. Na verdade até gostei de fazer esse caminho. Dura mais ou menos uns 10 minutos e você sai direto em Railey West. Para voltar é mais fácil, tem uma corda bem no começo do caminho.

O terceiro caminho tem um pequeno problema: Você tem que esperar a maré baixar para fazer o contorno da praia. Embora alguns considerem mais fácil, eu não curti, você tem que pisar com muito cuidado nas pedras molhadas e escorregadias e não tem lugar para apoiar as mãos. Esse caminho também sai direto em Railey West.

As dicas foram dadas, escolha sua estrada afora e Boas Praias! 😉

Ton Sai: Paradise is here!

Poucas vezes na minha vida tive a oportunidade de poder comparar um lugar na Terra a um lugar que deveria ser encontrado no céu. “Paradise is here” essa é a frase que eu e o Rômolo não paramos de repetir desde que chegamos a Ton Sai.
Eu posso dar milhões de motivos para dizer isso. Praia boa durante o dia, paisagem incrível, água transparente, praia tranquila sem multidões, festa toda noite nos bares na beira da praia, comida boa, galera do mundo todo afim de conhecer outras pessoas! Todos que conhecemos até agora não estão aqui há menos de uma semana… Pessoal vem pra passar 3 dias e acaba ficando 2 semanas, 3 meses… foi o nosso caso. Estamos sem previsão para sair daqui. Pode soar meio hippie, mas rola meio que uma “comunidade”, todos acabam se conhecendo porque ficam aqui muito tempo e a ilha é pequena, todo mundo se encontra o tempo todo, seja na hora do almoço, seja nos bares à noite.

O interessante é que a forma de pensar de todo mundo é meio parecida, Carpe Diem ou como diria o Daniel, um brasileiro que conhecemos aqui, vivendo full life. Todos estão viajando hà meses, já passaram por vários lugares. Foi conversando com essas pessoas que resolvemos que não voltaremos daqui 4 meses e meio, vamos viajar até onde a grana der. Também resolvemos mudar um pouco a nossa rota. Acho que vamos desencanar da Indonésia e cruzar o Tibet até o Nepal, não sei, tudo pode acontecer.

Acho que todo mundo devia pelo menos uma vez na vida largar o emprego ou o que costuma-se chamar de “tudo” (carro, casa, etc.) e dar um rolê desses, não importa a idade. Depois de conhecer tantas pessoas, tantos pensamentos diversificados, o mundo com certeza seria um lugar mais fácil de se viver.

Pela primeira vez na minha vida posso dizer que estou vivendo plenamente, a vida cheia, dando valor para cada segundo que passa sem querer que o futuro ou o dia seguinte chegue mais rápido. Ou as 18h como eu sempre esperava no meu antigo trampo. E se eu disser que nunca fui mais feliz do que estou sendo agora, não estarei dizendo nenhuma mentira. Se esse blog fizer pelo menos uma pessoa largar tudo e ir viajar, considerarei a missão cumprida. 😉

Ao Nang: entre macacos e peixinhos

Estava em Ao Nang caçando uma sombra para ficar quando de repente vi um macaco correndo no meio das árvores na praia. Chamei o Ro. Achei que era só um macaquinho, de repente…
Embora a placa diga que é proibido alimentar os macacos, o pessoal não dá muita bola. Os macacos puxam o calção das pessoas, sobem no seu joelho, sentam na sua canga… Não tente abrir sua mochila perto deles, o Ro foi tentar comer um biscoito que estava guardado e olha o que aconteceu:
Os macacos são uma graça, passamos a manhã esticados na areia observando eles.
À noite eu resolvi fazer uma coisa que eu já queria fazia muito tempo… Desde Bangkok eu já estava de olho, mas foi em Ao Nang que resolvi botar meu pé de comida pra pexaiada.
É uma sensação bizarra, pra não dizer indescritível. Nos primeiros minutos eu não conseguia parar de rir e achei que não ia conseguir ficar os 15 minutos com os pés mergulhados no aquário… Dá muita agonia, às vezes eles pegam em algum ponto que faz você sentir um choquinho em outra parte do corpo.
Essa foi a nossa estadia em Ao Nang. No dia seguinte pegamos um barco rumo à Tonsai… assim como em Bangkok eu também senti um aperto no coração de estar deixando essa cidade tão boa… e claro, sempre dá aquele medinho bom de não saber o que vem pela frente, principalmente porque eu e o Rômolo não reservamos antes onde vamos ficar, chegamos perdidos na cidade e vemos o que vai acontecer. Chegamos em Tonsai com planos de ficar uma noite pelo menos, mas nós mal sabíamos o que íamos encontrar pela frente e como isso ia mudar nossa viagem…

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Onde nos hospedamos:
Em Ao Nang ficamos no Easy Room, um hotel na avenida principal. Pagamos 800 bahts no quarto de casal sem café da manhã. O quarto era bem gostoso, todo envidraçado e tem as cortinas para você puxar pra não ficar lá peladão dando sopa pros outros hóspedes. Ficava a cerca de 5min da praia. Pontos negativos: O hotel não tinha uma área para fazer social, era só um quarto mesmo… e o banheiro não tinha ventilação nenhuma. =/

Ao Nang

No nosso último dia em Bangkok tínhamos uma passagem comprada para Krabi. Sabíamos que a cidade em si não era lá grandes coisas, tínhamos que escolher uma praia. Já tínhamos pensado em ir para Ao Nang, vamos ou não vamos? O Lonely Planet não animava muito e tínhamos ouvido falar que a praia era bem feinha, resolvemos ir e talvez dormir lá por duas noites antes de seguirmos viagem. Foi com essa cena que nos deparamos ao chegar:
Feia? Nesse mesmo dia saímos para passear pelas inúmeras lojinhas que margeiam o calçadão. Do lado esquerdo da praia tem uma ruazinha onde praticamente não entram carros. Uma delícia, balõezinhos iluminam a rua inteira!
Comemos um prato que com certeza está no nosso top list Comidas Tailandesas! Pois é, quem teve a idéia de fazer esse prato dentro de um côco?
No dia seguinte acordamos com um céu de azul incrível… O dia prometia! Ficamos de bobeira na praia principal que não achamos nem um pouco feia! Estendemos nossa canga recém comprada debaixo de uma árvore, o Ro ficou desenhando enquanto eu lia o meu livro.

A água é morna, uma hora eu olhei e pensei: Nossa, tem umas sujeirinhas aqui… Fui olhar mais de perto e eram muitos peixinhos! rs…

À tarde almoçamos na rua e resolvemos pegar uma trilha que levava à outra praia do lado, Phai Plong Bay. O caminho não é muito longo, mas é meio chatinho… só que o final dele vale muito a pena!
A praia é praticamente deserta… À tarde a maré já tinha baixado tanto que dava para voltar para Ao Nang contornando o morrinho, sem ter que refazer a trilha.

À noite compramos cerveja e fomos andar pelo calçadão e pela praia. Na praia as pessoas soltam balões brancos à noite… e o céu fica cheio de estrelas e de balões avermelhados subindo. Um casal de velhinhos foi soltar o balão deles e nós fomos acompanhar. Espero poder estar assim quando chegar nessa idade: Feliz, com o Rômolo, soltando balões numa praia tailandesa.

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Dicas Ao Nang:
– Ao Nang é cheia de famílias, velhinhos e casais… Não sei se é uma boa para quem está viajando sozinho.
– As coisas aqui são mais caras que em Bangkok, desde a comida de rua (cerca de 50 bahts) até a garrafinha de água (20 bahts). Mas caro padrões Tailândia né… Se em Bangkok você come por R$ 1,90, aqui você paga R$ 2,70.

Wat Pho

Bangkok tem o poder de impressionar… quando você acha que já viu o templo mais lindo, provou a melhor comida, aparece outra coisa para desbancar a anterior. Assim nos sentimos ao visitar o Wat Pho, também conhecido como o Templo do Buda Reclinado. Esse complexo de templos também abriga uma escola de massagem e é considerado o berço da massagem tailandesa.
Chegamos lá na parte da manhã e logo entramos no principal templo onde estava o Buda Reclinado. Eu já tinha visto por fotos, mas estar lá foi totalmente diferente… não dá para imaginar o tamanho dessa estátua, maravilhosa, e de uma vivacidade, que parece que ela vai se levantar a qualquer momento – embora a estátua represente o último momento do Buda antes de entrar para o Nirvana. Ela tem 15m de altura e 43m de largura.
Dessa vez eu e o Ro resolvemos contratar um guia para passear pelo complexo… Estávamos cansados de só achar tudo bonito sem saber o que era, e foi a melhor coisa que fizemos. Tudo começou a fazer mais sentido depois… Sem o guia nos nunca saberíamos que o número de degraus e a cor de cada memorial tem um significado. 7: número da sorte na cultura tailandesa, os degraus são o caminho do céu.

Nosso guia era bem engraçado… Disse que o elefante branco era o animal sagrado na Tailândia e perguntou se havia algum no Brasil… Enquanto pensávamos ele disse: Pelé? rs…

Eu gostei mais de visitar esse templo do que o Grand Palace… principalmente porque é menos cheio e tem alguns lugares muito tranquilos para descansar. Acho que no meio de tudo o que você pode ver lá dentro, o Buda Reclinado é só mais um “mero” detalhe.
Dicas:
– O ingresso que dá acesso ao complexo custa 100 bahts.
– Não é preciso cobrir ombros e joelhos para ver o Buda Reclinado, mas há um outro templo lá dentro em que é preciso… Nesse caso, mantas são oferecidas para você se cobrir logo antes de entrar.
– O ticket dá direito a uma garrafinha de água que não é suficiente… Há água para comprar lá dentro mas é o triplo do que se você comprar lá fora.
– O Wat Po fica do lado do Grand Palace, se estiver sem tempo, visite os dois no mesmo dia.
– Chegue cedo, caso contrário pegará uma fila enorme para ver o Buda Reclinado.

Nossa rotina sem rotina

Ontem foi nosso quarto dia aqui e ainda estamos tentando nos acostumar com as coisas e tentando absorver toda a informação que recebemos o tempo todo… Ainda não consegui ter uma noite de sono 100% boa, meu relógio interno ainda está configurado no horário do Brasil… já o Rômolo… parece que sempre morou aqui, dorme a noite toda que é uma beleza haha…

Estamos num hotel, o que é bem diferente de um hostel… Aqui parece que as pessoas não estão tão afim de interagir… Mas como eram os primeiros dias resolvemos pegar um hotel bom para descansar bem enquanto nos acostumamos, ainda não tivemos conversas muito profundas com as pessoas, tivemos umas conversas rápidas na piscina com alguns israelenses e com o japones que dividimos o taxi no primeiro dia, mas acho que quando fomos para um hostel vai ser mais fácil conhecer mais gente.

As vezes tentamos conversar com os tailandeses, como os taxistas por exemplo… mas se com o pessoal da recepção do hostel já é difícil se comunicar em inglês, imagina com os outros… Só que eles são bem simpáticos, é um grande contraste comparando com a vez que estivemos em Praga haha!

As comidas aqui são maravilhosas. Sou apaixonada por comida e para mim isso é o paraíso… estamos gastando em média R$ 3,00 por refeição… Tirando o almoço do primeiro dia só comemos em barraquinhas de rua… Não conseguirei nunca descrever os sabores, a coisa mais próxima que posso chegar para expressar isso é dizer que parece que estou comendo música. Nem sempre sabemos o que estamos comendo, às vezes apontamos o prato para pedir. O almoço do Rômolo tinha umas coisas boiando que chutamos ser testículos e bucho de boi, estava sensacional!
Nossa rotina é não ter planos… Um dia antes pensamos em algo para fazer no dia seguinte… tomamos o café da manhã tranquilamente, vamos fazer o passeio, voltamos para o hotel, ficamos na piscina que tem no topo do prédio, o Romolo desenha, eu escrevo, à noite saímos para tomar uma breja… por enquanto tem sido assim, é totalmente diferente de viajar com férias contadas… Não temos pressa para nada, aquela correria de querer visitar mil lugares em um dia, podemos curtir tudo no nosso ritmo. Outra coisa muito legal aqui é assistir as novelas tailandesas que fazem as do SBT se tornarem super produções perto delas haha… não entendemos nada mas morremos de rir! É BIZARRO, muito toscas, parece até Hermes e Renato zoando. Mas não é. Também gosto de ver as propagandas daqui que às vezes lembram as propagandas japonesas… Vi bastante anúncio da Nivea e da L’oreal por exemplo, de cremes para clarear a pele! =0

Ontem foi o dia que menos gastamos. Na minha opinião, a pior coisa de se chegar num lugar que não se conhece é não ter noção dos preços… Agora começamos a sacar o preço das coisas, como barganhar e quando estão querendo nos passar para trás… Como por exemplo o taxista que queria cobrar 200 bahts para nos levar até o Chatuchak Market… fomos com outro taxista que ligou o taximetro e a corrida saiu por 90bahts, menos da metade do preço. Compras, tem que barganhar tudo, os caras já jogam o preço lá em cima porque sabem que você vai pedir desconto… Uma coisa que tem funcionado bem é dizer que somos do Brasil, não somos europeus e não ganhamos em euro haha! Acho que o gráfico dos nossos gastos só tende a cair com a malandragem que estamos adquirindo.

Aqui em Khaosan Road os vendedores abordam bastante os turistas, principalmente os indianos que perseguem o Rômolo o tempo todo tentando vender TERNOS para ele. Ternos, 35graus em Bangkok, pode isso? Fico pensando, gente, quem compra esses ternos aqui, como funciona esse mercado? Do jeito que vão as coisas não seria estranho o Rômolo chegar em São Paulo vestindo um terno haha.
Estamos indo embora de Bangkok hoje em direção às praias do sul. Apesar de saber que voltaremos para cá depois de viajar pelas praias, já sinto uma dorzinha no coração… Batemos demais com essa cidade, é a nossa cara! Tem tanta coisa para fazer aqui que acho que nem em um mês dá para ficar entediado.

Dizem que Bangkok é uma panela de pressão, um caldeirão de misturas… e é isso mesmo. Todas as pessoas que estão na rua, o calor, as comidas cheias de temperos, a língua cheia de entonações, os cheiros diferentes… Bangkok parece um prato de comida tailandês e é perfeitamente possível entender que é uma cidade para se amar ou para se odiar… sem meios termos!

___ Ilustrações desse post: Rômolo 😉