Sem tirar o pé da estrada

Eu amo viajar, tento viajar pelo menos duas vezes por ano e estou aqui para dizer a vocês que não é preciso o tanto de dinheiro que vocês pensam para fazer isso. Infelizmente não sou rica, trabalho com design gráfico – o que dificilmente torna alguém rico – e tudo é fruto do suor do meu trabalho (ou devo dizer das lesões por esforço repetitivo nas mãos já que fico o dia inteiro trabalhando no computador?). E digo para quem quer viajar mais: menos medo, mais foco!

E olha… muita marmita na veia! rs… como já dizia Cecília Meireles: “ou isto ou aquilo”. E eu prefiro comer uma comidinha tailandesa por 4 dólares na Tailândia do que jantar num restaurante tailândes por 40pilas em São Paulo. Pois é, gosto é gosto.

Outra coisa é o foco: Quanto de você quer fazer essa viagem? Eu digo no meu caso que 100% de mim está empenhado nisso. Então todas as minhas ações nesse ano tem o objetivo de economizar ao máximo para essa viagem. Uma técnica que eu e R. usamos é sempre transformar nossos gastos em São Paulo em pequenos prejuízos para a viagem. É bem engraçado… por exemplo: “Putz… o preço do ingresso para o cinema é de duas diárias num hotel no Camboja…” ou “nossa, com o preço dessa camiseta dá pra gente jantar por uma semana no Vietnã!”. Pensando assim dá uma força de vontade maior né?

Isso não quer dizer que nos isolamos do mundo e não fazemos mais nada… mas quer dizer que só vamos em uma balada se não tiver que pagar para entrar, em vez de comer fora todos os fins de semana nós preferimos cozinhar, assistir filme em casa em vez de ir no cinema… mas continuamos saindo normalmente, só tentando não extrapolar os gastos ou comprar coisas por impulso. Vamos imaginar que a vida te oferece um rodízio (haha)… um mais caro, mas com mais opções e outro com menos opções porém, mais barato… Esse ano acho que vou no rodízio mais barato hein… Dos dois jeitos você não vai deixar de comer.

E o medo: quem nunca fez um mochilão não sabe nem por onde começar… Aonde eu vejo passagem? Visto? Seguro de viagem? Hospedagem? (Aliás, se esse é seu caso ao lado na seção de links úteis na barra direita você pode encontrar algumas respostas para suas dúvidas). Depois que você faz seu mochilão restam duas alternativas: ou você fica traumatizado porque não planejou direito, deu um monte de merda e você jura que só vai viajar de pacote turístico, ou você vicia e não quer parar nunca mais. A vida seria muito mais tranquila e confortável com a primeira opção, mas muito mais aventura, divertida, proveitosa e instrutiva na segunda. Opção a, opção b?

Hay que perder o medo. Comece por um mochilão bem simples, no mesmo continente, barato por uma semaninha… você pega o gostinho, aprende algumas coisas e vai querer começar com umas coisas mais megalomaníacas… dois meses na África, meio ano na Ásia, uma volta ao mundo…

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